Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


29/5/2005

A CASA DOS 1.000 CORPOS
(HOUSE OF 1000 CORPSES)


CINE TRASH






Direção: Rob Zombie.
Roteiro: Rob Zombie.
Elenco: Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, Karen Black, Chris Hardwick, Erin Daniels, Jennifer Jostyn, Rainn Wilton, Tom Towles, Walt Goggins.

Com certeza se a direção do remake do filme o Massacre da Serra Elétrica tivesse sido feita pelo Rob Zombie, teríamos ali um filme muito melhor e bem mais fiel ao original de Tob Hopper. A Casa dos 1.000 corpos é na minha opnião tão parecido com o Massacre que parece ser uma nova versão da história do que um filme original. Até a época em que o filme se passa e um dos personagens principais do filme, remete ao filme de 1974.
No filme de Zombie, somos logo apresentados a um programa onde no comercial vemos o Museu de Horror e lanchonete do Capitão Spaulding (Os nomes de vários personagens são homenagens a filmes estrelados pelos irmãos Marx), um palhaço grosseiro e bizarro que anuncia os eventos e atrações mais loucas existentes em seu estabelecimento. Dois casais viajando pelo interior dos EUA, com a intenção de escrever um livro sobre estabelecimentos diferentes, acabam parando para visitar o Museu. Lá eles escutam a história do Dr Satan, um médico psicopata que fazia experiências com internos de um hospício, até ser descoberto e enforcado em uma árvore perto do Museu do Capitão Spaulding. Os casais acabam indo até o local, mas no caminho dão carona a uma estranha e bela moça. E aí começa a “ruma de desgraças aparentemente intermináveis”.
Somos apresentados a família mais bizarra da história do cinema, onde todos são loucos e sádicos ao extremo. O líder e pior deles é Otis (Bill Moseley, ator que participou da continuação do Massacre), um louco sanguinário que antes de matar faz discursos políticos contra o mundo capitalista, exibicionista, consumista, exclusivista e fútil (sensacional!!!) em que vivemos.
Zombie em seu primeiro filme mostra que tem muito jeito para coisa, e constrói aqui uma história bastante tensa e nervosa, em que nos apegamos realmente aos personagens que vão morrendo das piores formas possíveis e imagináveis. Flashbacks insanos são mostrados de vez em quando, e neles somos apresentados mais profundamente aos membros da família e a suas loucuras, o que aumenta mais ainda a sensação de pânico para quem está assistindo.
E detalhe, vem uma continuação do filme por aí. Provavelmente a mesma coisa com muito mais sangue e violência. Mas pelo menos essa já era prevista, como podemos ver no final do filme. Espero que esse seja exibido nos cinemas, já que o primeiro parece ter tido dificuldade de ser exibido até nos EUA.

P.S.:Um aviso: Se você não gosta do estilo, e mesmo assim ver o filme, provavelmente vai pensar “Putz, sacanagem do Vladimir, esse filme é uma merda!!!”. Por essa razão, só indico o filme para quem gosta REALMENTE do estilo. Aquelas pessoas que vibraram com o Leatherface partindo o povo no meio no Massacre e coisas do tipo.

Arquivado em: — Vladimir @ 10:51 pm

26/5/2005

LABIRINTO – A MAGIA DO TEMPO
(LABIRINTH)



Direção: Jim Henson.
Roteiro: Jim Henson, Dennis Lee.
Produção: George Lucas.
Elenco: David Bowie, Jennifer Connelly, Toby Froud, Shari Weiser.

