Arquivo de dezembro de 2004

COLD MOUNTAIN

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004





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Direção: Anthony Minghella .
Roteiro: Anthony Minghella, baseado em livro de Charles Frazier.
Elenco: Jude Law, Nicole Kidman, Renée Zellweger, Donald Sutherland, Nathalie Portman, Philip Seymour Hofman.

Por pouco eu não pensei que estava vendo algum seriado da Rede Globo sobre algum período histórico qualquer. Assistir Cold Mountain é o mesmo que ver alguma mini-série da tv brasileira só que estrelada por atores hollywoodianos. Para mim esse filme se encaixa perfeitamente no perfil dos filmes completamente descartáveis, chatos, açucarados e de finais previsíveis que são feitos e pouco vistos anualmente (aqui no Brasil tivemos o recente exemplo do filme Olga, só que nesse caso o filme brasileiro foi muito visto aqui).
Mas apesar de não saber como foi a bilheteria de Cold Mountain, acho que ele deve ter tido alguma boa repercussão, já que até teve algumas indicações ao último Oscar (levando não sei como a estatueta de melhor atriz coadjuvante).

A história super “original” desse enorme, imenso, gigante e interminável loooooooooooooooooooooooooooooooooooooonga é essa: Garotinha mimada, mas de bom coração (Nicole kidman) se muda para cidade pequena e acaba se apaixonando por um cara completamente anti-social, mas muito honesto (Jude Law). O cara simpático e honesto, acaba tendo que ir lutar na Guerra Civil por obrigação, deixando a pobre da mulher da sua vida só na saudade. Pra aumentar ainda mais a desgraça na vida da pobre da “Maria da montanha”, o pai dela abotoa o paletó de madeira e deixa ela na maior pindaíba, sem nem saber tomar conta da fazenda. Aí aparece a sapata matuta que ganhou o Oscar (Renée Zellweger), que a ajuda na fazenda, levando as duas a prosperar nessa nova vida. Enquanto isso, nosso herói homérico (o filme é mais ou menos uma adaptação do poema A Odisséia do grego Homero), passa por uma ruma de dificuldades até reencontrar sua amada, levar um balaço nos peitos e jogar mais de 3h de filme ralo abaixo.
O diretor também aproveitou para exibir uma enorme quantidade de atores (muitos deles excelentes) que são os verdadeiros responsáveis, juntamente com o ataque dos Ianques as trincheiras dos sulistas, de evitar que esse filme fosse um desastre total.

SOB O DOMÍNIO DO MAL
(THE MANCHURIA CANDIDATE)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2004






Direção: Jonathan Demme
Roteiro:Daniel Pyne e Dean Georgaris.
Elenco: Denzel Washington, Meryl Streep, John Voight.

As críticas de filmes em comum que publico aqui e no Cinéfilos são diferentes, não tratando-se de um mero “copiar/colar”.

Até que enfim um remake que parece ter ficado a altura do seu original (apesar de eu aindanão ter visto o original). Digo isso devido a ter gostado muito desse “Sob o Domínio do Mal”, um excelente thriller de espionagem e conspiração dentro do próprio governo Norte-Americano. A primeira versão se passava em plena guerra fria, logo após a guerra da Coréia, tendo como ator principal o grande cantor/ator Frank Sinatra. Nessa versão recauchutada, temos o grande Denzel Washington no papel principal e uma trama que se desenrola logo após a primeira guerra no Iraque no início da década de 90. Ponto positivo para os realizadores, que atentaram para a Guerra contra o Terrorismo como a grande Guerra Quente travada pelos E.U.A. no século XXI.
No mais, Sob o Domínio do mal é um daqueles filmes que envolvem conspirações mirabolantes, que são desvendadas passo a passo, de forma nervosa e angustiante, manipulações onde menos esperamos e tudo isso embalado de cenas de tensão pura que vão deixar até os seus cabelos do suvaco em pé. Somos também enganados e levados a desvendar a trama juntamente com os personagens do filme. Devemos isso a muito competente direção de Jonathan Demme (Silêncio dos Inocentes)Essa história inclusive, me lembrou muito os ótimos livros do grande autor Frederick Forsith (O Punho de Deus, O Dia do Chacal, Cães de Guerra).
Logicamente que o filme tem aquelas velhas pequenas falhas de roteiro, mas de forma alguma chegam a prejudicar o todo. E ao término do filme fiquei com aquela sensação de que existe mais alguma história nesse universo (o filme é a adaptação de um livro), mas disso não tenho certeza.
Se você é um daqueles caras que sempre vai ver um filme com aquela terrível opinião formada dizendo “puta que o pariu, que filme mentiroso é esse?”, passe longe que esse filme com certeza não é para você. Agora se você é o contrário disso, então pode ir sem medo de ser feliz.

