Direção: Alexander Payne.
Roteiro: Alexander Payne e Jim Taylor.
Elenco: Paul Giamatti, Thomas Haden Church, Virginia Madsen, Sandra Oh.
Mais um excelente filme estrelado por Paul Giamatti. É impossível não sair do cinema com isso na cabeça. Depois do ótimo Anti-Herói Americano, Giamatti nos brinda com mais uma excepcional atuação em mais um grande filme.
Giamatti é Miles, um depressivo professor de inglês, escritor fracassado e amante de vinhos, que dá de presente ao amigo Jack como despedida de solteiro, uma grande viagem pelas vinículas do vale de Santa Inez na Califórnia. E é nessa simples viagem de apreciação de vinhos que temos um dos melhores filmes do ano. E é exatamente nas diversas comparações do estilo de vida e comportamento do ser humano com vinhos e nas excelentes atuações de seu elenco que Sideways tem suas melhores cenas. Li em vária críticas comentários sobre o olhar de Giamatti, mas isso é algo que ele já apresentava no “Anti-Herói”. É impossível não se apegar ao sofrimento do seu personagem, o que nos torbna ainda mais próximos da história. Quem nunca ficou bêbado e ligou para uma ex-namorada querendo se desculpar e piorando ainda mais a situação? Quem nunca se sentiu depressivo por ter possibilidade de realização de um sonho frustrada? Quem nunca encobriu as coisas de um(a) grande amigo(a), mesmo sendo contra isso? São por essas e outras situações que a vida dos personagens desse filme se aproximam tanto de nós.
O interessante sobre os protagonistas dos filmes de Alex Paine, são as suas grandes fraquezas expostas de forma crua e cruel. Se em “As Confissões de Schimdit” o personagem principal odiava tudo o que sua mulher fazia e após a morte dela passa a sentir uma terrível falta sua. Miles demonstra algo muito parecido ao utilizar como pretexto o aniversário da mãe para tirar seu dinheiro escondido, seu desconforto por ter feito isso é tocante, principalmente após a mãe, sem saber do furto, oferecer dinheiro para ele.
Sideways é um drama que faz rir, ou uma comédia que emociona. Não sei a definição certa, mas ambas as coisas estão presentes e diga-se de passagens, muito bem dosadas. Repleto de questões que afligem o homem pós 30-anos, como a dúvida da seriedade de um relacionamento, o medo do fracasso sexual, financeiro e intelectual. E também o balanço de uma amizade, pois Miles e Jack já não sabem se são realmente amigos, principalmente pela diferença com que ambos enxergam o mundo e suas vidas. Sideways é um dos filmes mais profundos e interessantes de 2004.
Sobre as indicações: Impressionante como a carreira de Giamatti me lembra a de Jim carrey. Ator que começou em filmes de comédia e que por isso sofre uma marcação tremendamente injusta por parte da academia. Carrey ficou de fora ou não ganhou nada, apesar das brilhantes atuações em “O Show de Truman”, “O Mundo de Andy” e recentemente no magnífico “Brilho Eterno…”. Já Giamatti é pela segunda vez ignorado (a primeira foi no sensacional “Anti-Herói Americano”). Thomas Haden Church foi indicado a Melhor A. Coadjuvante e está muito bem no filme como o grande amigo de Miles, responsável pelas cenas mais engraçadas do filme. E Virginia Madsen (Indicada para Melhor Atriz Coadjuvante), também está muito bem como a bela garçonete conhecedora de vinhos. Mesmo assim, acho difícil levar qualquer um deles. Quem sabe melhor roteiro adaptado?
MAIS GIANATTI…
ANTI-HERÓI AMERICANO
(AMERICAN SPLENDOR)
Direção: Robert Pulcini, Shari Springer Berman.
Roteiro: Robert Pulcini, Shari Springer Berman.
