Nem Todos São Arte

Visite nosso site irmão e leia críticas atualizadas.

Cinéfilos


31/3/2005

BERNARDO BERTOLUCCI
EM 2 TEMPOS


OS SONHADORES
(THE DREAMERS)





Direção: Bernardo Bertolucci.
Roteiro: Gilbert Adair.
Elenco: Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, Robin Renucci e Anna Chancellor.

Realmente um ótimo filme. Um filme que deverá ser utilizado como ponto de referência sobre as várias formas de participação do indivíduo dentro no mundo em que ele vive. Através da relação de Mattew, Isa e Théo, Bertolucci nos mostra o quão inocente, idealista, inconseqüente e ao mesmo tempo, séria, consciente e responsável pode ser a juventude. Aventuras sempre existiram e sempre existirão, mas as experiências que elas transmitem sempre ficam. A construção da personalidade de jovens amantes da vida e de cinema, que viveram as mudanças em plena França revolucionária de 1968. Um belo retrato de uma série de ideologias, regado a famosa trindade “sexo, drogas e Rock N’ Roll”. Maravilhosa homenagem ao ainda pouco explorado “Maio de 68”, que deixa em todos mais uma ótima vontade de ver mais.
Pois como diria Caetano, “É proibido Proibir”.


ULTIMO TANGO EM PARIS
(ULTIMO TANGO A PARIGI)





Direção: Bernardo Bertolucci.
Roteiro: Bernardo Bertolucci e Franco Arcalli.
Elenco: Marlon Brando, Maria Schneider, Maria Michi, Giovanna Galletti,
Gitt Magrini, Catherine Allégret.

O melhor filme que já tive o prazer de ver estrelado por Marlon Brando (em relação a sua atuação) e o melhor Bertolucci (em relação a história).
Moça em busca de um apartamento para morar em Paris, acaba encontrando o soturno e estranho americano Paul, viúvo recente que guarda uma grande mágoa por sua mulher. Aos poucos ambos se entregam em uma forte e envolvente relação sexual, mas por exigência de Paul, sem compromissos. Personagens fortes e interpretações excelentes em uma história maravilhosamente densa, triste e intimista. O filme ainda possui um desfecho espetacular. A intensa história de um casal unido pela traição (Paul a de sua falecida mulher e Jeanne que trai seu noivo para ficar com o americano) e separados pela melancolia e depressão de Paul. Cenas de um romance tórrido que para mim tem em seu ápice a famosa cena da manteiga (só ela é mais forte e sensual que o filme Os Sonhadores inteiro). Imperdível!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 12:46 am

29/3/2005

MULHERES PERFEITAS
(THE STEPFORD WIVES)





(_*_) (_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Frank Oz.
Roteiro: Paul Rudnick.
Elenco: Nicole Kidman, Bette Midler, Matthew Broderick, Christopher Walken, Faith Hill, Glenn Close, Roger Bart, Jon Lovitz.

Uma cidade bastante estranha onde todas as mulheres são irritantemente submissas aos seus maridos até a chegada de Joanna (Nicole Kidman), uma executiva super feminista que sofreu um colapso nervo após ser demitida. E é justamente ela, acompanhada de uma amiga (Bette Midler) que conheceu na cidade, passam a estranhar esse absurdo comportamento e tentam descobrir o que acontece em Stepford.
Esse filme trata-se de uma refilmagem de “As Esposas de Stepford” de 1975, filme de Roman Polansky. A versão original do filme foi um suspense, onde o controle e a submissão feminina eram severamente questionados. Já esse chato e ruim remake, tenta ser uma comédia de humor negro. O que passa longe de acontecer. As piadas são fracas, a trama é ridiculamente previsível, com atuações chatíssimas e caricaturais, como a inesquecível cena de abertura do filme onde Joanna apresenta programas de tvs onde os homens são ruidicularizados (pausa para vomitar) e o final do filme onde tudo é desvendado, no melhor estilo Scooby Dôo: “Mas eu teria conseguido se não fosse esse maldito casal intrometido”. Mesmo contando com um elenco de primeira (Nicole, C. Walken e Glenn Close) e ser a refilmagem de um bom filme de suspense, esse Mulheres Perfeitas não é nada mais nada menos que uma enorme bobagem.

Arquivado em: — Vladimir @ 1:33 am

26/3/2005

CONSTANTINE






Direção: Francis Lawrence.

Roteiro: Kevin Brodbin e Frank A. Cappello, baseado em estória de Kevin Brodbin e no personagem criado por Garth Ennis e Jamie Delano.
Elenco: Keanu Reeves, Rachel Weisz, Shia LaBeouf, Djimon Hounson, Max Baker.

