Arquivo de março de 2005

FANTASMAS DE MARTE
(GHOSTS FROM MARS)

domingo, 13 de março de 2005





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Direção: John Carpenter.
Roteiro: Larry Sulkis e John Carpenter.
Elenco: Ice Cube, Natasha Henstridge, Jason Stathan, Clea DuVall, Pam Grier, Joanna Cassidy, Liam Waite.

De longe, o pior dos filmes de John Carpenter.
No ano Dois Mil e lá vai pedrada, o planeta Marte é uma colônia do planeta terra. O governo é matriarcal e o planeta Marte é uma colônia onde são extraídos as riquezas naturais em suas minas. Nesse ano, falta pouco para a mudança da própria atmosfera do planeta, o que possibilitará ao homem respirar sem nenhum equipamento. Mas a ganância dos homens que cavam cada vez mais para extrair essas riquezas das minas marcianas, acaba libertando os antigos espíritos das trevas (Não são os Balrogs, nem Mun-Há). Espíritos de marcianos masoquistas sedentos por vingança, e que migram para os corpos dos seres humanos como se fossem vírus ou bactérias. Tenebroso não? Tenham calma que ainda piora.
Um grupo de policiais vai até uma dessas minas, resgatar o prisioneiro James “Desolation” Williams, e quando chegam lá, encontram a cidade devastada por esses espíritos da banda do Marilyn Mason e para sobreviver contam com a ajuda de alguns bandidos, entre eles o próprio Desolation (Pelo menos não é o Vin Diesel).
Cheio de clichês, com atuações mais toscas do que a direção (as estrelas do filme são Natasha Henstridge e Ice Cube. Brincadeira, não é? Infelizmente não), uma história idiota, completamente absurda e constrangedora e com um visual mais feio do que o do Super Xuxa contra o Baixo Astral.
MANTENHA DISTÂNCIA!!!

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA
THE TEXAS CHAINSAW MASSACRE

quinta-feira, 10 de março de 2005





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Direção: Marcus Nispel.
Roteiro: Scott Kosar, baseado em roteiro de Kim Henkel e Tobe Hooper.
Elenco: Jessica Biel, Jonathan Tucker, Erica Leerhsen, Mike Vogel, Eric Balfour, Andrew Bryniarski, R. Lee Ermey, David Dorfman, Marietta Mariche e Heather Kafka.

Até que enfim estreou no Brasil esse fraco (mas nem tanto), remake de um dos mais tensos e brutais filmes de terror da década de 90. Tobe Hopper, diretor do clássico de 1974, produziu ali um filme onde o maior destaque era a forma em que foi filmado, que dava impressão de que o filme era um documentário, as ótimas atuações do seu elenco e a não preocupação em tentar explicar os motivos da loucura da familia. E é exatamente o elenco dessa refilmagem o pior do filme.
O que eles fazem no filme? Gritam, correm, choram, imploram e morrem, não necessariamente nessa ordem. Uma ordem natural a se seguir em filmes do estilo. Então o que se sucede no filme é sustos por bobagens, como aquele do animalzinho no armário, idiotices por parte dos futuros presuntos e sangue, muito sangue, já que o filme faz jus ao título. Sempre achei Leatherface um dos personagens mais legais de filmes de terror e o diretor Marcus Nispel respeitou bastante o personagem em seu filme.
Aqui, 5 jovens estão indo ver o show, quando dão carona a uma jovem visivelmente desequilibrada, que acaba cometendo suicídio na frente de todos eles. Resolvidos, apesar da relutância de alguns de comunicar as autoridades, eles acabam se envolvendo com a família doidera dos Hewitt. Enquanto os infindáveis gritos e o latente medo apresentados por Marilyn Burns em 74, o similar feito por Jéssica Biel nessa versão irritam sem pena nenhuma de quem está assistindo.
No clássico de 74, até os motivos dos jovens em ir ao Texas eram mais interessantes. E enquanto a família era composta por 4 homens, aqui vemos doidos de todas as idades e de todos os sexos, num total de 7 pirados (a cidade toda).
Esse Massacre foi uma tentativa até que razoavelmente bem sucedida de refilmagem de um dos maiores clássicos de Horror, e para quem não sabe, Leatherface foi o primeiro psicopata do estilo, depois vieram os Michels Myers, Jasons e Kruegers da vida. O filme foi rodado por 9 milhões de dólares e concorreu ao framboesa de ouro na categoria “Pior Refilmagem ou Sequência”.
Recomendado apenas para os grandes fãs do estilo, que adoram tomar sustos e ver mortes bem sangrentas. É FRAQUINHO, MAS ASSISTÍVEL. Há e antes que eu esqueça, a continuação já está sendo produzida e deve mostrar a infância de Leatrheface, antes do rosto dele começar a desmanchar e ele começar a fazer esse tratamento radical mostrado no filme (não resisti).

