Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


23/12/2004

DIVISÃO DE HOMICÍDIOS
HOLLYWOOD HOMICIDE





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Direção: Ron Shelton
Roteiro: Robert Souza e Ron Shelton
Elenco: Harrison Ford, Josh Hartnett, Lena Olin, Bruce Greenwood, Isaiah Washington.

Acredito eu, que o pressuposto básico de qualquer comédia é exatamente FAZER RIR. Mas mesmo isso sendo fundamental e obrigatório para filmes desse estilo, está cada vez mais difícil assistirmos uma comédia para termos ótimos momentos de grande rizadas, que levam a lágrimas, falta de ar e aquela boa e velha dorzinha no estômago.
Divisão de Homicídios passa é longe disso. Por que? Piadas bestas e personagens sem consistência, juntamente com uma história e um roteiro muito capenga. Afinal de contas, essa história de policiais parceiros que são completamente diferentes um do outro, sendo tb um mais velho e um mais novo já não é tão original.
Mas nada me deixa mais chateado do que o que Harrison Ford vem fazendo com sua carreira. Vai fazer filme ruim assim lá na putaqueopariumeudeusdocéu. É uma proporção esmagadora, pra ser sincero eu nem lembro o último filme bom que ele fez.Então, apesar de não ser uma bosta total a história de (Joe Gavilan (Harrison Ford) e Kasey Calden (Josh Hartnett) são dois policiais que trabalham juntos e, fora do trabalho, fazem serviços extras. Enquanto Gavilan vende propriedades, Calden batalha para realizar seu grande sonho: tornar-se um ator. Quando eles precisam investigar o assassinato de um cantor de rap passam a ter acesso à indústria musical. É quando podem ter a grande chance de, além de desvendar o assassinato, encontrar atores influentes ou compradores de propriedades que possam ajudar em suas carreiras.), é um filme fraquíssimo, daqueles em que o melhor, é justamente a distância do seu DVD.
Harrison Ford deveria aproveitar e utilizar o pouco conhecimento que teve a respeito do ofício de detetive nesse filme e tentar descobrir como foi que a carreira dele morreu. Aí só Indiana Jones pra ressuscitar mesmo.

O NTSA ENTRA AGORA EM RECESSO, UM FELIZ NATAL PARA TODOS E ATÈ MAIS QUE AGORA EU IR BEBER!!!

Arquivado em: Vladimir @ 4:26 pm

21/12/2004

LÁGRIMAS DO SOL
TEARS OF THE SUN





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Direção: Antoine Fuqua
Roteiro: Alex Lasker e Patrick Cirillo
Elenco: Bruce Willis, Mônica Bellucci, Cole Hauser, Johnny Messner, Malick Bowens.

Mais uma bosta dirigida pelo Antoine Fuqua (Rei Arthur), que parece que morreu no ótimo “Dia de Treinamento” e estrelada pelo Sr. “Duro de fazer filme bom” Bruce Willis, no papel de um (CU)mandante bruto de uma tropa americana e com a Mônica Bellucci, como uma médica completamente sem graça que deverá ser salva juntamente com um padre e duas freiras de uma missão internacional pela equipe americana.
Mas mesmo com esse super atrativo, esse filme não vale o que a mulher-gato enterra. É mais um daqueles filmes onde os super-heróis americanos têm uma missão ridícula e chegando lá se penalizam com o sofrimento dos coitados da região e decidem fazer o impossível, mesmo que para isso desobedeçam a ordens superiores. Frases como “não agüento esse sofrimento”, “eles são meus irmãos”, “não podemos deixar esse povo aqui” e todo esse blá blá blá que faz parte dessa eterna tentativa do cinema americano em se mostrar como os grandes mocinhos que sempre lutam pelo bem. No final morre um alguns soldados desconhecidos e milhares de “inimigos” e logicamente a missão é cumprida e o filme termina com aquele monte de agradecimentos e elogios a nobreza e coragem dos soldados que dá vontade de vomitar.
Ah, o conflito que os americanos se metem aqui é na Nigéria, entre “católicos do bem e mulçumanos carniceiros do mal”. Não se preocupem, o filme não tem nada de político e tendencioso… fala sério, né?

Arquivado em: Vladimir @ 1:50 pm

18/12/2004

A BATALHA DE RIDDICK
(THE CRONICLES OF RIDDICK)





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Direção: David Twohy.
Roteiro: David Twohy.
Elenco: Vin Diesel, Alexa Davalos, Colm Feore, Thandie Newton, Judi Dench, Karl Urban.

