Arquivo de janeiro de 2005

BLADE TRINITY

terça-feira, 18 de janeiro de 2005



Direção: David S. Goyer
Roteiro: David S. Goyer
Elenco: Wesley Snipes, Kris Kristofferson, Ryan Reynolds, Jessica Biel, Parker Posey.

É bem fácil justificar a cotação que dei a esse filme, mesmo tendo ficado bastante decepcionado com esse capítulo da saga do matador de vampiros Blade. Comecei minha coleção de quadrinhos mais ou menos com 11 anos de idade e só a abandonei cerca de 10 anos depois. Poderia passar um bom tempo aqui escrevendo os motivos, mas os principais foram a falta de dinheiro e a falta de interesse devido o baixíssimo nível das histórias na época em que parei. Hoje não tenho mais vontade de voltar a colecionar, mas me arrependo muito de ter me desfeito da minha coleção (mais de 1.000 exemplares). E é nesse saudosismo que acredito se encontrar a paixão que tenho pelas adaptações que o cinema vem fazendo sobre as mesmas histórias que passava horas e horas lendo na minha infância/adolescência.
E é sempre com essa idéia que vou ver esse tipo de filme, e foi assim que entrei na sala para ver o terceiro episódio da saga do “Daywalker”, também devo confessar que gostei bastante das duas primeiras partes, principalmente da segunda.
O que mais me chateou nesse filme, foi talvez a fraca direção e o fraco roteiro da história. Não sei se por opção do Wesley Snipes que deseja cair fora da série, ou não nei se por falta de habilidade do Goyer, mas o personagem principal do filme, a razão de existência da história ficou completamente em segundo plano, repetindo de forma muito sem graça o que fez nos outros filmes e quase sem falas, deixando a história mais com cara de NigthTalkers com uma pequena participação do Blade do que o contrário. Passamos alguns anos esperando mais uma divertida história do caçador de vampiros mais marrento do mundo e não apenas mais um bom filme de vampiros. Falei que achei o filme legal). E sei que o filme agradou pela quantidade de elogios sobre o mesmo (logicamente que muitos também não gostaram), o que mostra que apesar desse deslize, acredito na continuidade da saga, só que dessa vez nos respeitando bem mais, começando com a escolha de um diretor de verdade. Não vou falar a história do filme pois já fiz isso no Cinéfilos, então quem quiser é só clicar no link aí e conferir.
E dias melhores para o “Daywalker”, que sobreviveu a Diácono Frost, aos Rippers e pode perecer nas mão inábeis de David S. Goyer.

BOX MATRIX

domingo, 16 de janeiro de 2005





Agora a Warner e os produtores de Matrix atingiram o ápice de sua tentativa de esvaziar os bolsos de quem se maravilhou em 1999 com a descoberta de que o mundo real era apenas uma fachada e que em 2003 se animou com a primeira continuação e se decepcionou com o desfecho da história. Lembro que quando sai do cinema após ter visto “Matrix Revolutions”, a primeira coisa que pensei foi: “Tomara que eles expliquem bem a merda que eles fizeram com a trilogia no DVD”. Como todos que conhecem sabem, no DVD não temos absolutamente nenhuma das respostas que procurávamos, e o pior, ficamos sabendo que a história continuaria, mas em outra mídia (vídeo games), o que excluiria muitos fãs (como eu) do mundo criado pelos irmãos Wachowsky. E agora eles aparecem com isso, um mega Box contendo 10 DVD’S, entre eles todos os que já saíram (se não me engano são ao todo 7, contando com os duplos) e mais 3 com extras completamente inéditos. Só que dessa vez eles não me enganam. Mas mesmo assim se alguém comprou e quiser revelar os segredos da história (se é que eles realmente existem), ficarei muito grato por isso.

O GRITO
(THE GRUDGE)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2005






Direção: Takashi Shimizu.
Roteiro: Stephen Susco, baseado em roteiro de Takashi Shimizu.
Elenco: Sarah Michelle Gellar, Jason Behr, William Mapother, Clea DuVall, KaDee Strickland, Grace Zabriskie, Bill Pullman, Rosa Blasi, Ted Raimi.

