Arquivo de fevereiro de 2005

OSCAR 2005:
O AVIADOR (THE AVIATOR)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005






Direção: Martin Scorsese.
Roteiro: John Logan.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Cate Blanchett, Kate Beckinsale, John C. Reilly, Alec Baldwin, Alan Alda, Ian Holm, Danny Huston, Gwen Stefani, Jude Law, Willem Dafoe.

Como retratar a história de um cara que aos 18 anos já era milionário, que nunca aceitava um não como resposta e de quebra ainda foi uma das maiores figuras americanas de todos os tempos, envolvido com diversas coisas, desde extração de petróleo e fabricação de aviões até o cinema? Como retratar isso tudo e não fazer desse filme mais uma homenagem a “um grande americano” e todo aquele blá blá blá? E como fazer isso de forma que tudo não seja muito previsível, pelo contrário, fazendo a cada minuto com que soframos junto com o personagem principal, na dúvida do que acontecerá com ele durante quase toda a projeção? Bem, perguntem aos Srs. Martin Scorcese e John logan que com certeza eles saberão responder.
O Aviador, não por acaso, é uma das melhores cinebiografias feitas nos últimos anos. Com certeza um dos grandes filmes de Scorcese e um dos grandes destaques de 2004.
E é exatamente essa excentricidade, a força e ao mesmo tempo a fraqueza de Hughes, brilhantemente interpretado por Dicaprio, que nos envolve tanto. Como não se maravilhar com um homem sem limites, que nunca se mostra derrotado, detalhista ao extremo em seus projetos, que sempre exigia correr todos os riscos, fazendo os testes de vôo dos seus aviões. Mas ao mesmo tempo tinha pânico de multidões, de barulho e de sujeira (sintomas do seu Transtorno Obsessivo Compulsivo)? Um homem que se envolveu com mulheres lindas e talentosas como Katharine Hepburn (Cate Blanchett muito bem) e Ava gardner (Kate Beckinsale nem tanto), mas que não conseguia manter seus relacionamentos devido a seus problemas.
Com um elenco espetacular, contando ainda com Alec Baldwin (muito bem como o ganancioso dono da Pan Am), Jude Law (incrível como esse cara só faz bons filmes), Ian Holm, John C. Reilly, Willem Dafoe etc. Uma fotografia e uma direção de arte impecáveis, responsáveis por uma reconstituição de época excelente. E claro, uma direção fabulosa (será a vez do Scorcese no Oscar?) e uma atuação perfeita de DiCaprio, que mostra aqui ser realmente um grande ator, parecendo inclusive, substituir o DeNiro como ator preferido de Scorcese.

Sobre as indicações: Ficaria muito feliz se ele ganhasse o prêmio principal, sobretudo pelas grandes injustiças sofridas por Scorsese, que nunca levou a estatueta. Filmes como Táxi Driver, Touro Indomável e Os Bons Companheiros foram vítimas de grandes injustiças e acabaram esquecidos pela academia. Então, nada mais justo do que premiá-lo agora. E apesar de que será quase impossível tomar o Oscar de melhor ato do Jammie Fox, torço pelo DiCaprio, que mostra aqui ser também um excelente ator.

SMALLVILLE – A 3ª TEMPORADA EM DVD

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2005





Já está a venda na americanas.com a terceira temporada de um dos melhores seriados feitos nos últimos anos. Dessa vez não poderei comprar logo, mas aceito como presente de aniversário, e com muito prazer. Hehehe
Tem atualização no LITERATURA FANTÁSTICA
Ainda hoje: O AVIADOR.

OSCAR 2005 :
MENINA DE OURO
(MILLION DOLLAR BABY)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005






Direção: Clint Eastwood.
Roteiro: Paul Haggins.
Elenco: Clint Eastwood, Hilary Swank, Morgan Freeman, Jay Baruchel, Mike Colter.

Clint Eastwood nos brinda seguidamente com mais um ótimo drama (Sobre Meninos e Lobos) e na minha opinião se consagra como um dos grandes diretores de Hollywood.
Em Menina de Ouro Eastwood é Frankie Dunn, um experiente treinador de boxe e dono de ginásio que após perder o seu pupilo, acaba cedendo as insistências da jovem e humilde boxeadora Maggie (Hilary Swank excelente!!!), passando a ser seu treinador.
Além de uma direção impecável de Eastwood, temos como principal trunfo desse filme a sua atuação. Mas nada comparado com Hilary Swank que faz de Maggie um dos personagens femininos mais felizes e ao mesmo tempo trágicos de 2004.
Menina de Ouro bebe água naqueles muitos filmes de esportes feitos na década de 80, onde o ator principal era a promessa que se tornava grande, até chegar ao final e enfrentar o seu pior adversário. Mas é exatamente o desfecho dessa história que separa completamente esse filme dos demais e o torna um excelente filme. E essa já parece ser uma das grandes características desse diretor em seus melhores filmes, criar situações estranhas e desconfortantes, que deixam os espectadores vidrados na história, fazendo-nos pensar no que faríamos se estivéssemos envolvidos.
Outro grande destaque é a relação estabelecida entre treinador/pupilo, Eastwood e Swank. Se comumente temos um envolvimento amoroso entre as partes, aqui temos o contrário, a criação de uma relação paterna, já que Frankie sofre há anos por falta de contato com sua filha. E Maggie tem uma relação conturbada com sua família, onde suas melhores lembranças são a do pai falecido.
Logicamente não poderia deixar de citar a participação de Morgan Freeman, como o funcionário e melhor amigo de frankie. Seu papel é fundamental, pois é ele que nos apresenta detalhes da personalidade do personagem de Eastwood. Ele também narra boa parte da história.
Se ganhará o prêmio máximo? Aí já é outra história.

