Nem Todos São Arte

Visite nosso site irmão e leia críticas atualizadas.

Cinéfilos


30/11/2004

PI



Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Darren Aronofsky, baseado em estória de Darren Aronofsky, Sean Gullette e Eric Watson.
Elenco: Sean Gullette, Mark Margolies, Ben Shenkman, Pamela Hart, Stephen Pearlman.

Sensacional!!! Esse é um adjetivo que com certeza define muito bem o que é esse maravilhoso e instigante filme. Pessoalmente odeio matemática e qualquer outro tipo de teoria de mundo que envolva os malditos e complicadíssimos cálculos inerentes a essa ciência. Mas devo confessar que ao ver filmes como esse (Uma Mente Brilhante também pode ser citado como exemplo), onde a matemática existe para dar uma lógica ao mundo em que vivemos (apesar de não ser muito adepto de teorias como essa), fico maravilhado com o admirável mundo novo que nos é mostrado.
PI com certeza é um filme desses (e diga-se de passagem MUITO melhor que o filme do Ron Roward), detentor de um roteiro sensacional em um filme com uma direção estupenda e diferente do digníssimo Darren Aronofsky (também responsável pela história e roteiro desse filme e de outro bastante conhecido e muito bom chamado “Réquiem para um Sonho”).
Então se você tiver sorte de encontrar esse filme, prepare-se para muita emoção com um matemático recluso que tenta a todo custo, inclusive pondo em risco sua saúde física e mental, descobrir os segredos por trás daquela letrinha grega que parece uma casinha (O PI) e que o ele teria uma seqüência lógica que quando descoberta traria respostas inimagináveis, o que leva investidores da Bolsa de valores e Judeus ortodoxos estudiosos da Cabala a se interessar bastante pelo trabalho do nosso herói. Durante cada tentativa frustrada de Max, nos angustiamos junto com ele, durante cada fato novo desvendado nos filmes passamos a acreditar ainda mais em tudo que está sendo dito. Aronofsky mostra aqui que além de um excelente diretor é um roteirista de mão cheia. Gostei bastante de seu filme mais famoso, Réquiem para um sonho, que na minha opinião seria ainda melhor com um elenco mais desconhecido (o que acontece aqui nessa pequena obra-prima, principalmente por se tratar de um filme mais independente).
Portanto, muita atenção!!! Quando você chegar em sua locadora preferida e ver no final da última prateleira aquele empoeirado filme estranho, com cara de ficção científica sem futuro, de capa preta e com um símbolo grego na capa, pelamordedeus, não o julgue pela capa (como eu fiz na hora que meu amigo (Valeu DAN) o escolheu) e alugue!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 3:00 pm

26/11/2004

CAPITÃO SKY E O MUNDO DO AMANHÃ
(SKY CAPTAIN AND THE WORLD OF TOMORROW)






Direção: Kerry Conran.
Roteiro: Kerry Conran.
Elenco: Jude Law, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Giovanni Ribisi, Michael Gambon.

Acho que esse era o filme que eu mais esperava ver nesse segundo semestre de 2004. E com certeza toda a expectativa que criei em torno desse filme foi completamente recompensada quando vi essa pequena obra-brima do Diretor/Roteirista Kerry Conran. A sensação maior que tive ao ver as aventuras do Capitão Sky (Joe Sullivan) e da repórter Polly Perkins em busca de descobrir onde se escondia o megalomaníaco Doutor Totenkopf que está muito bem escondido e planeja destruir o mundo, foi de que estava retornando ao meu tempo de viciado em gibis, e que estava lendo mais uma maravilhosa obra de arte que a Editora Abril costumava lançar na série “Graphic Novel” na década de 80. É isso que Capitã Sky e o mundo do amanhã mais se assemelha para mim, já que não conheço bem os filmes “noir” que todos dizem ser a maior influência e homenagem prestada pelo diretor. Pode ser isso mesmo no que diz respeito à Direção e a Fotografia, mas com certeza a História não. Parabéns também aos atores que fizeram o dificílimo trabalho de atuar sempre em frente as já rotineiras telas azuis, e que em nenhum momento deixam isso à mostra.
Realidade alternativa? Um mundo onde os maiores problemas vem de antagonistas megalomaníacos que desejam destruir ou conquistar o mundo e que tem como principais inimigos, heróis que fazem coisas únicas e maravilhosas? Esse é o mundo maravilhoso criado por Conran para a sua maravilhosa história e que nenhum de nós que somos fãs do estilo devemos perder.

