CRUZADA
(KINGDOM OF HEAVEN)





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Direção: Ridley Scott.
Roteiro: William Monahan.
Elenco: Orlando Bloom, Liam Neeson, Eva Green, Nathalie Cox, Marton Csokas, Alexander Siddig, Brendan Gleeson, Jeremy Irons.

Realmente não tem jeito, depois da maravilha que Peter Jackson fez em sua trilogia, é impossível não comparar todos esses outros épicos com batalhas com as dos filmes da terra média. E até agora, todos os que vieram depois saíram perdendo, e muito feio. Tudo bem que Cruzada não se fundamenta apenas nas batalhas, já que no filme temos exatamente a tentativa de eliminá-las por parte do doente Rei Baldwin (que na realidade morreu um ano antes do início da história contada no filme) e as pessoas que se mantêm fiéis a ele. Também essa é a intenção de Saladino, o rei mulçumano, que também tem em seu grandioso exército (de forma bem menos importante, pelo menos para o filme) pessoas que desejam a guerra contra os cristãos. Do lado da cristandade, temos um grupo extremista, liderado por Cavaleiros templários (esse na minha opinião, é um dos maiores absurdos do filme, já que ele diminui a importância dos Templários, colocando-os como fanáticos incandescidos), que não aceitam outra coisa, a não ser matar os sarracenos e tomar definitivamente tão cobiçada terra santa para a cristandade. Jerusalém nesse momento, encontra-se sobre controle de cristãos que toleram uma certa sincronia religiosa, dessa forma evitando confrontos diretos que poderiam até destruir a própria cidade.
Se apenas fosse contada essa história, se aproximando mais do que realmente aconteceu, talvez Ridley Scott tivesse feito um filme muito melhor. Mas não, a exemplo de seu outro épico (Gladiador), ele decide mostrar a vida do ferreiro Balian, que acaba de perder a mulher, mas em compensação recebe a visita do seu pai Godfrey de Ibelin (que nem existiu) desconhecido até o momento, que além de desejar se retratar perante ele, chama-o para se tornar cavaleiro em Jerusalém, e apoiar o sábio Rei Baldwin.
Talvez o maior erro do diretor tenha sido na escolha do seu protagonista, o que sentimos muito mais pelo maravilhoso elenco de coadjuvantes utilizados no filme (Jeremy Irons, Eva Green, Edward Norton – que na minha opinião, deveria ter sido Balian). Orlando Bloom está longe de conseguir segurar as pontas de um papel dramático, o que torna Balian um personagem falso e irritante, mais um manequim de butique do que um homem cheio de dúvidas e arrependimentos. Até Keanu Reeves faria melhor.
Um filme que apesar de ser divertido, de possuir uma fotografia belíssima, e como falei antes, com grandes atores codjuvantes (matei quem era o Rei só pela voz, antes de saber o ator que o interpreta e que não é creditado no filme), na minha opinião conta novamente com um roteiro fraquíssimo, com várias alterações históricas desnecessárias. E se não utiliza o maniqueísmo estereotipado dos mulçumanos do mal (para felicidade de todos), escolhe a Ordem dos Cavaleiros Templários para Cristo (Não resisti) e os mostra como fanáticos extremistas, que preferiam a morte a respeitar a religião dos outros. Um filme com personagens bem definidos e sem nenhuma surpresa. Além do final claramente se tornar uma mensagem para os tempos de intolerância religiosa em que vivemos…
Não deixem de prestar atenção nos diálogos com o Rei, com certeza os mais interessantes do filme e juntamente com as batalhas e a espetacular fotografia do filme, tornam-o pelo menos fácil e agradável de assistir. Não é ainda o épico que eu queria, mas é bem melhor que seus antecessores, Tróia, o Rei Arthur e Alexandre, que dispensam comentários.

18 comentários para “CRUZADA
(KINGDOM OF HEAVEN)”

  1. Apostava que este filme seria um dos grandes do ano. Apostei e errei – mas tendo em vista que GLADIADOR nunca me tocou profundamente, minhas expectativas são baixas agora com o óbvio fracasso de crítica do filme. Não comparo tudo com a trilogia OSDA porque ela também não me impressionou e filmes como CRUZADA são mais realistas.
    O duro é aguentar o banana do Bloom tentando ser sério.

  2. Kellyton disse:

    Cara, esse filme deve ser bonzinho, pelo menos essa é minha expectativa, ainda n assisti mas ja to ansioso, é até bom essa critica que assisto sem muita empolgação, valeu vladão, um abraço!

  3. b disse:

    Sem sombra de dúvida que consegue ser melhor que o Tróia e o “Alexandre”…

  4. Vou ver este filme ou “A Interprete” amanhã. Sem grandes expectativas para os dois.

  5. Wagner Gomes Pereira disse:

    Decepção. Não tive outra palavra no final, pois acreditava que para se liderar poderia ter um ideal até o final, mesmo que todos tivessem morrido, afinal, tudo era sagrado. Mas, para surpresa, o tal do Balian me entrega o ouro depois de ter matado metade do povo, porque não fez o acordo antes de se iniciar a batalha?
    Claro que a mensagem é outra, afinal ele poupou milhares de vida entregando a cidade santa, mas esse filme foi muito mau contado ou lido.

  6. Vladimir disse:

    Bem fraco mesmo. Mas mesmo assim muitas coisas se aproveitam. Não é um completo desperdício de tempo.