Vi esse filme pela primeira vez nos cinemas. Devem fazer cerca de 20 anos, ou quase isso. Depois vi algumas vezes em vídeo e posteriormente na TV. O interessante é que lembro perfeitamente da primeira vez que vi, mas não lembro de jeito nenhum a última. Várias coisas nesse filme ficaram marcadas na minha memória, sendo as principais a gama de engraçadíssimos personagens, as músicas compostas e interpretadas por David Bowie, que interpreta Jareth, o Mago Rei dos Duendes e principalmente a beleza angelical de Jennifer Connely, que já naquela época me levava aos suspiros a cada vez que aparecia na tela Impressionante como ela é linda e atualmente (até que enfim) vem fazendo uma série de bons trabalhos no cinema.
Em uma de minhas garimpadas nas locadoras próximas da minha casa, acabei redescobrindo esse maravilhoso filme. Confesso que fiquei bastante receoso em alugá-lo, pois tinha medo de que o filme não me agradasse como eu queria (mais ou menos como um resgate de uma inocência perdida) e acabasse quebrando um pouco da magia das primeiras exibições na minha infância. Felizmente isso passou foi longe de acontecer. Mas vamos ao filme em si.
Sarah (J. Connely), é uma adolescente sonhadora, fã de livros de fantasia. Filha de pais separados. Morando com o pai, a madastra e o irmão fruto desse casamento, ela utiliza suas histórias como uma forma de fuga do mundo em que vive, uma forma de direcionar e apaziguar suas raivas e frustrações. Certa noite, após ser forçada a ficar em casa tomando conta de seu irmão, ela acaba recitando trechos de um de seus livros pedindo para que o bebê fosse levado por duendes. Mal sabia ela que tudo se tornaria realidade e para ter de voltar seu irmão, ela teria que enfrentar um perigoso labirinto, encontrando estranhas criaturas, até chegar a cidade dos duendes e finalmente confrontar o perigoso mago Jareth (Bowie), que deseja transformar o bebê em um de seus duendes e ainda conquistá-la. Em alguns momentos, Sarah não sabe se o que está vivendo é real ou fruto da imaginação. E é interessante no final do filme, vermos juntos com Sarah que a magia deveria estar mais presente em nossas vidas. Seu pedido às criaturas é uma grande prova disso, já que em determinado momento da vida (quando nos tornamos adultos), somos obrigados a esquecer das brincadeiras e dos mundos imaginários em que viviamos, e isso acaba tornando nossas vidas amargas e sem emoções.
O filme é visualmente maravilhoso. Um show dos estudios de George Lucas (a produção do filme é dele), logo após a trilogia clássica de Star Wars. E não tem como não comparar o mundo do Labirinto com a saga de Luke Skywalker. Diversas e estranhas criaturas são mostradas durante todo o filme, o que lembra bastante os inúmeros alienígenas da saga intergaláctica. Imperdíveis e na minha opinião insubstituíveis, a maquiagem das criaturas, todas elas de borracha (como o Yoda original). Os atores de carne e osso (Connely e Bowie), são apenas coadjuvantes das verdadeiras estrelas do filme, as criaturas (principalmente Ludo, Didymus, Huggle e os duendes).


Podem ter certeza que boa parte da magia desse filme se encontra nos bonecos (quem já assistiu sabe muito bem o que estou dizendo). Um filme imperdível, principalmente para a geração que viveu os anos 80, antes do surto de informatização do cinema. Um tempo em que uma boa história, excelentes músicas e criatividade eram os únicos requisitos para se contar um bom filme.

PS: Há muito tempo os filmes da Xuxa copiam boas idéias (e as ruins também) de outros filmes. No clássico Thrash “Super Xuxa Contra o Baixo Astral”, o filme de Henson é descaradamente plagiado, pois Xuxa para chegar no seu objetivo, deve atravessar um Labirinto, cheio de perigos e aventuras, encontrando criaturas estranhas…..
PS 2: Músicas cantadas por Bowie no filme, para quem se interessar em buscá-las pela Internet (vale a pena, mas acredito que não seja tão fácil): Underground, Dance Magic, Chilly Down, Within You e As The World Falls Down.

Arquivado em: — Vladimir @ 12:39 am

22/5/2005

AS BRANQUELAS
(WHITE CHICKS)

E já chega de Star Wars…Voltemos agora a nossa programação normal.





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Direção: Keenan Ivory Wayans.
Roteiro: Keenan Ivory Wayans, Shawn Wayans, Marlon Wayans, Andrew McElfresh, Michael Anthony Snowden e Xavier Cook.
Elenco: Shawn Wayans, Marlon Wayans, Jaime King, Frankie Faison, Lochlyn Munro, John Heard, Busy Philipps, Terry Crews.