Arquivado em: — Vladimir @ 11:56 am

22/11/2004

A MANSÃO MAL ASSOMBRADA
(THE HAUNTED MANSION)





(_*_) (_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Rob Minkoff
Roteiro: David Berenbaum
Elenco: Eddie Murph, Terence Stamp, Nathaniel Parker, Marsha Thomason, Jennifer Tilly, Wallace Shawn.

Com certeza quando esse filme foi feito, a intenção dos culpados por ele era a de ser feita uma comédia com pitadas de aventuras cheia de bons sustos que divertiriam não só as crianças, mas também os adultos que a acompanhassem no cinema ou em casa. Ledo e terrível engano da patota responsável por mais essa porcaria estrelada pelo Eddie Murph.
Uma história ruim, ruim demais, passa é longe de ser engraçado, os efeitos especiais não são bem feitos, o roteiro é mais do que manjado e muito diferentemente do ótimo Piratas do Caribe, que também é baseado em um brinquedo da Disney World, esse é terrivelmente chato.
O filme é sobre um casal de vendedores de casa, onde o marido (Murph) é obcecado pelo trabalho, mas é forçado pela mulher, a levar ela e os filhos em um passeio pelo final de semana. Devido a novas circunstâncias que envolvem a venda de uma super casa desconhecida (putz), mas que fica no caminho do local do passeio, eles acabam dando uma paradinha e por acaso ficam presos na casa por uma enorme chuva e obrigados a passar a noite lá (nem o seriado do Chapolim consegue ser tão clichê). Aí tome fantasma a aparecer e a descoberta de que o que esses seres do além queriam era justamente a mulher do Eddie Murph, que é muito parecida com a noiva do fantasma dono da casa que havia se matado muitos anos antes, por isso deveria ser morta e casar com o defunto para que a maldição acabasse e finalmente eles descansassem em paz. Mas aí, Eddie Murph recebe a ajuda dos gasparzinhos (tem que ter, é claro) da casa e acaba descobrindo que tudo foi um truque do mordomo fantasma do maaaaaaaaaaaaaal(isso mesmo, a culpa é do mordomo), que havia matado a noiva de verdade do seu senhor. No final dá tudo certo, o mordomo é mandado para o inferno (literalmente), a noiva do fantasma aparece, os gasparzinhos vão pro céu (também literalmente), e a família fica bem, com promessas do pai de não se prender tanto ao trabalho (óóóóóóóóóó).
O último destaque do filme é a terrível atuação de toda a família do filme, eles são sem graça demais, só vendo para….ops! Não, é melhor nem inventar de ver esse filme.
Uma frase da sobrinha da minha namorada que também estava vendo o filme, resume bem essa bomba: “Eita tia, eu pensava que era comédia, mas é de terror!!!”. Detalhe, ela não riu, nem tomou nem um susto durante todo o filme, que era sim para ser uma comédia.

PÉSSIMO!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 6:45 pm

19/11/2004

JANELA SECRETA
(SECRET WINDOW)






Direção: Davi Koepp.
Roteiro: David Koepp, baseado em conto de Stephen King.
Elenco: Jonny Deep, John Turturro, Maria Bello, Timothy Hutton.

