A CASA DOS 1.000 CORPOS
(HOUSE OF 1000 CORPSES)
(HOUSE OF 1000 CORPSES)
CINE TRASH
Direção: Rob Zombie.
Roteiro: Rob Zombie.
Elenco: Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, Karen Black, Chris Hardwick, Erin Daniels, Jennifer Jostyn, Rainn Wilton, Tom Towles, Walt Goggins.
Com certeza se a direção do remake do filme o Massacre da Serra Elétrica tivesse sido feita pelo Rob Zombie, teríamos ali um filme muito melhor e bem mais fiel ao original de Tob Hopper. A Casa dos 1.000 corpos é na minha opnião tão parecido com o Massacre que parece ser uma nova versão da história do que um filme original. Até a época em que o filme se passa e um dos personagens principais do filme, remete ao filme de 1974.
No filme de Zombie, somos logo apresentados a um programa onde no comercial vemos o Museu de Horror e lanchonete do Capitão Spaulding (Os nomes de vários personagens são homenagens a filmes estrelados pelos irmãos Marx), um palhaço grosseiro e bizarro que anuncia os eventos e atrações mais loucas existentes em seu estabelecimento. Dois casais viajando pelo interior dos EUA, com a intenção de escrever um livro sobre estabelecimentos diferentes, acabam parando para visitar o Museu. Lá eles escutam a história do Dr Satan, um médico psicopata que fazia experiências com internos de um hospício, até ser descoberto e enforcado em uma árvore perto do Museu do Capitão Spaulding. Os casais acabam indo até o local, mas no caminho dão carona a uma estranha e bela moça. E aí começa a “ruma de desgraças aparentemente intermináveis”.
Somos apresentados a família mais bizarra da história do cinema, onde todos são loucos e sádicos ao extremo. O líder e pior deles é Otis (Bill Moseley, ator que participou da continuação do Massacre), um louco sanguinário que antes de matar faz discursos políticos contra o mundo capitalista, exibicionista, consumista, exclusivista e fútil (sensacional!!!) em que vivemos.
Zombie em seu primeiro filme mostra que tem muito jeito para coisa, e constrói aqui uma história bastante tensa e nervosa, em que nos apegamos realmente aos personagens que vão morrendo das piores formas possíveis e imagináveis. Flashbacks insanos são mostrados de vez em quando, e neles somos apresentados mais profundamente aos membros da família e a suas loucuras, o que aumenta mais ainda a sensação de pânico para quem está assistindo.
E detalhe, vem uma continuação do filme por aí. Provavelmente a mesma coisa com muito mais sangue e violência. Mas pelo menos essa já era prevista, como podemos ver no final do filme. Espero que esse seja exibido nos cinemas, já que o primeiro parece ter tido dificuldade de ser exibido até nos EUA.
P.S.:Um aviso: Se você não gosta do estilo, e mesmo assim ver o filme, provavelmente vai pensar “Putz, sacanagem do Vladimir, esse filme é uma merda!!!”. Por essa razão, só indico o filme para quem gosta REALMENTE do estilo. Aquelas pessoas que vibraram com o Leatherface partindo o povo no meio no Massacre e coisas do tipo.