Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


29/10/2004

MAR ABERTO
(OPEN WATER)


Direção: Chris Kentis
Roteiro: Chris Kentis
Elenco: Blanchard Ryan, Daniel Travis, Saul Stein, Estelle Lau, Michael E. Williamson, Cristina Zenarro, John Charles.

É muito difícil e ao mesmo tempo muito fácil falar sobre um filme como esse. Difícil pela coragem do Diretor em realizar um longa completamente diferente da maioria dos filmes que estamos acostumados a ver, principalmente em se tratando de uma história baseada em fatos reais. E fácil por o filme ser uma pequena obra-prima do suspense. Um filme que se coloca perfeitamente entre aqueles casos de “ame ou odeie”. Eu como vocês podem ver, amei.
A história todo mundo já sabe, um casal que resolve tirar férias as pressas, na tentativa de salvar o já desgastado relacionamento, o que fica completamente claro na primeira meia hora do filme. Acompanhamos os diálogos frios e forçados entre o casal e a intimidade bastante casual dos dois, o que reforça ainda mais a nossa empatia por eles, devido a excelente atuação de Blanchard Ryan (melhor do filme) e Daniel Travis.
Na segunda parte do filme, após o mergulho e a ida do barco, começa um segundo momento do filme, bem mais angustiante e interessante que o primeiro. Os personagens se vêem em alto mar, abandonados pela sorte, mas com esperanças de ainda serem resgatados por seu barco, o casal passa por diversas situações que de tão reais tornam o filme ainda mais assustador. Em um determinado momento a personagem diz que não sabe se prefere ou não ver o que está embaixo deles, e é exatamente isso o que passou por minha cabeça. Eu não queria saber o que ia acontecer, só queria que aquela agonia que eles (e nós) estávamos sofrendo acabasse o mais rápido possível.
Como se trata de uma história real, deduzi de cara como seria o final do filme, só nunca imaginei que Chris kentis acabaria sua obra de uma forma tão surpreendente e assustadora. Então não espere um final de filmes baseados em fatos reais a la Supercine, pois esse realmente parece ser real.
Destaco o tipo de câmera que foi usado no filme, o que dá uma aparência de veracidade ainda maior e uma cara de documentário, como o ótimo e controverso “Bruxa de Blair” (mais um ame ou odeie, que eu também fico com a primeira opção). Outro ponto é a ausência de trilha sonora nos momentos mais fortes do filme, o que torna tudo muito mais tenso e assustador (não quero usar mais a palavra real). O filme não é claustrofóbico como o de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, pelo contrário, possui ótimas fotografias e a única diferença é que a filmagem é feita com câmeras digitais, que dão a aparência de filme caseiro à obra.
Mar Aberto não é um filme de Tubarões como muitas pessoas que não gostaram disseram, como Bruxa de Blair também não é apenas um filme de Bruxas. Na minha opinião, ambos são filmes de relações e comportamentos de um determinado número de indivíduos normais e comuns em uma situação completamente inusitada e assustadora (Principalmente no caso desse filme, já que “Blair” se trata de uma ficção).
Então, vá ver o filme e tire suas próprias conclusões, pois com certeza você lerá muitas críticas apaixonadas e outras esculhambando essa pequena pérola no Oceano (desculpem o péssimo trocadilho).

Arquivado em: — Vladimir @ 5:28 pm

26/10/2004

CHAMAS DA VINGANÇA
(MAN ON FIRE)





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Direção: Tony Scott
Roteiro: Briian Helgeland, baseado em livro de A.J. Quinnell
Elenco: Denzel Washington, Dakota Fanning, Marc Anthony, Christopher Walken, Giancarlo Giannini, Rachel Ticotin, Mickey Rourke, CHARLES PARAVENI e GERO CAMILO.

