Nem Todos São Arte

Visite nosso site irmão e leia críticas atualizadas.

Cinéfilos


28/4/2005

NTSA NEWS

O que vem de ruim por aí…



Foi anunciado recentemente a data do lançamento da versão de Paul Schrader do filme “Exorcista: O Início”. Esse filme foi vetado pela produtora que não gostou da versão de Schrader para o primeiro contato do padre Merrin com o cramunhão. O filme terá sua estréia nos cinemas dos E.U.A. no dia 20 de maio. Sinceramente fiquei interessado em ver esse filme depois de ler que essa versão vetada aborda mais o lado psicológico da possessão de Pazuzu e não aquela baboseira toda de susto, susto, susto sem nada de interessante e um Padre Merrin que nada tem de parecido com o interpretado por Max Von Sydon.


Duro de Matar IV!!! É isso mesmo que vc está lendo, mais um capítulo da saga do policial John McClane será produzida para os cinemas e Bruce Willis pretende mesmo participar dessa quarta continuação. Qual será o resultado disso? Os três primeiros são diversão pura e o terceiro ainda contou com a excelente participação de Samuel Lee Jackson. O que me assustou nessa notícia, não foi por ser mais uma continuação, e sim a possibilidade de Ben (Blargh!!!) Afleck aparecer como filho de McClane (Willis). Sinceramente, outro Armagedoon é difícil de engolir (Afleck era genro de Willis nessa bomba). Se pelo menos o filme fosse chamado: FÁCIL DE MATAR


Caramba, inacreditavelmente será feita uma continuação para o mega lixo VOVÓ ZONA. A história é quase igual a do primeiro filme, sendo que nesse o canastrão e cover do Eddie Murph, Martin Lawrence, deve apanhar uma assassina que casa com homens ricos e depois os mata, por isso se tornando conhecida como Viúva Negra. Na realidade isso nem importa, pois certamente será uma merda ainda maior que o primeiro e com certeza nenhum de nós iremos perder nosso precioso tendo indo ver esse filme.


Mais uma continuação com cheiro de “só to fazendo pra ganhar dinheiro, mas mesmo assim vou me lascar todo com o prejuízo” sai da gaveta. Com uma previsão de gastos de cerca de 70 milhões de dólares (é isso mesmo que você leu SETENTA MILHÕES DE DOLETAS), Sharon Stone volta ao papel que consagrou sua brecha, ops, seu “talento”. Até agora apenas a própria Sharon teve coragem de assinar pra fazer o filme (diga-se de passagem, os direitos sobre o filme são dela).

E parece que não cansam de fazer continuações de filmes ruins mesmo. A bola da vez aqui é a série “velozes e furiosos”, que depois de um primeiro filme bobo, um segundo ruim, deve lançar agora sua pior continuação. Sem Paul Walker e novamente sem Vin Diesel, é provável que sejam substituídos por atores ainda piores do que eles. A trama deverá se passar no Japão, o que nas palavras do produtor Neil Moritz, nos levará a “um outro nível de corrida”.

Em breve, mais um filme chato de esportes, feito nos EUA deve aparecer em nossas telas. O nome do projeto é “The Game of Their Live”, e o seu grande diferencial está no esporte que a história apresentará, que é o nosso bom e velho futebol. O filme mostrará um episódio ocorrido aqui no Brasil durante a copa de 50, onde o inferior, humilde, amador, guerreiro, patriota (e mais um monte de besteira que ninguém além dos próprios agüentam ver) time americano conquista uma vitória sobre o forte e favorito (e todos aqueles adjetivos escrotos e maniqueístas que eles gostam de colocar nos filmes de esporte) time inglês. Com direção de David Anspaugh e um elenco que conta com Patrick Stewart, Wes Bentley e Gerard Butler, esse deve ser mais um ótimo filme a se evitar (ótimo ligado a ação de evita, claro).

E o que talvez seja bom…

Além dos já confirmados Tom Hanks, Jean Reno e Audrey Tautou, juntam-se a turma também excelentes, Ian McKellen e Alfred Molina. Com um elenco desses e com a direção de Hon Howard, o Código da Vinci (um livro feito para virar filme), no mínimo merece uma simpática conferida.