A MÁ EDUCAÇÃO
(LA MALA EDUCACIÓN)

segunda-feira, 7 de março de 2005



Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Elenco: Fele Martínez, Gael Garcia Bernal, Daniel Giménez Cacho, Lluís Homar, Javier Cámara.

Não vi os primeiros filmes do Almodóvar, os quais dizem serem bem mais fortes que esse último filme dele, portanto, acredito eu que se os conhecesse já estaria bem mais preparado para ver esse A Má Educação. Não que eu não tenha gostado do filme, muito pelo contrário, achei muito interessante, mas confesso que as muitas e explícitas cenas de homossexualismo me deixaram um pouco atordoado. E talvez esse seja um dos maiores méritos do grande Pedro Almodóvar, que mostra aqui, que o que muitas vezes não achamos comum, é sim comum, simples e claro, normal.
A história começa quando Ignácio (Bernal), um jovem ator, procura Enrique, seu ex-colega de escola que agora é um conceituado diretor de cinema, em busca de trabalho. Ignácio deixa com o amigo uma de suas histórias as quais ele adorava, onde mistura momentos de suas infâncias com ficção, para quem sabe virar filme. E é lendo a história e depois dirigindo o filme dela, que Enrique relembra todos os seus bons momentos com Ignácio (sua primeira paixão) quando ambos eram crianças e estudavam em um colégio de padres. Paralelamente a isso vemos a via crucis de Ignácio, obrigado pelo Padre, Diretor de sua escola quando criança em seus constantes abusos sexuais. Podemos observar então as diversas etapas pelas quais o jovem Ignácio passa até o seu fatídico fim.
Gael Garcia Bernal ao aceitar interpretar o difícil papel de Zahara/Ignácio, mostra mais uma vez o excelente ator que é.
Tente comparar Bernal em seus filmes mais famosos, O Crime do Padre Amaro, Diários da Motocicleta e esse A Má Educação, que vocês entenderão perfeitamente o que estou dizendo.
A Má Educação apesar de ser um bom filme, passa é longe dos excepcionais: Carne Trêmula, Mulheres a Beira de um Ataque de Nervos, fale com Ela e Tudo Sobre Minha Mãe. Esses sim, na minha opinião, os melhores filmes desse gênio.

O AMIGO OCULTO
(HIDE AND SEEK)

quinta-feira, 3 de março de 2005





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Direção: John Polson
Roteiro: Ari Schlossberg
Elenco: Robert De Niro, Dakota Fanning, Famke Janssen, Elisabeth Shue, Amy Irving e Dylan Baker.

Com certeza esse novo filme da Fox estrelado por Robert De Niro, será um dos filmes mais sem graça, bobo e pretencioso de 2005.
Após perder a mulher que se suicidou inesperadamente, já que aparentemente tudo se encontrava bem, o psicólogo (David), acaba decidindo mudar-se para uma pequena cidade, longe do extress e de sua casa, como forma de se aproximar mais e resguardar sua pequena filha Emily (Dakota).
Chegando lá, Emily se mostra bastante introspectiva e acaba criando um amigo imagiário. O que no começo não preocupa david, passa a preocupar depois de uma série de estranhos e assustadores acontecimentos.
Esse filme tinha tudo para ser um bom suspense. Primeiro pela presença de De Niro que é um ótimo ator e segundo pela premissa do filme que é até interessante. Mas como eu disse, o filme TINHA tudo para ser bom, o que passa longe do que ocorreu na realidade.
Filmes como esse com o intuito de esconder um suposto final “supreendente” e que no fim das contas não surpreende ninguém. Já encheu o saco filmes como esse em que no final uma série de flash backs surgem para explicar os porques que o filme apresenta. A presença de Elizabeth Shue é ridícula. A Dakota Fanning pode até ser uma ótima atriz, mas que nesse filme ela enche o saco, enche sim. E por fim, temos a campanha da Fox com o filme. Ela só liberou o final do filme apenhas em sua estréia, e além do mais existem dois finais diferentes do filme. Acho que no Brasil ficamos com o pior. E a não liberação do final para não vazar através de spoillers na NET foi com certeza uma excelente idéia, pois quem iria ver essa merda sabendo o que iria encontrar?