Não sei nem por onde começar. Primeiro vou contar por que é que eu fui ver esse filme horrendo. Fui ao cinema com a intenção de ver “O Terminal” que ainda não vi, para variar, estava esgotada a sessão. O filme com o melhor horário acessível era este ou “A Supremacia Bourne”, que não tenho a mínima vontade de ver. Então fomos, eu e uma amiga, ver este “Chamas da vingança”. Eu já não esperava nada deste filme, portanto eu só tinha com o que me surpreender, e não é que me decepcionei ainda com o filme. Consegue ser muito pior do que eu esperava, e eu não esperava nada…vê-se como é grave a situação. Valeu só pela comphania, por que chegou uma hora que eu quase sai da sala de tão entediado que estava. Na verdade, a cada vez que penso no filme, pior ele se torna. Um policial banal, com roteiro fraco, fracas atuações… E eu achando que o pior filme que vi que estreou em 2004 no Brasil seria “Garfield - O Filme”, me enganei profundamente…este ganha fácil.
Este é o segundo filme que vejo de Tony Scott, o primeiro foi o ótimo “Jogo de espiões”, mas este prova como Scott é fraco. Como alguém em sã conciência faria um filme com um roteiro idiota, em quase duas horas e meia? Só se for para morrermos de tédio. O filme é extremamente cansativo, tanto que a única parte do filme que realmente gostei foram os créditos, na hora que eu iria embora. Na verdade não sei se a falha é do roteiro, da direção, ou dos dois. Porque o roteiro é ruim e a direção nem se nota.
Ex-militar e alcoólatra vê a chance de um emprego como segurança. Esta oportunidade lhe é dada para evitar o sequestro de uma menina rica. Nela, ele reencontra a felicidade…até o dia em que ela é sequestrada, e ele faz de tudo para conseguí-la de volta. Mais um filme estúpido sobre vingança. Aliás, até chegar ao ponto da premissa, vai-se por volta de uma hora…e isso é massante.
Eu não sei porque, mas desde que Denzel Washington ganhou o Oscar por “Dia de Treinamento” eu passei a desgostar dele, sem motivos aparentes. Mesmo assim, ainda vi filme com ele que gostei, assim como de sua atuação. Mas neste não aconteceu isso. Ele repete todas as manias dos personagens a ele, não inova em nada e se torna super caricato. Christopher Walken mais canastrão impossível. Dakota Fanning me irrita profundamente como a cópia da menina Cecília Dassi na novela “Suave veneno”. Na verdade, só quero trazer como curiosidade a participação dos brasileiros Charles Paraveni, o Afrânio de “Malhação” - que tem mais falas neste filme, que Rodrigo Santoro em seus dois filmes no exterior - e Gero Camilo, o amante de Rodrigo Santoro em “Carandiru”. As participações são minúsculas e eles fazem bandidos (que novidade).
Eu acho que a única coisa que consegui aproveitar do filme foi a boa trilha sonora, porque tirando isso, pode por fogo na película. Conduzida por Harry Gregson-Williams, é a única razão do filme não receber “0″. A fotografia copia o estilo de “Traffic” e a edição é extremante cansativa. Façam um favor a si memsos e fiquem longe disto. Como alguém gasta tão porcamente 70 milhões de dólares?

Por Gabriel Carneiro

Arquivado em: — Vladimir @ 1:28 pm

24/10/2004

COM A BOLA TODA
(DODGEBALL: A TRUE UNDERDOG STORY)



Direção: Rawson Marshall Thurber
Roteiro: Rawson Marshall Thurber
Elenco: Vince Vaughn, Christine Taylor, Ben Stiller, Rip Torn.

Um bom humor do caralho!!!! Provavelmente só estando com esse estado de espírito para ver esse filme e gostar como eu gostei. O filme tem tudo para ser ruim, desde a história bobíssima, aos personagens mais rasos do que tábua de bater carne. Mas acreditem, foi isso que fez com que eu simpatizasse tanto com esse filme.
Peter LaFleur (Vaughn) é o dono de uma pequena academia de ginástica falida, o local chama a atenção do completamente egocêntrico White Goodman (Ben Stiller convence), que deseja comprá-lo para transformar em um estacionamento para a sua mega/hiper/ultra moderna academia. Então, a única possibilidade de salvação da academia, é ganhar o campeonato mundial de Queimadas em Las Vegas com um time de super perdedores.
Com certeza estamos todos cansados de ver filmes americanos desse tipo em nossas muitas sessões da tarde de nossa infância. Quem não lembra dos inúmeros filmes “emocionantes” de hóquey, futebol americano, baseball, boxe, basquete… então por que não nos divertirmos com um filme com Carimba?!?!?!?!?!
Tente desligar completamente o seu senso crítico (sei que é muito difícil, mas tente pelo menos desativar um pouco) e divirta-se com esse filme cheio de piadas bobas, mas que pode nos fazer rir (principalmente quando lembramos o quanto os filmes citados aqui nos divertiam e nos deixavam tensos e nervosos, apesar de sabermos que tudo ia terminar bem).
É isso o que esse filme é, uma sátira aos diversos filmes do estilo que encheram os cinemas na década de 80.
Ben Stiller está bem no filme, ele cria mais um ótimo personagem. Rip Torn é para mim o melhor do filme, como o treinador linha dura e Vince Vaughn? Bem, ele está bem Vince Vaughn, como sempre. E tem um personagem no filme, chamado Me’ Chell (não sei porque não deram logo o nome do meu primo na tradução. Hehehehe)

PS : Não é fácil dar nota para esse filme, até porque como eu disse, ele tem tudo pra ser uma porcaria, mas fico com meu saudosismo e meto 3 estrelas nele, acho que assim fica de bom tamanho e eu fico com minha consciência tranqüila hehehehehe.

