Arquivo de maio de 2005

THE EYE – A HERANÇA
(THE EYE)

domingo, 15 de maio de 2005





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Direção: Pang Chang Yu.
Roteiro: Jo Jo Yuet-chun Hui.
Elenco: Lee Sin-je, Lawrence Chou, Chutcha Rujinanon, Yut Lai So, Candy Lo, Yin Ping Ko, Pierre Png, Edmund Chen, Wai-Ho Yung, Wilson Yip.

Aproveitando que a continuação (VISÔES) estreou esse fds nos cinemas…

Sinceramente esses filmes de terror orientais já estão dando no saco. E eu tenho certeza absoluta que se ver no máximo mais dois filmes tão fracos quanto esse, criarei um abuso maior do que o perigo que os fantasmas desses filmes representam aos seus personagens. Como falei no post sobre o
CHAMADO 2, esses caras (cinema chinês, japonês e afins) são realmente loucos por fantasmas de crianças e de mulheres cabeludas, apesar de nesse filme as mulheres terem sido deixadas um pouco de lado (por enquanto, pois pelo que eu vi na continuação dele, isso não vai faltar. A continuação chama-se Visões e os cartazes já estão a mostra em vários cinemas).
Mas vamos para a história desse filme. Mun, uma jovem cega, é submetida logo no início do filme a um transplante de córneas. Após esse transplante, ela começa a ver coisas muito estranhas, como fantasmas e entidades que guiam esses recém falecidos para o outro plano (o primeiro fantasma que ela vê é o do Costinha, com certeza. Hehehe). Não agüentando mais viver dessa forma, já que alguns desses espíritos são violentos e perigosos, ela decide se aprofundar nesse dom adquirido e buscar entender porque o recebeu. E é aí que começam as bobagens: Mun e o jovem Dr Wah (que incrivelmente, depois de desacreditar sua paciente, passa a acreditar a ainda apaixona-se por ela, comprovando que chinês também adora clichês) descobrem que tudo ocorreu devido às córneas que ela recebeu, que eram de uma poderosa vidente que havia cometido suicídio por não agüentar mais conviver com esse angustiante dom de saber quando as pessoas vão morrer. Essa obrigação dos personagens em ter de descobrir algo do passado de alguém para acabar com alguma maldição me parece ser bem original (por favor, isso é uma ironia).
Eu sinceramente, desejo saber (e quem souber, por favor, me ajude) o que tem de original e interessante em uma história dessas? Tudo bem que o clima e os sustos são até interessantes. Mas mesmo isso já está se tornando extremamente cansativo, pois é exatamente igual aos outros filmes do gênero. Se assistiu a um deles, assistiu a todos.
O final, pelo menos, é até interessante, mas já o desfecho da personagem principal não. Sabem qual a cena mais assustadora do filme? A aparição de um Chinês albino em deter minado momento do filme, esse é bem feito. Talvez no próximo quem sabe não veremos um Chinês anão? Portanto, preparem os corações…hehehe
O melhor mesmo é aceitar o conselho escrito na capa do DVD: “…é melhor não ver certas coisas”. Começando pelo próprio filme.

CRUZADA
(KINGDOM OF HEAVEN)

quinta-feira, 12 de maio de 2005





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Direção: Ridley Scott.
Roteiro: William Monahan.
Elenco: Orlando Bloom, Liam Neeson, Eva Green, Nathalie Cox, Marton Csokas, Alexander Siddig, Brendan Gleeson, Jeremy Irons.

