Nem Todos São Arte

Visite nosso site irmão e leia críticas atualizadas.

Cinéfilos


30/1/2005

DESVENTURAS EM SÉRIE
(LEMONY SNICKET´S:
A SERIES OF UNFORTUNATE EVENTS)






Direção: Brad Silberling.
Roteiro: Robert Gordon, baseado nos livros de Daniel Handler.
Elenco: Jim Carrey, Meryl Streep, Jude Law, Emily Browning, Liam Aiken, Kara Hoffman, Shelby Hoffman, Timothy Spall, Billy Connolly.

Mais um filme que mostra e prova a enorme versatilidade de Jim Carrey como ator, principalmente levando em consideração que o seu último filme foi o espetacular Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança, em que ele interpreta um melancólico sujeito que deseja esquecer a mulher que ama e que ele volta aqui a repetir um papel de vilão em um filme infantil (o outro seria o bom O Grinch).
Aqui, ele representa o odioso Conde Olaf, parente distante das crianças Boudelaire, que torna-se tutor delas, depois da misteriosa destruição da Mansão Boudelaire e da morte de seus pais em um incêndio, por isso são forçados a morar com o excêntrico e egocêntrico Conde, em sua tenebrosa e suja mansão.
Mas logo fica claro a todos que na realidade o maior desejo do Conde Olaf é o de se apossar da grande fortuna dos órfãos, e a única forma de evitar isso, já que ninguém acredita nas crianças, é utilizar as suas próprias habilidades. Violet é a mais velha e tem uma grande capacidade de inventar coisas, Klaus é um grande leitor de livros e usa o que aprendeu neles sempre que uma ocasião necessita e a bebê Sunny, bem a bebê adora morder as coisas.
O filme tem a direção de Brad Silberling (do fraquíssimo e mela cueca cidade dos anjos) e é baseado na série de sucesso escrita por Daniel Handler. O roteiro engloba os três primeiros livros da série e pelo final e logicamente de acordo com a bilheteria, devemos ter a continuação das desventuras dos órfãos Boudelaire.
O filme peca em uma única coisa, não é tão assustador quanto ele próprio diz ser através do seu narrador (interpretado por Jude Law). Bem que poderia ter sido um projeto do Tim Burton, pois apesar do filme possuir um visual muito parecido com o de seus filmes, com certeza isso não é o bastante.
Um filme que vale a pena ser visto, e que muda a forma dos filmes infantis feitos até então no Estados Unidos (Expresso Polar e cia.). Fique até o final dos créditos, pois as animações apresentadas no final valem a pena.

Arquivado em: — Vladimir @ 11:35 am

29/1/2005

LITERATURA FANTÁSTICA

Esse é nome da minha nova empreitada nesse mundo bloguistico. Continuo no mundo do entretenimento, mas trabalhando com outros seguimentos. Apareçam!!! É só clicar aí no link…



LITERATURA FANTÁSTICA


Arquivado em: — Vladimir @ 8:46 pm

EN(_*_)RRALADA
(TRAPPED)






(_*_) (_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Luis Mandoki

Roteiro: Greg Iles
Elenco: Charlize Theron, Courtney Love, Stuart Townsend, Kevin Bacon.

Que Charlize Theron é uma mulher linda todos já estamos carecas de saber, mas mesmo assim isso passa muito longe de ser suficiente para segurar as pontas de um filme que possui uma história boba e sem um pingo de originalidade, cheia de personagens bobos. Seqüestradores profissionais e superorganizados que realizam crimes perfeitos e ainda tiram uma casquinha dos pais das vítimas. Isso pelo menos até misturarem questões pessoais no trabalho e enfrentar uma família que é quase tão marrenta quanto aquela da “mamusca” da novela das 19h que já acabou. Daí é fácil desvendar todo o filme: A família não aceita o seqüestro, dá um jeito de se rebelar, encontrar a filha seqüestrada, matar o bandido que fica doidão no final, botar na cadeia o resto da quadrilha e viver felizes para sempre, tomando coca-cola e tentando esquecer o passado.
Os senhores Luis Mandoke e Greg Iles pensam que basta inventar uma trama “diferente” e pousar um monomotor numa auto estrada para fazer um bom filme de suspense. Estão redondamente enganados. :P
Esse já merece um cuzinho começando pelo trocadilho com o nome.

Arquivado em: — Vladimir @ 2:58 am

25/1/2005

PERTO DEMAIS
(CLOSER)






Direção: Mike Nichols.
Roteiro: Patrick Marber.
Elenco: Natalie Portman, Jude Law, Julia Roberts, Clive Owen.