Há alguns anos, acho que após o lançamento de Eclipse Mortal, ou após o lançamento do Velozes e Furiosos, vários críticos anunciaram Vin Diesel como o substituto do meu ídolo Arnold Swarzebegsoplkneger. Eu nunca levei a sério isso, já que sempre acreditei na imortalidade de Swarza. Com o lançamento do Fim dos Dias, vi que o impossível estava acontecendo, Swarza estava realmente em fim de carreira .
Tô pra conhecer um ator de filmes de ação mais sem carisma que esse Vin Diesel, o que torna seus filmes ainda mais difíceis de engolir. Em nenhum momento me envolvi com o filme. Ridick é tão perfeito e robótico que eu passei o filme inteiro torcendo pra ele se dar mal. A história do filme é outra bobagem. Os Necromongers são guerreiros interplanetários que vivem de assolar novos mundos, oferecendo aos seus habitantes duas opções: se converter ou morrer. Os poucos que conseguem sobreviver a eles passam a acreditar em mitos e profecias, já que não vêem outra saída de salvação. Quem pode ajudá-los é Riddick (Vin Diesel), um homem solitário que vive exilado e fugindo de seus perseguidores. Ou seja, um monte de planetas diferentes e raças de guerreiros, onde apenas o mal (Riddick) poderia enfrentar e derrotar o mal maior (Necromongers) e blá blá blá… O fato é que A batalha de Ridick(ulo) é um dos piores filmes do ano, com personagens toscos, um visual ridículo e o pior, provavelmente tará mais uma continuação (essa moda de Trilogias também pode ser terrível).
Vin Diesel substituto de Swarzeneger? SERÁ? SERÁ? Hehehehe Acho que não.

Arquivado em: Vladimir @ 9:18 am

13/12/2004

TELA GELADA
TELA FRIA
TELA MORNA





Desde que eu comecei a escrever o Nem Todos São Arte (que está bem perto de completar o seu primeiro ano de existência) que eu pretendia fazer um texto onde eu pudesse agradecer a Rede Globo e o seu principal exibidor de filmes, por todo o apoio logístico que tem nos dado durante todo esse tempo, passando sempre o que há de pior e mais obscuro na história do cinema (como os filmes Hysteria, Adrenalina, Turbulência (esse tem uma de suas continuações exibidas quinzenalmente) e todos os outros que infelizmente não me recordo agora e que possuem o mesmo grau de importância dos já citados).
OBRIGADO TELA QUENTE, sem você o Nem Todos São Arte seria apenas mais um na multidão e nossas tão aguardadas noites de segunda feira com histórias ridículas, atuações grotescas e direções patéticas não seriam nada além de noites de descanso com a companhia da Hebe ou do João Kleber e seu teste de Fidelidade. BLARGH!!!!

Arquivado em: Vladimir @ 1:34 pm

11/12/2004

CLÁSSICOS E CRÁSSICUS 2
O FANTASMA DO PARAÍSO
(PHANTOM OF THE PARADISE)





Direção: Brian De Palma
Roteiro: Brian De Palma
Elenco: Paul Williams, William Finley, Jessica Harper, George Memmoli, Gerrit Graham.

Por pura preguiça minha de escrever a sinopse do filme com minhas palavras, vai aí a cópia da feita no ótimo site Adoro Cinema : Swan (Paul Williams) é um famoso produtor de discos, que rouba de Winslow Leach (William Finley), um desconhecido compositor, uma cantata que retrata a trajetória de Fausto, o lendário mago, que vendeu sua alma ao diabo. Winslow tenta protestar, mas acaba sendo incriminado por Swan e é condenado à prisão perpétua como traficante, sendo enviado para Sing Sing. Enquanto Swan planeja usar a música roubada para inaugurar o “Paraíso”, uma nova casa de espetáculos que está planejada para ser o novo templo do rock, Winslow consegue fugir da prisão. Ele pretende se vingar de Swan, mas sofre um terrível acidente em uma prensa de disco, que deixa seu rosto desfigurado. Perseguido por um guarda, Winslow acaba caindo em um rio, sendo dado como morto. Porém alguns acidentes começam a acontecer quando Swan está prestes a inaugurar o “Paraíso”.
Muita gente vai perguntar de onde eu desenterrei esse filme, outros já podem até tê-lo visto, mas a verdade é que até bem pouco tempo eu nunca nem tinha ouvido falar dessa pequena pérola. Em uma de minhas visitas ocasionais a minha locadora preferida, achei essa preciosidade em uma prateleira de VHS que são dados como brindes aos seus clientes. Como eu tinha pego o número determinado de DVDS para ganhar uma das fitas, acabei levando essa para casa. E que sorte eu tive. O filme é ótimo, uma Ópera Rock de comédia/suspense muito divertida, com músicas muito legais e que em nenhum momento quebram o ritmo do filme. Com certeza é um dos melhores filmes que vi do De Palma, que misturou muito bem em seu roteiro as clássicas histórias do Fausto de Goethe e do Fantasma da Ópera.
Deve ser um filme difícil de se achar, mas quem conseguir encontrar não pode perder a oportunidade e deve ver sem demora, pois trata-se de uma excelente diversão.

Arquivado em: Vladimir @ 4:23 pm

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