Caramba, Caramba, Caramba!!! Pois não é que eu realmente assisti As Branquelas?!?!?!?!?!?!?! As vezes acho que levo esse Blog a sério demais…
Em primeiro lugar tenho que me defender. Não fui eu que aluguei o DVD. Aproveitei que um amigo tinha alugado e pedi emprestado para ver. Ainda bem, pois se eu tivesse gasto meu precioso e escasso dinheiro para isso, eu mesmo me daria um castigo exemplar (ver todos os filmes da Xuxa ou do Van Damme seguidos, por exemplo).
As Branquelas é um filme familiar, mas não familiar no sentido de servir para toda a familia (não serve pra ninguém nem pra nada). E sim no sentido da produção, direção, o “roteiro” e os atores principais serem todos irmãos. Os irmãos Wayans são mais ou menos como os irmãos Baldwin na década de 90. Famosos e só fazem filmes ruins (O Marlon escapou em um desses, justamente no ótimo Réquiem para um Sonho).
Kevin e Marcus Copeland são dois agentes do FBI que desejam receber o reconhecimento do seu chefe, principalmente depois de terem acabado com um caso de tráfico de drogas em sua última investigação. Para piorar as coisas, um importante caso de possível seqüestro (justamente o das mimadas irmãs Britanny) é colocado nas mãos de seus principais rivais (alguém falou em clichês???). Escoltados para transportar as jovens do aeroporto até o local do evento, um acidente acaba levando os próprios irmãos a passarem por uma transformação. Todo mundo sabe que transformação absurda é essa. Essa besteira gigante é pano de fundo para um monte de piadas completamente debilóides (como peidos, piadas sexuais ridículas, caretas intermináveis e etc). Enfim, um filme debilóide, feito para… é melhor deixar pra lá.

Arquivado em: — Vladimir @ 7:24 am

19/5/2005

STAR WARS EPISÓDIO III
A VINGANÇA DOS SITH
(THE REVENGE OF THE SITH)











Direção: George Lucas.
Roteiro: George Lucas.
Elenco: Ewan McGregor, Hayden Christensen, Natalie Portman, Ian McDiarmid,
Samuel L. Jackson, Christopher Lee.

Bem, logo que sentei para começar a escrever (mesmo cansado e com sono) sobre essa terceira parte da fantástica história de George Lucas (faz apenas duas horas que vi o filme em sua estréia), imaginei o quão seria fácil e prazeroso fazer isso. Ledo engano, pois depois de tudo o que já foi dito por sites, programas de tv e revistas, ficou muito difícil escrever algo de novo sobre o filme. Mas na realidade, isso realmente não é tão necessário. Mesmo assim quero deixar algumas rápidas impressões a respeito desse, que com certeza é um dos melhores filmes de toda a saga (O Império Contra Ataca ainda está alguns pontos acima, na minha cotação).
Ao término da sessão, minha principal sensação era dúvida, a dúvida do por que Lucas não dirigiu e roteirizou também os seus dois primeiros episódios da mesma forma que fez com esse. Episódio III é de longe, e bota longe nisso, o melhor dos 3 primeiros episódios, mas isso é fácil de dizer, pois com certeza não seria preciso muito para que isso ocorresse. O que temos aqui é com certeza o episódio mais tenso e pesado de toda a série. Nenhum foi tão cruel e sangrento quanto esse. Méritos para Lucas, que deixou aquela bobagem de filme família e personagens para crianças de lado.
As respostas que nós buscávamos quando se deu o início da saga estão todas lá. Sabemos porque Anakin deixa de ser uma criança meiga e delicada e se torna um dos vilões mais cruéis e bacanas (lógico) da história do cinema (não por méritos do ator Hayden Christensen, claro). Vemos as terríveis e cruéis conspirações e manipulações do Chanceler Supremo Palpatine e ascensão de Darth Sidius. Conhecemos mais sobre a história dos Sith e dos Jedis. Vemos Mace Windu e Mestre Yoda arrasando e ainda temos uma pequena ponta de Chewbacca, aproximando mais ainda essa saga atual da iniciada na década de 70. Não é só a destruição de Anakin e o surgimento de Darth Vader que tornam o filme sensacional, pois ainda temos General Gravious, Conde Dooku, O massacre dos Jedis, ou seja, tudo de bom que a saga possuía, está aqui condensado de forma perfeito em pouco mais de 2 horas e 20 minutos.
Até os pontos que detestei no filme anterior (como cenas mal conduzidas e excesso de cenas digitais) não atrapalharam aqui. Com exceção da atuação do Sr. Christensen, que felizmente não teve muitas cenas complicadas. Mas a sua completa ausência de talento é sentida profundamente em uma das cenas mais importantes do filme, onde se não fosse a condução espetacular do ator Ian McDiarmid, teria se tornado um grande fiasco. Mas todo o restante do elenco está muito bem, o que torna tudo ainda mais sensacional.
O filme é tão bom que nem isso me incomodou. Um filme que deve ser visto e revisto por diversas vezes, obrigatório na prateleira de qualquer fã de sci-fi que se prese (além dos inúmeros fãs da série, mesmo os que estavam meio decepcionados até o momento). A Vingança dos Sith é a redenção de George Lucas e o filme que há muito merecíamos.

