Arquivo de outubro de 2004

MATADORES DE VELHINHAS
(THE LADYKILLERS)

domingo, 17 de outubro de 2004






Direção: Joel Coen e Ethan Coen.
Roteiro: Joel Coen e Ethan Coen, baseado em roteiro de William Rose
Elenco: Tom Hanks, J.K. Simmons, Irma P. Hall, Marlon Wayans, Tzi Ma, Ryan Hurst.

Tudo tranqüilo na vida de uma simpática e religiosa viúva do Mississipi, até a chegada do professor G.H. Dorr, que deseja alugar um quarto e arrumar um espaço para que seu conjunto possa ensaiar. Mas a doce velhinha nem imagina que atrás de toda erudição, delicadeza e educação do professor, se encontra um grande plano de assalto, partindo do porão de sua própria casa. Quando ela descobre o plano dos malfeitores, eles são obrigados a resolver a situação eliminado a senhora de qualquer maneira. Como todo filme dos Coen, nada acontece na prática como acontece na teoria e é justamente aí que se encontra a genialidade desses irmãos.
Li muitas críticas frias e desempolgantes a respeito dessa nova obra dos digníssimos irmãos Joel e Ethan Coen, mas apesar disso, em nenhum momento cheguei a desistir de ver o filme assim que ele estreasse aqui na capital cearense (fato que só ocorreu dia 15/10). Sou um grande admirador da obra dos irmãos, já vi quase a totalidade dos filmes que conheço feito por eles e o mais interessante, todos me agradaram. Certo que alguns bem mais que outros, mas todos possuindo seus destaques positivos.
O filme segue o mesmo estilo das comédias “E aí meu irmão cadê você?” e “O amor custa caro”, ou seja, cenas bastante engraçadas e diretas, seguidas de diálogos e referências inteligentíssimas, são também responsáveis por um humor negro único e incomparável. Nesse filme, a influência dos contos do Mestre do Suspense, Edgar Allan Poe, é brilhante (O personagem de Hanks é apaixonado pelo escritor). Mas o mais elogiável na obra dos irmãos, é com certeza os desfechos que eles dão para todos os seus filmes, todos no mínimo surpreendentes, onde o lado humano das personagens explode das mais inesperadas formas e nos piores momentos possíveis. No que diz respeito às atuações, Tom Hanks como sempre, muito bem, J. K. Simmons (O J. J. Jammeson de Homem-Aranha) mais uma vez mostra como é um bom ator e a senhora Irma P. Hall, que convence completamente como a velhinha.
Tá ok, sou um fã da obra dos Irmãos Coen, mas bem que eles merecem toda essa admiração. Se você também gostou muito de filmes como os citados anteriormente, “Fargo”, “O homem que não estava lá” e “Barton Fink”, pode ir sem medo ao cinema. E se você não gostou, pode passar longe, que provavelmente não será por MATADORES DE VELHINHAS que você vai começar a gostar do trabalho deles.

MEDOPONTOCOM
(FEARTDOTCOM)

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

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Direção: William Malone.

Roteiro: Josephine Coyle, baseado em estória de Moshe Diamant.

Elenco: Stephen Dorff, Natascha McElhone, Stephen Rea, Udo Kier, Amelia Shankley, Jeffrey Combs.

Se você tiver o mínimo de bom senso e se não tiver tempo sobrando, não assisita a esse filme, ou irá se arrepender profundamente. Quando finalmente desliguei o aparelho de DVd a sensação que tive foi de ter desperdiçado uma hora e meia da minha vida. Ao longo do filme tive vontade de simplesmente desligar a TV várias vezes, mas resolvi ir até o fim, para ver como a porcaria do filme iria terminar. Decepção maior ainda… o final é ridículo.

Não resta dúvida de que se trata de uma tentativa mal sucedida de copiar a idéia central de “O chamado”, um filme de suspense que consegue ser bom, consegue fazer com que o expectador se sinta apreensivo e proporciona bons sustos e alguns gritos. Já essa porcaria não. O máximo que você consegue é dar algumas gargalhadas, de tão ridículo e mal feito que é o filme, de tão ruim que é a história, a atuação do elenco, o final… tudo!

Como o próprio título já sugere, dessa vez não é uma fita, mas sim um site. Todos aqueles que o acessam morrem após 48 horas. A explicação é a mesma de “O chamado”, só que tentaram mudar um pouco o final, deixando mais ridículo ainda. Seria melhor se tivessem apenas copiado o final do outro. Enfim, uma droga de filme que eu não recomendo a absolutamente ninguém!!

Por Rafaela Marinho

KILL BILL VOL. 2

quarta-feira, 13 de outubro de 2004






Direção: Quentin Tarantino
Roteiro: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, David Carradine, Daryl Hanna.