Elenco: Paul Giamatti, Hope Davis, James Urbaniak, Earl Billings, Harvey Pekar, Judah Friedlander, Toby Radloff, Donal Logue, Molly Shannon e Daniel Tay.
Sinopse: O balconista de hospital Harvey Pekar deixa cair no chão alguns arquivos de óbito e encontra a ficha de um homem que trabalhou a vida inteira como balconista em Cleveland um emprego burocrático, exatamente como o dele. Esse episódio, combinado com o fato de ter visto o seu amigo Robert Crumb se tornar uma pequena celebridade em São Francisco como cartunista, o inspiram a criar a sua própria revista em quadrinhos, chamada American Splendor. A revista, publicada em 1976 com grande sucesso, retratava com realismo o cotidiano do próprio Harvey, um amante compulsivo de jazz e livros.
Harvey Pekar é o cara!!! Uma das figuras ao mesmo tempo mais estranhas e mais comuns das quais já ouvi falar em toda a minha vida. Não sei se pela presença do cada vez melhor Paul Giamatti, que acabou me fazendo lembrar de outro ótimo filme (O Mundo de Andy), ou se pela brilhante adaptação da série de histórias em quadrinhos “American Splendor” que retrata a vida cotidiana do marrento arquivista de hospital, Harvey Pekar, mas o fato é que esse filme é com certeza um dos melhores feitos em 2003. Fiquei maravilhado ao ver mais uma vez quão interessante pode ser a vida desinteressante de uma pessoa qualquer. Alternando entre cenas reais e desenhos animados toscos feitos pelos próprios desenhistas da série (que o retratam de diferentes formas a partir dos roteiros das histórias, e que Giamatti consegue passar para a tela perfeitamente), e entre cenas que contam com a participação do próprio Pekar e outros “personagens” reais do seu dia a dia, que em alguns momentos interagem todos entre si, nos envolvemos completamente com as sensacionais tiradas e observações pessimistas do personagem principal, insatisfeito até com a própria imagem no espelho, que é para ele “uma decepção com a qual sempre pode contar”. Inclusive a quebra da linearidade do filme ligada à questão das múltiplas realidades, onde atores, personagens reais e atores que interpretam os atores (só vendo para compreender melhor) que se encontram durante diversas partes do filme, o tornam ainda mais fascinante. Sensacional a entrevista de Pekar ao Jô Soares norte-americano David Letterman. Mais um filme imperdível e que pelo reconhecimento obtido no festival de cinema independente de Sundance, onde ganhou o Grande Prêmio do Júri, nos mostra qual o festival norte-americano que realmente merece nossos créditos. A primeira grande injustiça para com o trabalho de Paul Giamatti.
o giamatti é realmente um grande ator, mas este parece ter o mesmo futuro de Jim Carrey no Oscar, Uma pena.
Cara, cê emendou dois filmes que estou doido pra ver! Realmente devem ser muito bons…
Hoje vi CLOSER e talvez por ser jovem demais não captei com precisão a totalidade da mensagem do fiome. Mas fico ansioso para conferir outro filme cuja maior atração são seus personagens e atores, como SIDEWAYS.
Realmente é uma pena q Giamatti tenha ficado fora dos indicados ao melhor ator. ele é um excelente ator e porcausa de sua aparencia sofre com os mais diversos preconceitos dos manda chuvas de hollywood. e mais uma coisa: harvey é o cara!! eu tb amei ele!!! t+
vc está linkado no meu!
Falar de Giamatti já esta cansando, é um excelente ator que sofre por fazer papeis de personagens pateticos com sua vida, já não foi indicado no ano passado e neste ano, mesmo com todas as indicações de Sideways ficou de fora, parace perseguição! Ambos os filmes são otimos.
Concordo com todos vcs.
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0a13bb165d679083f60ceb5cdc6d17de 76ef906150fa6db.
Harvy Ondsen
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Joe Grappa
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Rita Clarry
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Matty Doldry
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