  7. Fábio disse:

    Mais uma bomba deturpadora histórica? Nem tanto, mas realmente muito fraco. Está a cima da média dos últimos lançados, com certeza. Até porque ser melhor que Tróia, Alexandre, Gladiador e Patriota não é nada difícil. hehehe

  8. joba disse:

    nem vou me dar ao trabalho de ver este filme no cinema… Orlando Bloom em seu enésimo trabalho de capa e espada consecutivo, num épico com uma pontinha de romance e uma tentativa de enfoque histórico.. anhhh e direção do megalomaniaco Ridley Scott? Dinheiro jogado fora, na certa.
    Incrível a onda de obras clones que o publico adora comprar… milhares de filmes épicos em sequência, montanhas de livos estilo Código da Vinci… putz, cadê a originalidade dos produtores?! Cadê o olhar crítico do público? O dinheiro de Hollywood parece mergulhar numa banalidade sem fim…

  9. Manu disse:

    Bom…eu assisti e gostei!
    Lógico que não se compara mto ao Gladiador, mas é um filme respeitado na minha opinião!

  10. alessandra disse:

    adorei o filme foi otimo assisti 2 x
    i

  11. Fábio disse:

    Tb fui ver uma segunda vez esse filme. E gostei mais ainda do que a primeira. Entre prós e contras, os pontos positivos sobressaem.

  12. Vladimir disse:

    Quem sabe em dvd eu acabo não simpatizando mais com filme (porra, mas a retratação dos Templários foi terrível!!!). Adoro os documentários que acompanham os dvd’s do estilo. :)

  13. L@ís disse:

    não conheço muito a história das cruzadas,mas curti muito o filme!!!!!!!!!(Ainda mais pq sou fã do ORLANDO BLOOM)

  14. Andréa disse:

    Eu sinceramente gostei do filme! Achei que os atores trabalharam muito bem. Apenas achei que eles puxaram muito a sardinha dos “cristãos”. É isso ai valeu!

  15. Paulinha disse:

    Esse filme é super legal adorei ele só não deu pra entender muito porque tava mó zueira e era legendado!Zueira porque fomos pela escola!Aê já viu né!mas o filme é nota10!!

  16. Gabriela disse:

    Gostei do filme!!gostei do bloom. Muito melhor que Tróia e outros. Um filme fácil de entender, com cenas boas de ação.
    Claro que não chega aos pés de Senhor dos Anéis.
    Mas é bom, recomendo assistir!!

  17. silvia pinto disse:

    ola,
    somente hoje tantos meses depois de ter assistido algumas vezes Cruzada, é que li seu comentário.
    Gostei muito do filme, adorei a atuação de Orlando Bloom, se fosse comparar diria que foi melhor que a de Brad Pitti em Troia ( este sim achei um filme bem mais comercial e frivolo).
    Não conheço muitos detalhes da história dos templários, mas acredito que eram sim, muito reacionários.
    Quanto a ser melhor ou pior que este ou aquele, considerei este um filme melhor que Troia, Patriota, e alguns outros épicos, não considerei melhor que o Senhor dos anéis, mas nem acho justo a comparação se considerarmos que o Senhor dos Anéis, parte de uma livro de ficcção, uma obra prima escrita ha muitos anos e que com certeza tem todo o respaldo de detalhes explícitos no livro para se fazer a filmagem, enquanto que Cruzada conta com a história que muitas vezes se contradiz, que tem algumas versões diferentes pois trata-se de assunto religioso e sempre ha uma tendencia de se inclinar para este ou aquele lada todos com certeza cheio de religiosidades sem a real preocupação com o verdadeiro cristianismo, mas acho que o personagem Balian, assim como o rei, transmitem principios cristãos, assim como o pai de Balian, e isto é algo que não podemos considerar em segundo plano ou algo fútil, pois o que estamos buscando em nosso mundo? apenas retratar acontecimentos e descreve-los ou tentar realmente entrar dentro da alma do acontecimento e resgatar valores como o que Balian aprende com o rei e também com o seu pai: INDEPENDENTEMENTE DE PROTEGER O TEMPLO ( A CIDADE, A CONSTRUÇÃO) PROTEJA OS SERES HUMANOS, PROTEJA AS PESSOAS, AS VIDAS, E COM CERTEZA É ISSO QUE DEVE SER PRESERVADO, A HONRA, A DIGNIDADE, A HONESTIDADE A FIDELIDADE AO REI .
    E isso o filme Cruzada deixou no coração de cada um que quizer realmente ver e esta buscando estes valores eternos, mesmo dentro de um contexto altamente cheio de ” religiosidade” ( regras, dogmas, moralismo falsos etc…).
    Quando Balian se recusa a deixar a cidade e vai até o final protegendo as pessoas e levando a um resultado que Saladino concorda com um acordo que libera as vidas, e o bispo diz que eles devem falsear e dizer que iriam se converter a religiao mulçumana e depois se ” arrepender” Balian não concorda com ele e vê nisso uma falseação religiosa quase como quando Pedro negou a Cristo, claro que não dou a mesma enfase, mas uso esta comparação para dar um pouco de clareza ao que entendo que Balian captou.
    O filme foi maravilhoso e me deixou lembrançãs lindas de fotografias, de falas do pai de Balian, do Rei e do próprio Balian, um verdadeiro guerreiro de Cristo.
    Silvia
    amasima@sti.com.br

  18. André Ricardo disse:

    Eu gostei da mensagem passada pelo filme, pois realmente vivemos em um tempo de intolerância. Mas realmente poderia ser melhor, por se tratar de uma fase tão interessante da idade média.