E enfim podemos mais uma vez ter o prazer de observar a genialidade do Sr. Tarantino. Kill Bill encerra de forma perfeita um dos filmes mais divertidos que eu já vi em toda minha vida. Ação, comédia e suspense tão bem dosados e bem feitos que saímos do cinema sem saber encaixar o filme em nenhum gênero conhecido. Podemos então chamar Kill Bill de um filme estilo Tarantino (não se admirem se um dia ao procurar filmes na locadora vc se deparar com uma prateleira inteira com filmes desse estilo).
Se no primeiro o diretor usou e abusou nas referências aos filmes de artes marcias orientais, na minha opinião, ele caprichou ainda mais nessa segunda parte. O treinamento da Noiva é de emocionar quem já viu esse tipo de filme.
Quentin Tarantino não “é o cara” apenas por sua exímia qualidade como Diretor, mas sim por ser fodão demais no que sabe fazer de melhor, os roteiros dos seus filmes. Diálogos inteligentíssimos, recheados de referências fazem a minha alegria e de muitos de seus fãs nos momentos de trégua das pancadarias.
Logicamente que eu não vou estragar o filme para ninguém contando o que acontece, então preparem-se para as repostas de suas perguntas e o confronto entre a noiva e Bill.
Que pena que a gangue do Bill era tão pequena…

PS: Bem que eu queria ter ganho uma Hatori Hanzo nesse dia das crianças…

LINHA DO TEMPO
(TIMELINE)

segunda-feira, 11 de outubro de 2004





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Direção: Richard Donner
Roteiro: Jeff Maguire e George Nolfi, baseado em livro de Michael Crichton

Elenco: Paul Walker,Gerard Butler, Matt craven, Francês O’Connor.

Esperava muito mais desse filme feito pelo Richard Donner (Superman, o filme; os Goonies), até mesmo por se tratar de um tema que envolve bastante fantasia e ao mesmo tempo História.

Uma empresa que patrocina escavações arqueológicas nas ruínas de uma antiga fortaleza francesa do século XIV e que foi utilizado pelos ingleses durante a Guerra dos Cem Anos e que ao mesmo tempo consegue desenvolver por acaso uma espécie de máquina do tempo.
Apesar de não dizer para que ocorriam as inúmeras viagens no tempo que a empresa patrocinava, esse é o deixa para um dos arqueólogos acabarem ficando presos no tempo e ter como única esperança de salvação a sua própria bem treinada equipe.
Esse é mais um daqueles filmes absurdos de resgate, onde morrem 30 pra salvar 1 e no final a gente torce pra que morra logo todo mundo (assim a probabilidade de continuação é menor, mesmo não sendo fator determinante).

No mais, o filme segue o padrão do estilo, tem o seu quadro de vilões gananciosos, tem seus heróis de meia pataca e é claro, o(s) seu(s) açucarado(s), boboca(s) e chatíssimo(s) romance(s). E antes que eu esqueça, termina com uma batalha “super emocionante”, que infelizmente eu perdi algumas partes dormindo.

OBS: Essa parece ser mais uma adaptação de obras do Michael Crichtcon. Mas essa está mais pra Congo do que para Parque dos Dinossauros.

REI ARTHUR
(KING ARTHUR)

domingo, 10 de outubro de 2004





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Diretor: Antoine Fuqua
Roteiro: David Franzoni

Produção: Jerry Bruckheimer
Elenco: Clive Owen, Ioan Gruffudd, Keira Knightley.

Eu, talvez por ser historiador, sempre fico com os dois pés atrás quando vejo um filme histórico. Principalmente quando ele afirma estar contando “A VERDADEIRA” história de alguém ou de algo que aconteceu. No caso desse filme, baseado em recentes achados arqueológicos que nem existem. Aí já é demais, não acham? Mas deixando de lado as muitas discussões sobre história que não tem nada a ver com a crítica em questão, vamos direto ao filme.
Rei Arthur não passa de um filme fraco, nem ruim demais e muito longe de ser bom. Por que? Porque não tem nada, absolutamente nada que o torne um bom filme que já não tenha sido mostrado em outro de forma muito melhor (vide Senhor dos Anéis e Coração Valente). E em falar no filme de Mel Gibson, juro que tinha horas que eu pensava que William Wallace ia aparecer ao lado do Rei Arthur para lutar pela “FREEEEDDOOOMMMMM” daquela região.
Nem as batalhas, que poderiam muito bem salvar o filme, tornando-o pelo menos uma agradável diversão, são realmente boas. Não mostram nada e se tornam pouco realistas por isso (novamente uso S.D.A. e C. Valente como exemplos). Mas confesso que a batalha no lago congelado é uma pérola no meio desse filme, uma cena realmente muito bem feita, emocionante e que na minha opinião valeu o ingresso do cinema. Por outro lado, não gostei de nenhuma caracterização dos personagens, sendo os piores deles a Guinevere e o Merlin. Sinceramente não acho bonita e não gosto do trabalho da Keira Knightley, além de colocá-la como uma guerreira, juntamente com o Merlim, tirando tudo o que diz respeito à própria crença em magia dos personagens ficou horrível. Guinevere ser uma super guerreira elfa (só sendo, para explicar a incrível habilidade dela com o arco), é brincadeira!!!
Como disse o Amroth do Cinéfilos, se você quiser realmente se divertir com a história do Rei Arthur, vá ver Excalibur, As Brumas de Avalon, Monty Phyton em busca do Cálice Sagrado…