Arquivado em: Vladimir @ 2:54 pm

26/4/2005

COUTINHO E SALLES

Para quem curte documentários e mora na cidade de Fortaleza, teremos hoje (26/04), às 19:00h, no Centro Cultural Banco do Nordeste (Rua Floriano Peixoto, 941, Centro), uma imperdível palestra com dois dos maiores expoentes do gênero no Brasil. Eduardo Coutinho (também responsável pelos magníficos, Cabra Marcado para Morrer e Ed. Master) e João Moreira Salles.A palestra faz parte do lançamento dos documentários Peões (Coutinho) e Entreatos (Salles), ambos sobre o nosso atual Presidente da República, Luís Inácio “Lula” da Silva. Em Peões, o Presidente é apresentado através das visões de antigos companheiros seus. Já em Entreatos, João Moreira Salles nos apresenta os momentos que precederam a vitória de Lula nas últimas eleições, humanizando ainda mais sua figura. Dois documentários imperdíveis para quem gosta de política, ou simplesmente é fã de cinema.
Quem for deve fazer o possível para chegar mais cedo se desejar ficar no local da palestra, que possui lugares limitados. Quem não conseguir ir até o local ainda poderá ver a palestra através de 2 telões que serão colocados no auditório do 3º andar e no térreo do prédio.

Arquivado em: Vladimir @ 1:58 pm

25/4/2005

IMPERDÍVEL:
COMEÇA HOJE, ÀS 18:00h
NO CARTOON NETWORK…






Direção: Genndy Tartakovsky .

Impossível perder, pelo menos os sortudos que tem acesso ao canal, essa maravilhosa saga que mostra os acontecimentos do universo de George Lucas entre os episódios II e III. Até agora, Clone Wars se mostra brilhante e magnífico como os dois primeiros episódios deveriam ter sido. Tudo devido a brilhante direção de tartakovsky, também responsável pelo excelente Samurai Jack, que parece entender mais do Universo e se preocupar mais com os fãs da série do que o próprio Lucas.
Além disso, quem não tem acesso ao Cartoon Network, vai poder comprar o DVD da primeira temporada, a partir do dia 18 de maio.

Uma série imperdível para todos os Warriors brasileiros.

Arquivado em: Vladimir @ 1:59 am

24/4/2005

O CHAMADO 2
(THE RING TWO)





(_*_) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Hideo Nakata.
Roteiro: Ehren Kruger.
Elenco: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Sissy Spacek, Emily VanCamp, Daveigh Chase.

Rachel e seu filho Aidan (mais um na lista de meninos esquisitos e chatos de filmes do gênero), vão embora depois de quase serem mortos por Samara (Prima distante da Reagan do Exorcista) e o seu fatal vídeo que mata quem o assistiu em apenas 7 dias. Depois de uma trama muito louca onde a resposta para a salvação seria copiar a fita e passar a desgraça pra frente, vem a prova de que o dinheiro (Ops, o mal) não desiste tão fácil. Tentando esquecer o passado se mudando para uma cidade pequena, Rachel tem um susto louco (e nós também) quando vê que “a cabeluda afogada” voltou à ativa, e o pior, procurando por ela e seu estranho filho. Tudo em um início de filme exatamente igual ao anterior.
O primeiro filme, diga-se de passagem, não foi lá essas coisas todas, tendo como única salvação o seu personagem do além (legal porque me lembrou a personagem da Linda Blair, no clássico dos anos 70) e os diversos e muito bem elaborados sustos. Nesse, mesmo tendo o mesmo diretor dos Rings originais (Acho que todos sabem a origem nipônica dessa série), a história não deslancha e a impressão que nos dá, é que toda essa seqüência deveria apenas constar como final alternativo no DVD do primeiro filme, pois não é nada mais do que mais uma explicação para enorme matança de Samara, história que muito provavelmente será descartada na próxima óbvia continuação. Cenas como a do ataque dos viadinhos enlouquecidos e a explicação completamente sem sentido para os motivos dos ataques e assassinatos do espírito “do aquém dos além de onde que vive os morto” 1, com a participação da eterna Carrie a Estranha, Sissy Spacek, são dignas dos filmes que Zé do Caixão apresentava na Band há alguns anos atrás nas noites de sábado 2.
Mas mesmo depois de ler essa opinião e a de muitas outras pessoas que também detestaram esse filme, se você é daquelas pessoas que adora ir ao cinema para pensar pouco, se envolver apenas no clima do filme e tomar uma porrada de sustos cheios de clichês, mas impossíveis de resistir, pode ir sem medo.
A partir desses exemplos e dos outros filmes japoneses e orientais que vi até agora, pude tirar as seguintes conclusões:

