O CHAMADO 2
(THE RING TWO)
(THE RING TWO)
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Direção: Hideo Nakata.
Roteiro: Ehren Kruger.
Elenco: Naomi Watts, Simon Baker, David Dorfman, Elizabeth Perkins, Sissy Spacek, Emily VanCamp, Daveigh Chase.
Rachel e seu filho Aidan (mais um na lista de meninos esquisitos e chatos de filmes do gênero), vão embora depois de quase serem mortos por Samara (Prima distante da Reagan do Exorcista) e o seu fatal vídeo que mata quem o assistiu em apenas 7 dias. Depois de uma trama muito louca onde a resposta para a salvação seria copiar a fita e passar a desgraça pra frente, vem a prova de que o dinheiro (Ops, o mal) não desiste tão fácil. Tentando esquecer o passado se mudando para uma cidade pequena, Rachel tem um susto louco (e nós também) quando vê que “a cabeluda afogada” voltou à ativa, e o pior, procurando por ela e seu estranho filho. Tudo em um início de filme exatamente igual ao anterior.
O primeiro filme, diga-se de passagem, não foi lá essas coisas todas, tendo como única salvação o seu personagem do além (legal porque me lembrou a personagem da Linda Blair, no clássico dos anos 70) e os diversos e muito bem elaborados sustos. Nesse, mesmo tendo o mesmo diretor dos Rings originais (Acho que todos sabem a origem nipônica dessa série), a história não deslancha e a impressão que nos dá, é que toda essa seqüência deveria apenas constar como final alternativo no DVD do primeiro filme, pois não é nada mais do que mais uma explicação para enorme matança de Samara, história que muito provavelmente será descartada na próxima óbvia continuação. Cenas como a do ataque dos viadinhos enlouquecidos e a explicação completamente sem sentido para os motivos dos ataques e assassinatos do espírito “do aquém dos além de onde que vive os morto” 1, com a participação da eterna Carrie a Estranha, Sissy Spacek, são dignas dos filmes que Zé do Caixão apresentava na Band há alguns anos atrás nas noites de sábado 2.
Mas mesmo depois de ler essa opinião e a de muitas outras pessoas que também detestaram esse filme, se você é daquelas pessoas que adora ir ao cinema para pensar pouco, se envolver apenas no clima do filme e tomar uma porrada de sustos cheios de clichês, mas impossíveis de resistir, pode ir sem medo.
A partir desses exemplos e dos outros filmes japoneses e orientais que vi até agora, pude tirar as seguintes conclusões:
• Pelo menos no quesito “sustos escrotos com o intuito de nos fazer passar ridículo”, os orientais são os mestres;
• Mesmo quando suas histórias partem de boas premissas, elas pecam em seus finais óbvios e direcionados para intermináveis e idênticas seqüências;
• E puta merda, como eles tem fascinação por fantasmas de crianças e de mulheres jovens e cabeludas!?!?!
1 Fala clássica do personagem Bento Carneiro, o Vampiro Cearense, do meu conterrâneo Chico Anysio.
2 Quem não lembra do Cine Thrash, onde o nosso querido José Mojica apresentava os filmes acompanhado de duas gostosas, sempre ameaçando com suas inúmeras maldições os espectadores que se atrevessem a mudar de canal durante os intervalos dos filmes.