Gosto muito desse estilo de filme (vcs já estão cansados de saber disso), gosto de tomar sustos, gosto de me envolver junto com os personagens naquele clima pesado e angustiante dos filmes do estilo. E clima pesado e bons sustos é o que não faltam nesse filme. Sinceramente não sou daqueles que pra gostar do filme tem que ter todas as respostas para tudo o que acontece na história, até porque acho muito legal ficar divagando a respeito e imaginando as minhas próprias respostas. E acho que esse foi o principal motivo pelo qual gostei desse filme, já que as críticas negativas sobre ele destacaram bastante isso. Mas essa é uma discussão bem mais ampla que prefiro deixar de lado.
O filme já começa de forma espetacular, com a morte do tosco Bill Pullman sem nem abrir a boca, melhor que isso impossível (pena que ele volta depois, mas para nossa felicidade continua falando pouco). Depois temos a primeira tomada da casa “malerdita” que possui espíritos que matam todo mundo que se mete a besta indo até lá. Segundo o filme, existe uma lenda no Japão que quando uma pessoa morre de forma violenta, o espírito fica ispritado e sai matando a torto e a direito. Aí o canhão da Buffy entra na história e acaba também sendo perseguida pelos espíritos malignos. Em falar nisso, essa é uma das coisas que achei mais legal no filme (não a horríve da Sarah Michelle, mas os espíritos), pense numa mulher macabra (a menina do chamado falando a língua dos alienígenas de Sinais. É só no trrroc trrroc trrroc, o filme todo). Sustos atrás de sustos, minha namorada por exemplo, viu metade do filme, o resto ela psicografou (com a mão no rosto. Hehehe).
No final das contas achei os prós bem mais consideráveis que os contras. Para quem gosta do gênero vale a pena dar uma conferida.

LUTERO
(LUTHER)

terça-feira, 11 de janeiro de 2005






Direção: Eric Till.

Roteiro: Bart Gavigan e Camille Thomasson.

Elenco: Joseph Fiennes, Alfred Molina, Bruno Ganz, Jonathan Firth, Peter Ustinov.

Gosto bastante de filmes que se passam durante o período histórico conhecido como Idade Média. O motivo principal desse gosto é a reconstituição desse período tachado por muitos de Idade das Trevas, devido ao predomínio quase absoluto da fé (comandada pela Igreja Católica Romana) sobre a razão. E Luthero é mais um desses muitos filmes que colocam a “perversa” igreja como o verdadeiro demônio, e quem luta contra ela como os donos da razão, os coitados que sofrem as infindáveis e terríveis injustiças em nome da fé e da tão discutida “verdade”. Acho que já está mais do que na hora de deixarem de lado esse rótulo e começarem a realizar uma verdadeira discussão dos motivos que levaram a Igreja a assumir esse ou aquele papel. Basta de filmes maniqueístas onde quem está errado está completamente errado e quem está certo está completamente certo. Chega de clichês maniqueístas que no fundo não ajudam em nada nessa discussão. Também sou um crítico ferrenho da Igreja Católica, principalmente nesse período retratado, mas também acredito que crítica é a única coisa que não existe nesses filmes, que fazem tabula rasa da nossa história. Sobre o filme assim já fica até mais fácil de falar. Trata-se de uma boa produção, com bons atores e algumas ótimas seqüências (a venda de indulgências e o comércio de relíquias santas por exemplo), mas como disse antes, o maniqueísmo impera e a perfeição de Luthero enchem o saco. Provavelmente os envolvidos no filme são evangélicos ou simpatizantes. Um filme que deve ser visto com o senso crítico ligado ao máximo, ótimas e profundas discussões sairão dele. Aproveitem.

KEN PARK

sábado, 8 de janeiro de 2005





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Direção: Larry Clark e Edward Lachman.
Roteiro: Harmony Korine.
Elenco: James Ransone, Tiffany Limos, Stephen Jasso, James Bullard, Mike Apaletegui, Adam Chubbuck.

Sinceramente, o que falar de um filme que claramente tem a intenção de chocar os espectadores através de um monte de cenas bizarras e que no final nem isso consegue fazer. Um pai que sente atração homossexual pelo próprio filho? Um rapaz que mantém relações sexuais com uma garota e com a mãe dela? Outro que mata os avós e depois se masturba se asfixiando ao mesmo tempo? Ou uma garota que se finje de puritana na frente do pai fundamentalista e que a suas costas é a maior danadona?
Não vi nexo nenhum nesse filme, a não ser a mudança de foco de personagem para personagem. Pra que mostrar uma masturbação completa e explícita? Qual o sentido disso? Como não vi nenhum nisso e em todas as outras cenas, não gostei do filme.