
Direção: Costa-Gavras.
Roteiro: Costa-Gavras e Jean-Claude Grumberg.
Elenco: Ulrich Tukur, Mathieu Kassovitz, Ulrich Mühe, Michel Duchaussoy, Ion Caramitru, Marcel Iures.
Aproveitando o falecimento do Papa João Paulo II. Uma crítica à instituição que ele representou e não uma homenagem a sua pessoa.
Esse é o primeiro filme que vejo de Costa Gravas. Trata-se de um filme extremamente polêmico e corajoso, o que já vale inúmeros elogios a esse grande diretor.
Amem causou uma enorme polêmica por tratar com temas até pouco tempo considerados tabus na Europa, O Nazismo e o absurdo extermínio de Judeus, protestantes(testemunhas de Jeová, por exemplo), homossexuais, ciganos, deficientes, doentes mentais (mais de seis milhões de pessoas) na Alemanha e países dominados por ela na Segunda Grande Guerra; e a participação da Igreja Católica Romana e do Papa Pio XII e seus acessores nesse contexto.
Sobre Nazismo já vimos inúmeros filmes, alguns magníficos (A Lista de Schindler, por exemplo), mas nenhum é, na minha opinião tão contundente quanto esse, pois o filme de Spilberg apesar de possuir imagens extremamente fortes, trabalhava apenas com fatos já vistos e revistos em diversos livros de História.
A luta real de Kurt Gernsten, um químico nazista da SS, que descobre que seus produtos em vez de serem utilizados para a destilação de água na guerra, são usados para matar milhares de famílias judias nos diversos campos de concentração do Reich e por isso tentou de todas as formas alertar o mundo sobre esse holocausto. A ajuda de Riccardo Fontana, um padre jesuíta, de família influente no Vaticano e próxima ao Papa, que faz o possível para que o mesmo se manifeste, condenando esses atos. E principalmente a total ausência de espírito cristão por parte do Papa e dos cardeais do Vaticano, que foram completamente omissos nesse caso e alguns até responsáveis por ajudar em fugas de Nazistas para a América do Sul após a derrota alemã.
Mais uma mancha negra na terrível história da Igreja Católica Apostólica Romana? Com certeza sim, e podem apostar que ainda veremos muitas outras, já que de certa forma, perdemos o pavor que tínhamos de suas fogueiras.
Para quem se interessa pelo assunto e deseja aprofundar, indico o ótimo livro “O Papa de Hitler” do escritor e historiador inglês John Cornwell.
Um filme sensacional. A cena da espectativa sobre o discurso de fim de ano do papa, e a decepção sobre a ausência da crítica à Alemanha nazista, é maravilhosa. Mostra como a Igreja se aproveitou do Holocausto para manter suas áreas de influência e não ter o Vaticano tomado por Hitler e suas tropas. O lema da Igreja sempre privilegiou o Ter antes do Ser.
este filme é incrivel, principalmente, sobre como abster-se transforma-se em salvar o seu lado, porque o que mais se reflete em mim com esta atitude da Igreja Católica é seu pensamento que “antes Hitler ter perseguido os judeus do que os católicos, portanto o assunto não é nosso.”
Há mais de dois anos que leio notícias sobre esse filme, mas como é de praxe, ficou longe de passar na minha cidade. Assistiu a Z, Vladimir? Os filmes de Costa-Gavras são difíceis de encontrar. MISSING é outro na lista de grandes filmes nunca vistos.
Ainda não vi Z Gustavo, mas parece ser sobre um golpe na Grécia. Dizem que é um excelente filme. Gostei demais desse filme e pretendo procurar mais filmes do Gravas para ver.
Estou para assistir a este filme desde que passou por aqui em uma das últimas edições do Festival do Rio. Enquanto cinéfilo e — pior! — professor de História, devo estar cometendo um verdadeiro pecado, não? Um abraço!
Cara, não sabia que vc tinha a mesma profissão que eu. Tb sou Professor de História. ô mundão sem portera esse nosso. hehehe
Parece interessante
amen é um otimo filme, mas devo confessar que esperava algo mais polemico. eu não tive coragem de ver mulher gato ainda, por isso o pior do ano ainda é olga.
Mais um professor na turma! E da mesma matéria. Tenho de escrever um longo trabalho sobre a história internacional e nacional do Direito Penal. Alguém se habilita?
Putz, até tu Gustavus filho meu? hehehe ô profissãozinha manjada essa nossa. De história do direito não manjo nada. :/
Abração companheiros historiadores (professores).
Vladimir, não sou professor não… Sou estudante de Direito. Escrevi aquilo porque já sabia que Paulo também era professor.
sem duvida uma boa pedida.
Ah, tá ok gustavo. já tava assustado com essa proliferação de historiadores. heheh
esse deve ser um filmão, vou assistir mesmo!