Definitivamente Keanu Reeves deveria ser expressamente proibido de fazer ouitros filmes além dos desse estilo. Impressionante como ele fica bem fazendo papéis assim e como ele fica ruim fazendo papeis mais dramáticos (como no filme Doce Novembro, podre).
Como a maioria das pessoas aqui, não fui leitor das revistas de John Constantine, o que talvez tenha me feito gostar ainda mais do filme, pois apesar de conhecer algumas coisas, não era o bastante para me incomodar com uma ou outra, ou várias adaptações do personagem feitas para o filme. E ao mesmo tempo tenho a mente aberta para gostar do personagem e do mundo em que ele está envolvido. Essa eterna luta entre o bem e o mal, representados aqui pelo Céu e Inferno, apesar de não me interessar, quando tomam esse espaço (seja pelo cinema, literatura, música), se tornam extremamente interessantes e divertidos, como é o caso dos excelentes livros da escritora Anne Rice, das músicas de algumas bandas de Heavy/Trash Metal, do filme Anjos Rebeldes e desse Constantine.
No mundo existem diversas pessoas que tem a capacidade de perceber e interferir com o sobrenatural de diversas formas diferentes. John Constantine é uma dessas pessoas. Com a capacidade de ver anjos e demônios desde criança, o que o leva posteriormente a cometer suicídio e o torna um grande e experiente ocultista e exorcista. Salvo pelos médicos, previamente condenado ao inferno por ser um suicida, e prestes a morrer devido a um avançado câncer no pulmão ocasionado por seu enorme vício em cigarros, Constantine tenta a todo custo mudar o destino de sua alma, lutando contra demônios.
O encontro com a policial Ângela Dodson, que recentemente perdeu sua irmão gêmea de forma misteriosa e a quebra da regra da proibição de influência direta de demônios na terra, levam os personagens a uma trama onde nem sempre o bem e o mal estão previamente definidos.
Com ótimos efeitos visuais, uma história muito interessante e personagens muito bem interpretados, Constantine será com certeza um dos melhores filmes de ação do ano. E que venha a continuação!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 10:17 am

23/3/2005

OSCAR 2005:
RAY







Direção: Taylor Hackford.

Roteiro: James L. White.
Elenco:Jamie Foxx, Kerry Washington, Clifton Powell, Harry J. Lennix, Bokeem Woodbine, Aunjanue Ellis, Sharon Warren.

Antes tarde do que nunca…

Quase um mês após a estréia nacional do filme e quinze dias após a cerimônia do Oscar ao qual Jamie Foxx ganhou merecidamente a estatueta de melhor ator, chega aos cinemas de Fortaleza o filme Ray. Fiz questão de ir ao cinema para ver se realmente o filme de Hackford mereceria estar entre os indicados ao prêmio principal, e cheguei a mesma conclusão da maioria das pessoas que conheço e viram o filme. Nem de longe merecia estar entre os melhores do ano.
Emocionante, belo, e em alguns momentos chato. Com certeza a conturbada (seus amores e o vício em heroína) e vitoriosa história de Ray Charles merece um filme e Hackford foi muito feliz em sua escolha (com exceção dos flash backs que em alguns momentos enchiam o saco).
Um belo filme que vale a pena ser visto, principalmente para quem já conhecia o grande Ray Charles, que com certeza se divertiu e se emocionou muito mais nas diversas músicas mostradas no filme.

Arquivado em: — Vladimir @ 1:37 am

21/3/2005

O CORVO - A CIDADE DOS ANJOS
(THE CROW: CITY OF ANGELS)


(_*_) (_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Tim Pope
Roteiro: David S. Goyer, baseado em história em quadrinhos de James O’Barr.
Elenco: Vincent Perez, Mia Kirshner, Richard Brooks, Iggy Pop.

Em ano de mais uma continuação, nada melhor do que falar da primeira delas (nem sei se as outras fazem parte da filmografia, já que foram feitas para a TV). O Corvo 2 como muitas outras seqüências de bons filmes, erra feio no que faz. Repete a história, só que de forma muito mais sem graça, nos mostra um protagonista sem carisma, que perde feio para Brandon Lee (que diga-se de passagem, ficou perfeito como o Corvo), em um roteiro muito fraco, uma direção capenga, atores fraquíssimos e um visual muito tosco. Fatores esses que tornam essa segunda tentativa de transposição do personagem de James O’Barr para o cinema, um verdadeiro fiasco.
O roteirista David Goyer parece gostar de escrever histórias para filmes de heróis sombrios e compromissados com um código de honra violento que envolve vingança. Mas da mesma forma que ele vacilou na terceira parte da saga de Blade, ele deu também uma deslizada nessa continuação do ótimo filme estrelado pelo Brandon Lee, O Corvo.
Vincent Perez realmente é um dos principais responsáveis pelo não emplacamento do filme, já que em nenhum momento seu personagem chega a transmitir o grau de fúria, insanidade e pavor que Lee tinha imposto no primeiro filme. O vilão também é terrível, de uma canastrice ímpar. Até a presença de Iggy Pop, que como ator é um cantor fodaço, caga esse filme. E mais um ponto negativo para Goyer que tenta explicar o que nunca deveria ter sido, no caso a “descoberta” de que o poder do vingador vinha diretamente do Corvo que o acompanhava após a sua ressurreição. Resumo de tudo: O Corvo é Eric Draven e ponto final!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 11:45 pm

Powered by WordPress