• Pelo menos no quesito “sustos escrotos com o intuito de nos fazer passar ridículo”, os orientais são os mestres;
• Mesmo quando suas histórias partem de boas premissas, elas pecam em seus finais óbvios e direcionados para intermináveis e idênticas seqüências;
• E puta merda, como eles tem fascinação por fantasmas de crianças e de mulheres jovens e cabeludas!?!?!

1 Fala clássica do personagem Bento Carneiro, o Vampiro Cearense, do meu conterrâneo Chico Anysio.
2 Quem não lembra do Cine Thrash, onde o nosso querido José Mojica apresentava os filmes acompanhado de duas gostosas, sempre ameaçando com suas inúmeras maldições os espectadores que se atrevessem a mudar de canal durante os intervalos dos filmes.

Arquivado em: Vladimir @ 2:09 pm

22/4/2005

ESPECIAL ZHANG YIMOU - PARTE 3:
LANTERNAS VERMELHAS
(DAHONG DENGLONG GAOGAO GUA)






Direção: Zhang Yimou.
Roteiro: Zhang Yimou.
Elenco: Gong Li, Ma Jingwu e He Caifei.

Dos três filmes que vi do Diretor, esse é o mais diferente, principalmente pelo fato de não possuir lutas e se passar já no século XX.
As Lanternas Vermelhas fazem parte de um esteticamente belo ritual de escolha, por parte do senhor, para com a esposa que deseja passar a noite. Logo no início, Yimou nos apresenta Songlian, personagem de Gong Li, que de estudante universitária, é obrigada a se tornar à submissa quarta esposa de um rico senhor, patriarca do tradicional clã dos Shen. Apesar de ter uma vasta mordomia e uma série de empregados, Songlian sofre por imaginar ter que levar uma vida de solidão, restrições e obrigações dentro do rigoroso ritual de conduta, além disso, se vê dentro de uma rede de intrigas feitas pelas outras esposas, que relutam em aceitar mais uma entre elas e de ter a atenção de seu senhor diminuída mais uma vez, utilizando mentiras e mortes como principais armas.
Aqui, a figura feminina é mais valorizada, retrato de uma maior liberdade adquirida pelo cinema chinês após o ano de 1978. Com o governo e as reformas de Deng Xiaoping, responsável por diminuir a censura e o dirigismo advindos da revolução cultural de 1966. As personagens de Gong Li, sua criada rebelde e as demais esposas são a força motriz do filme. Os homens não possuem quase nenhum destaque. O próprio patriarca do Clã aparece poucas vezes, e quando isso acontece Yimou faz questão em esconder sua face nos deixando apenas com sua voz, como se não importasse quem ele fosse, mas sim o impacto de seus atos sobre as personagens femininas mostrados por suas reações.
Impressionante como os filmes desse diretor são belos. Lanternas Vermelhas possui uma fotografia espetacular e uma direção de arte mais bela ainda (a que mais gostei nesses três filmes). É maravilhoso ver a beleza do ritual de acendimento da Lanternas em frente às casas das esposas. O filme concorreu ainda ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Não sei se já tem em DVD, mas para quem ainda tem Vídeo Cassete, está aí um título que vale muito a pena procurar.

Arquivado em: Vladimir @ 12:51 am

Powered by WordPress