Arquivado em: — Vladimir @ 2:21 am

22/10/2004

VELOZES E MORTAIS
(HIGHWAYMEN)






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Diretor: Robert Harmon
Roteiro: Craig Mitchell e Hans Bauer

Elenco: James Caviezel, Rhona Mitra, Frankie Faison.

“Do mesmo diretor do filme A Morte pede Carona” . Eu juro para vocês que esse foi o maior motivo pelo qual aluguei esse filme, afinal de contas, não lembro de ter visto outro filme desse senhor. E ao término do DVD vi que era muito melhor se eu tivesse continuado sem ver mais nada dele, até mesmo para não perder a magia do seu filme mais famoso.
Enquanto o personagem de Hutger Hauer me dava pânico toda vez que eu via um carona no meio da rua, o vilão tosco desse filme me dava vontade de rir. Até porque quem vai ter medo de um coitado sem braço, perna, todo torto…
Por favor, não me entendam mal, mas independente de ser ou não portador de deficiência, a idéia de acontecer o que acontece nesse filme é no mínimo hilária de tão absurda.
Tirando o grande diferencial do filme que é esse psicopata, o resto segue a boa e velha tabelinha dos filmes de psicopata.
1 – o psicopata mata a maior galera, mas tem uma que ele não consegue de jeito nenhum e por isso se lasca no final;
2 – tem um cara que acompanha os “serviços” do doidim, sabe de tudo, tem até uma ligação com ele, mas só a polícia não acredita nisso;
3 – no fim do filme acontecem as cenas mais surpreendentes e o bandidão morre de uma forma super violenta e logicamente merecida;
4 – o casal do filme termina junto e bem, depois de ter comido o pão que Fernando Henrique Cardoso amaçou;
5 – e como todo filme bom de psicopata, o susto final depois de todo mundo pensar que o doidão morreu (esse é fundamental).
Esse filme é dose, e nesse caso nem JESUS salva. hehehehe

Arquivado em: — Vladimir @ 8:55 pm

20/10/2004

DUNGEONS E DRAGONS, A AVENTURA COMEÇA AGORA
(DUNGEONS E DRAGONS)






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Diretor: Courtney Solomon
Roteiro: Topper Lilien e Carroll Cartwright

Elenco: Jeremy Irons, Bruce Payne, Just Whalin, Zoe McLellan.

Juro para vocês que quando vi esse filme pela primeira vez nem achei ruim, mas quando o revi agora, não pude deixar de enxergar o quão tosco é a adaptação desse que é ainda hoje um dos melhores jogos de RPG já inventados.
Na época que vi pela primeira vez, fui com toda a empolgação de um fã do desenho caverna do dragão e principalmente de jogador iniciante desse jogo (Caverna do Dragão também é baseado do jogo D e D), talvez por isso tenha conseguido extrair algo de legal da exibição, mas agora vejo que tudo não passava de insanidade temporária, porquê ô filmezinho ruim esse.
Ridley e Snails são dois ladrões (no jogo, Ladinos) idiotas e patetas, que acabam sem querer, se juntando a uma aprendiz de mago e um “anão” gigante na busca por um artefato mágico que ajudaria a imperatriz a manter a ordem e ajudar o povo em seu deteriorado império. Para impedir que nossos heróis tivessem êxito em sua aventura, o mago do mal, mais cruel do que vilã da novela das 8 (só perdendo pra Nazaré, é claro), manda a sua drag queen da terapia do riso com figurino de filme dos trapalhões para interceptá-los e tomar dos heróis o que eles conseguissem.
E é isso que parece mesmo, um filme dos trapalhões, tipo “O trapalhão e a Pedra Vermelha”. O filme em nenhum momento se leva a sério, sendo a atuação de todos os atores tão toscas e constrangedoras que é difícil até de comentar. O pior deles, com certeza foi o Jeremy Irons, com suas terríveis caras e bocas de vilão, que me faziam mudar de canal toda vez que ele aparecia.
Os efeitos especiais, que poderiam vir até a diminuir a ruindade do filme, também não ajudam em nada, são muito toscos e tornam a história ainda mais boba. O fim da picada ocorreu quando o sobrinho da minha namorada de 9 anos viu e não gostou, aí eu vi que nem como um infantil sem sentido esse filme serve.

Arquivado em: — Vladimir @ 2:33 pm

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