Arquivado em: — Vladimir @ 4:27 am

18/5/2005

SOBROU PRA VOCÊ
(THE NEXT BEST THING)





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Direção: John Schlesinger.
Roteiro: Tom Ropelewski.
Elenco: Rupert Everett (Robert), Madonna (Abbie), Benjamin Bratt (Ben), Michael Vartan (Kevin), Josef Sommer (Richard Whittaker), Lynn Redgrave (Helen Whittaker).

Robert e Abbie são dois grandes amigos, grandes confidentes, iguais em muitas coisas, boas ou ruins. Seria um casal perfeito, não fosse um pequeno detalhe: Robert é homossexual. Depois de Abbie terminar mais um relacionamento e chorar a perda no ombro amigo de Robert, ambos se embriagam e acabam fazendo justamente o mais improvável, sexo.
Dessa relação inesperada surge um filho e os dois decidem criá-lo juntos, mas respeitando as opções sexuais de ambos e dando liberdade total para eles exercerem e praticarem suas vontades. Mas desde que surge essa notícia, fica óbvio que em algum momento vai acontecer algo que acabe com a tranqüilidade da vida da família, o que realmente acontece após a entrada de um novo homem na vida de Abbie.
Abbie como muitos já devem ter deduzido é “interpretada” por Madonna, que, diga-se de passagem, é uma das piores atrizes da história do cinema. Concorrendo seriamente com Thalia, a eterna “Maria de alguma coisa”, do México. Madonna consegue ser terrivelmente irritante, em todas as vezes que aparece na fita, até nas sem fala, sempre apresentando aquele olhar sem expressão, triste de se ver.
Rupert Everett até que convence no papel de gay (sacanagem minha isso, pois o cara é realmente homossexual, e por favor não entendam como preconceito), fugindo da caricatura, que com certeza tornaria tudo ainda pior. Seu personagem é com certeza o que mais sofre no filme e por isso, o que mais gera simpatia por parte de quem está assistindo (além do outro principal ser a Madonna, o que facilita mais ainda essa simpatia pelo outro).
Mas o filme peca mesmo em seu final. Na tentativa de ser dramático ao extremo, a história se perde completamente, e nós ficamos perdidos sem saber o desfecho dos personagens. Um salto de tempo é dado sem explicação, o que torna tudo mais confuso ainda, tornando o final mais esburacado do que a Br 116 na entrada da cidade de Fortaleza.
Um filme muito fraco, mas que pode até agradar quem gosta de filmes melosos e de derramar algumas bobas e inúteis lágrimas (só por isso não levou a cotação máxima).

Arquivado em: — Vladimir @ 2:24 pm

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