Sobres as indicações: Apesar de ainda não ter visto muita coisa, com certeza vou torcer pela H. Swank, que ta matando a pau e mostra novamente que é uma grande atriz. Morgan Freeman é outro que pode acabar ganhando (Tim Robins não ganhou?). Nas outras principais categorias, acho difícil levar alguma coisa, pois esse parece mesmo ser o ano do Scorcese.

O BURACO
(THE HOLE)

sábado, 12 de fevereiro de 2005





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Direção: Nick Hamm
Roteiro: Ben Court e Caroline Ip.
Elenco: Thora Birch, Desmond Harrington, Daniel Brocklebank, Laurence Fox, Keira Knightley.

“Eles pagaram para entra e agora rezam para sair” E nós pagamos para assistir e rezamos para acabar, simples assim. :P

O titulo desse filme explicita perfeitamente a vontade do lugar que tive vontade de me enfiar logo depois que assiste a ele, pois com certeza, esse seria um ótimo castigo para todos os teimosos que tiveram, tem e terão a coragem de assistir a um filme tosco, sem sentido, sem graça e sem noção como esse.
Aquela história que já morreu de velhice de um grupo de adolescentes que fazem uma festa na tentativa de encher a cara e fazer muito sexo e que começam a morrer de um a um não sustenta mais nem o Programa Linha Direta.
O Buraco do filme trata-se de um abrigo anti-bombas situado próximo há um colégio de elite inglês, que deveria ser utilizado em caso de guerra. Logicamente que os presuntos desse filme o utilizam para outra coisa e daí a merda começa. Esse é um daqueles filmes com a trama mais furada e sem futuro do que a novela das oito, que com certeza diverte muito mais com sua Nazareth Tedescu do que esse aqui com os seu assassino sem graça.
Me admira muito uma besteira como essa ter sido filmada e de quebra ainda ter tomado vários anos da vida do diretor do filme. Uma história que qualquer um poderia escrever, de forma bem melhor, em 7 minutos.

THE COOLER, QUEBRANDO A BANCA
(THE COOLER)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2005





Direção: Wayne Kramer
Roteiro: Wayne Kramer e Frank Hannah
Elenco: William H. Macy, Maria Bello, Alec Baldwin, Paul Sorvino, Amanda Mackey Johnson, Ron Livingston e Shawn Hatosy.

Estrelado por Willian H. Macy (Fargo) e Alec Baldwin, The Cooler consegue ser, na minha opinião, uma excelente comédia de humor negro, que chega até a lembrar os filmes de Joel e Ethan Coen. A trama se passa no Shangri-la, um dos grandes Cassinos de Las Vegas, que tem como gerente o truculento Shally Kaplow, interpretado por Baldwin. Macy é Bernie lootz, o Cooler (uma espécie de sujeito pé-frio que trabalha para o cassino e tem como única função circular pelas mesas de quem está ganhando para passar a sua má sorte), obrigado a esse serviço depois de ter sido pego trapaceando no jogo e de perder a mulher e o filho, um papel perfeito para ele, um dos poucos atores que conseguiria tornar verossímel um personagem como esse. Tudo seguia sua rotina, até Bernie, desistir do seu trabalho, e começar um caso com a linda Natalie (Maria Bello), garçonete do cassino, daí sua sorte começar a mudar. Paralelamente a isso Shally enfrenta sérios problemas de adaptação com seu sócio que planeja mordenizar o Shangri-la, mudando completamente a sua forma de administrar. Não trata-se de um filme moralista, onde quem se envolve no jogo sempre se dá mal e coisas do tipo. Na vida sempre precisamos ter um pouco de sorte, mesmo que na maioria das vezes o azar pareça infinito.
Um filme com um roteiro muito bem escrito, direção segura e um elenco bem afinado (Alec Baldwin chegou até a concorrer ao Oscar de melhor ator coadjuvante de 2004). Excelente pedida para quem não vai brincar o Carnaval.