Uma coisa todos podem ter certeza, ao final de 2005, esse filme com certeza estará em várias listas de melhores do ano (já que só estreou aqui no Brasil esse mês), na minha com certeza estará. Fazia bastante tempo que eu não via, se é que eu já vi, um filme de relações amorosas tão bom quanto esse. Onde o pior das relações é mostrado de forma tão crua e contundente e ao mesmo tempo tão sensível e correta, sem exageros. Onde amor e sexo são faces da mesma moeda e responsáveis por unir e separar casais da melhor e da pior forma possível.
Dan (Jude Law) é um editor de obituários em um jornal que acaba conhecendo a jovem Alice (Natalie Portman) e começa um romance com ela, após um acidente. Anna (Julia Roberts) é uma fotógrafa que conhece Dan quando tem que fotografá-lo para a foto que ilustrará seu livro, que fala da vida de Alice. E finalmente temos Larry (Clive Owen), um médico que acaba casando com Anna, depois de uma tentativa de vingança por parte de Dan, que é rejeitado por ela. Esses são os trágicos personagens que encenam essa história, feita a partir da adaptação de uma peça de teatro feita por Patrick Marber, roteirista do filme. E é isso que a direção de Nichols faz parecer. Observamos uma verdadeira peça de teatro, onde os excelentes diálogos e as ótimas atuações são aqui, valorizadas ao máximo. Toda relação é egoísta. Sempre pensamos primeiro em nós mesmos e depois na outra pessoa. E os personagens, principalmente os masculinos, demonstram isso durante todo o filme. Em falas como a de Dan em que ele utilizando de uma sinceridade absurdamente destrutiva, diz que está abandonando Alice porque acha que será mais feliz com Anna e posteriormente em um diálogo com Anna, reclama do seu excesso de sinceridade. Ou como no caso de Dan, que insiste em saber de Anna, detalhes da sua traição, como uma forma de machucá-la, para assim vingar-se dela pela traição. E é isso que os personagens do filme parecem querer o tempo todo, se machucar, mas em muitos casos, como um recurso para ficar juntos e não o contrário. Todos assumem papéis definidos de vilões e vítimas no desenrolar da história.

Um filme que obrigatoriamente deve ser visto, sob pena de perca de um dos melhores filmes do ano, com grandes atuações, um roteiro maravilhoso, uma trilha sonora absurdamente bonita (impossível não ficar todo arrepiado com a primeira cena do filme ao som da música “The Blower’s Daughter” de Damien Rice) e uma direção soberba de Mike Nichols, que com certeza torna-se a partir desse filme, um dos meus diretores preferidos.

Arquivado em: — Vladimir @ 12:29 pm

21/1/2005

ALEXANDRE
(ALEXANDER)





(_*_)


Direção: Oliver Stone
Roteiro: Oliver Stone, Christopher Kyle e Laeta Kalogridis
Elenco: Colin Farrell, Elliot Cowan, Anthony Hopkins, Angelina Jolie, Val Kilmer, Christopher Plummer, Jared Leto, Rosario Dawson.

Para mim é muito complicado escrever qualquer coisa que seja sobre um filme como esses. Primeiro por já conhecer um pouco (muito pouco) da história de Alexandre, o Grande. E segundo, mesmo pelo pouco que conheço, ser fã dessa ilustre figura que viveu há uns 300 anos a.c. e que é considerado um dos mais brilhantes conquistadores e estrategistas, quiçá o maior, que já existiu até hoje. Mas parece que alguém não concorda com isso. O nome dele? Oliver Stone (A biografia de Alexandre, o Grande, escrita por Robin Lane Fox serviu de inspiração e fonte de informação para o diretor Oliver Stone.).
Foi bastante louvável por sua parte, ter colocado nessa adaptação da vida de Alexandre, a relação que os homens dessa época tinham entre si. Em tempos em que o homossexualismo não existia enquanto conceito e que segundo os filósofos gregos as mulheres eram seres inferiores aos homens, nada mais normal para eles do que manter relações entre si. E isso Stone consegue mostrar com louvor (apesar dos vários imbecis que passam a projeção inteira vaiando a cada vez que uma insinuação aparece) e de forma menos chocante. Isso mostra que Stone priorizou demasiadamente algumas passagens em detrimento de outras. Também ficou muito boa a caracterização de Filipe II feita por Val Kilmer (um bom ator), mas parece que os acertos param por aqui.
Mas acredito eu, que os erros de Stone se encontram principalmente no que ele deixou de mostrar e principalmente na caracterização do próprio Alexandre. Tudo bem que mostrá-lo como um super homem talvez não fosse a melhor opção, mas fazer justamente o contrário, também não foi, isso eu tenho certeza. Alexandre é mostrado aqui como um homem fraco, quase sem controle emocional e que facilmente se desespera frente a situações que o colocam em dúvida. Um homem a sombra de seu pai e que nada mais é do que um retrato de sua tola megalomania. Onde se encontra o grande estrategista e brilhante guerreiro? Nas duas batalhas que aparecem no filme, na primeira ele não morre facilmente porque um de seus homens o salva e na segunda ele é gravemente ferido (novamente salvo por seus homens). Na primeira batalha, é até um pouco mostrado o seu lado estrategista, mas a batalha é tão mal feita e confusa que essa estratégia não parece ter servido para nada. Alexandre é apenas um chorão, para muitos de seus generais, apenas um pálido reflexo do eu seu pai foi e um joguete nas mãos de sua mãe Olympia (ridiculamente interpretada por Angelina Jolie, que nunca deveria ter sido escolhida para esse papel. Imaginem Glenn Close em seu lugar, muito melhor).
Tenho uma pequena biografia de Alexandre e o que constatei é que Stone errou feio em suas escolhas, deixando de colocar em suas obras momentos muito mais importantes na vida do conquistador macedônio. Um filme muito fraco, principalmente pela expectativa em torno dele. Na minha opinião, 150 milhões de dólares jogados no lixo e provavelmente o enterro desse personagem no cinema. De longe, a pior cinebiografia (talvez a única ruim) já feita por Oliver Stone.

Arquivado em: — Vladimir @ 4:47 pm

Powered by WordPress