CLÁSSICOS E CRÁSSICUS 1

sábado, 4 de dezembro de 2004

Essa é uma coluna que eu queria fazer desde a publicação dos filmes do Drácula com o Cristopher Lee. Agora a concretizo publicando críticas de mais dois clássicos da Hammer (indústria responsável pelos melhores e piores filmes de terror da década de 60).
Nessa sessão publicarei tanto filmes que eu gostei, como os que não gostei. Como vou colocar aqui apenas filmes mais antigos, amados por uns e odiados por outros, não vou colocar nenhum tipo de nota. Lembrem-se de uma coisa muito importante, ser velho e considerado clássico por alguns não torna necessariamente um filme bom. Existem uns que na minha opinião, são ruins independente da idade.
E agora, sem mais delongas, divirtam-se:




CARMILLA – A VAMPIRA DE KARNSTEIN
(CARMILLA)



Direção: Roy Ward Baker
Roteiro: Tudor Gates
Elenco: Ingrid Pitt, George Cole e Peter Cushing.

Os Karnstein são uma terrível família de vampiros que de vez em quando voltam do mundo dos mortos pra fazer uma série de assassinatos terríveis em um pequeno povoado. Carmilla seria a única vampira que conseguiu escapar depois de todos os outros terem sido destruídos por um jovem Barão (ou qualquer coisa do tipo) que havia perdido entes queridos por causa dos Karnstein.
Mas o espírito dessa maléfica e insaciável bruxa sugadora de sangue reencarna em outro corpo trazendo mais uma vez a calamidade para o povo da região. Tudo isso com a ajuda de uma misteriosa mulher e do mesmo ajudante do Bento Carnero, o Vampiro brasileiro, Calunga (Só falta a caveira pra ficar igual).
Como todos os filmes de vampiro feitos nessa época, sempre existe alguém ou alguns que descobrem tudo e no final conseguem destruir o monstro do filme.
Mas sabe o que é mais legal nessa série da Carmilla??? Essa personagem tem grandes tendências homossexuais. Ela prefere o sangue de jovens donzelas e nesse filme fica claro que ela acaba tendo (ou pelo menos bateu na trave) relações sexuais com outra personagem. Imagino o alvoroço que deve ter sido na época que foi feito.




LUXÚRIA DE VAMPIROS
A REENCARNAÇÃO DE CARMILLA KARNSTEIN

(LUST FOR A VAMPIRE)


Direção: Jimmy Sangster

Roteiro: Tudor Gates

Elenco: Ralph Bates, Bárbara Jefford, Suzana Leigh.

Se o primeiro já era mais ou menos fraco, esse aqui é ainda MUITO pior. Nesse, Carmilla volta a “vida” depois de um ritual satânico realizado por uma mulher e por um bruxo, após ter o sangue de uma jovem derramado sobre o seu semidestruído corpo.

Depois de acordar, o bruxo e a mulher, que basicamente fazem o mesmo papel do Calunga e da mulher do outro filme, levam Carmilla até um internato feminino, onde ela saciaria a sua eterna sede de sangue feminino.

As vítimas começam a aparecer, até o povo da vila que já conhecia e acreditava em todas as lendas dos Karnstein irem até o castelo (nos dois filmes Carmilla se refugia no Castelo) e sapecarem fogo em tudo.

Esse filme parece ter sido feito bem depois do primeiro. Como a série é uma trilogia e no filme não possuía a referência de qual da série ele era, eu fiquei sem saber se esse seria o segundo ou o último. Confesso que fiquei muito curioso em ver o outro filme.