Com certeza uma das melhores adaptações já feitas de uma história do mestre Stephen king. Tudo bem, sou fã do escritor, mas sinceramente, como não ser? O cara sabe de verdade como assustar, como nos envolver na psique super elaborada de seus personagens, que não por acaso, invariavelmente nos identificamos em muitos momentos com eles, sejam bons ou maus.
David Koepp aqui, mostra a todos que além de um excelente roteirista, é um ótimo diretor. Certo que o seu mérito na adaptação do conto de King e as ótimas atuações do seu elenco são os maiores responsáveis por isso.
Infelizmente não conheço esse conto, onde mais uma vez temos um escritor como personagem principal (quem consegue esquecer o magnífico “Louca Obsessão”?). Logo no início do filme, somos colocados nos momentos mais dramáticos de sua vida, o que o levam a se isolar em um pequeno chalé, tendo como única companhia o seu cachorro idoso e a senhora que esporadicamente arruma o local. Até a chegada de um cara aparentemente disposto a cometer uma loucura, que ameaça o escritor de tê-lo plagiado e publicado um conto seu.
Muitos não gostaram desse filme acusando-o de monótono demais, mas eu não achei, muito pelo contrário, me envolvi tanto com o filme e seus personagens que nem senti o filme passando. As alterações de comportamento no personagem de John Turturro no decorrer do filme são realmente assustadoras. E o final? Putz, que final!!!!
E é só isso, vejam e pronto!

Arquivado em: — Vladimir @ 12:31 pm

16/11/2004

UM DRINK NO INFERNO 2
TEXAS SANGRENTO
(DUSK TILL DAWN 2:
TEXAS BLOOD MONEY)


(_*_) (_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Scott Spiegel
Roteiro: Scott Spiegel e Duane Whitaker.
Elenco: Robert Patrick, Bo Hopkins, Duane Whitaker, Muse Watson.

Na minha opinião, um filme como esses pode ser encaixado em vários estilos diferentes, vamos indentificar quais são:
Em primeiro lugar um filme de ação. Prepare-se então para o montão de clichês muito mal feitos, da canastrice reinante e da escassez total de emoção, muito diferente do primeiro dirigido pelo Robert Rodriguez e estrelado pelo Clooney, Tarantino e Keitel.
Em segundo lugar um filme de terror. Completamente ridículo e que não assusta ninguém, mas absolutamente ninguém, no máximo tirando alguns sorrisos constrangidos de quem teve a coragem de ver esse filme (como eu).
Em terceiro lugar uma comédia. Aí é pior ainda, pois os sorrisos que existem são de CONSTRANGIMENTO e não porque é engraçado. Uma mistura entre atores desconhecidos e alguns até bem conhecidos e que já fizeram bons filmes (Robert Patrick, o nosso eterno T-1000). Os efeitos especiais são ridículos, além das máscaras que os vampiros usam iguais a dos primeiro filme, tem o morcego mecânico mais mal feito que vi até hoje, incluindo o dos filmes de terror do Cristopher Lee da década de 60.
A história é bem simples e besta. Um grupo com pessoas das mais variadas habilidade (um domador de cachorro, um vaqueiro…) se reúne em um Motel com o intuito de assaltar um banco em uma pequena cidade na fronteira com o México. Quando o líder da turma está se dirigindo em rumo do hotel um morcego gigante entra no motor do carro, o que o obriga a uma paradinha no Cabaré de Satanás e dos vampiros Malditos. Aí ele é mordido e começa a infectar todo o bando, sobrando só o exterminador de exterminadores que incrivelmente acha super normal um ataque de vampiros e juntamente com o policial que tava doido para prendê-lo começa a destruir geral. Some a isso um eclipse solar para dar mais tempo aos sangue sugas e um monte de cenas super mal feitas e ta pronto o filme.
E agora o motivo pelo qual eu vi esse filme, já que eu vi na tv em uma das minhas muitas noites de insônia. Vi porque gostei bastante do primeiro (Um Drink no Inferno), até achei legalzinho o terceiro filme, que se chama “A filha do Carrasco”, onde é contada a história da personagem da Salma Heyek (interpretada por outra atriz), Satanicus Pandemonium (a da dança do primeiro filme, que arrasou com todo o público masculino que o viu, beber tequila no pé dela é foda!!!), além de ter a participação da aranha brasileira (Sônia Braga) e como já disse em outros momentos, sou um grande fã de filmes com vampiros, assisto todos que posso. As vezes, sendo que ultimamente está muito difícil, vejo um legal, mas a grande maioria é como esse aqui, muito ruim e digno de nossa premiação máxima.

Arquivado em: — Vladimir @ 4:48 pm

Powered by WordPress