Realmente não tem jeito, depois da maravilha que Peter Jackson fez em sua trilogia, é impossível não comparar todos esses outros épicos com batalhas com as dos filmes da terra média. E até agora, todos os que vieram depois saíram perdendo, e muito feio. Tudo bem que Cruzada não se fundamenta apenas nas batalhas, já que no filme temos exatamente a tentativa de eliminá-las por parte do doente Rei Baldwin (que na realidade morreu um ano antes do início da história contada no filme) e as pessoas que se mantêm fiéis a ele. Também essa é a intenção de Saladino, o rei mulçumano, que também tem em seu grandioso exército (de forma bem menos importante, pelo menos para o filme) pessoas que desejam a guerra contra os cristãos. Do lado da cristandade, temos um grupo extremista, liderado por Cavaleiros templários (esse na minha opinião, é um dos maiores absurdos do filme, já que ele diminui a importância dos Templários, colocando-os como fanáticos incandescidos), que não aceitam outra coisa, a não ser matar os sarracenos e tomar definitivamente tão cobiçada terra santa para a cristandade. Jerusalém nesse momento, encontra-se sobre controle de cristãos que toleram uma certa sincronia religiosa, dessa forma evitando confrontos diretos que poderiam até destruir a própria cidade.
Se apenas fosse contada essa história, se aproximando mais do que realmente aconteceu, talvez Ridley Scott tivesse feito um filme muito melhor. Mas não, a exemplo de seu outro épico (Gladiador), ele decide mostrar a vida do ferreiro Balian, que acaba de perder a mulher, mas em compensação recebe a visita do seu pai Godfrey de Ibelin (que nem existiu) desconhecido até o momento, que além de desejar se retratar perante ele, chama-o para se tornar cavaleiro em Jerusalém, e apoiar o sábio Rei Baldwin.
Talvez o maior erro do diretor tenha sido na escolha do seu protagonista, o que sentimos muito mais pelo maravilhoso elenco de coadjuvantes utilizados no filme (Jeremy Irons, Eva Green, Edward Norton – que na minha opinião, deveria ter sido Balian). Orlando Bloom está longe de conseguir segurar as pontas de um papel dramático, o que torna Balian um personagem falso e irritante, mais um manequim de butique do que um homem cheio de dúvidas e arrependimentos. Até Keanu Reeves faria melhor.
Um filme que apesar de ser divertido, de possuir uma fotografia belíssima, e como falei antes, com grandes atores codjuvantes (matei quem era o Rei só pela voz, antes de saber o ator que o interpreta e que não é creditado no filme), na minha opinião conta novamente com um roteiro fraquíssimo, com várias alterações históricas desnecessárias. E se não utiliza o maniqueísmo estereotipado dos mulçumanos do mal (para felicidade de todos), escolhe a Ordem dos Cavaleiros Templários para Cristo (Não resisti) e os mostra como fanáticos extremistas, que preferiam a morte a respeitar a religião dos outros. Um filme com personagens bem definidos e sem nenhuma surpresa. Além do final claramente se tornar uma mensagem para os tempos de intolerância religiosa em que vivemos…
Não deixem de prestar atenção nos diálogos com o Rei, com certeza os mais interessantes do filme e juntamente com as batalhas e a espetacular fotografia do filme, tornam-o pelo menos fácil e agradável de assistir. Não é ainda o épico que eu queria, mas é bem melhor que seus antecessores, Tróia, o Rei Arthur e Alexandre, que dispensam comentários.

SUBMERSOS
(BELOW)

terça-feira, 10 de maio de 2005




Direção: David Twohy.
Roteiro: David Twohy, Darren Aronofsky e Lucas Sussman.
Elenco: Holt McCallany, Bruce Greenwood, Matthew Davies, Jonathan Hartman, Dexter Fletcher e olivia Williams.

Esse deve ter sido melhor suspense com fantasmas que assisti desde Os Outros. Submersos é uma pequena pepita de ouro que com certeza merece ser garimpada por quem gosta de filmes do estilo. Quer um grande motivo para isso? O roteiro e a produção são do gênio Darren Aronofsky (PI e Requiem para o Sonho), que só não dirigiu esse filme por já estar trabalhando em Requiem.
Em Submersos, durante a Segunda Grande Guerra, um submarino é obrigado a resgatar alguns sobrevivente de um navio naufragado. Subsequente ao resgate (três sobreviventes entre eles uma mulher), iniciam-se uma série de situações completamente estranhas, além da perseguição do submarino por um navio de guerra inimigo. E são exatamente essas situações que leva a tripulação da embarcação, já abalada pelo confinamento, acreditarem que de alguma forma foram amaldiçoados pela presença da enfermeira Claire Paige (Olivia Williams) entre eles, já que segundo a supertição, mulher em um barco da azar.
Mas fica claro que o problema maior com certeza não é o azar, e sim a aparição de um visitante indesejado (Fantasma? Falta de oxigênio? O confinamento? O Medo? Estariam todos mortos?), que aos poucos vai destruindo o controle dos oficiais do submarino e dos demais marinheiros. Qual o motivo de tudo isso? Você só vai saber quando assistir, pois não serei eu que estragarei essa grata surpresa.
Fãs do estilo e de um bom suspense, corram para a locadora e peguem esse filme, que apesar de ser uma obra um pouco menor, nos mostra o quão bom roteirista é Darren Aronofsky.

O JUSTICEIRO
(THE PUNISHER)

domingo, 8 de maio de 2005








Direção: Jonathan Hensleigh.
Roteiro: Michael France e Jonathan Hensleigh.
Elenco: Thomas Jane, John Travolta, A. Russell Andrews, James Carpinello, Mark Collie, Russ Comegys, Ben Foster, Laura Harring, Rebecca Romijn-Stamos.

Sinceramente não sei como esse filme não foi exibido nos cinemas aqui no Brasil. Essa nova versão (a primeira ocorreu ainda na década de 80 tendo o grandalhão Dolph Ludgren como Frank Castle e recentemente lançado nas bancas no formato VCD) de um dos personagens mais insanos e violentos do Universo Marvel, com certeza merecia um pouco mais de consideração. Não digo isso apenas por ter gostado, e sim por uma questão de lógica. Mulher Gato (que é uma BOSTA!!!) passou em diversos cinemas e mais recentemente Elektra (apenas bonzinho) fez a mesma coisa.
Tudo bem que o Thomas Jane não é de forma alguma a melhor opção para interpretar Frank Castle, e que Travolta as vezes exagera bastante na construção do seu vilão e teria feito bem melhor se seguisse o que fez em Pulp Fiction e principalmente em A Outra Face, mas isso de forma alguma estraga o filme.
No filme, Castle decide se vingar dos responsáveis pelo assassinato de toda a sua família (e não só da sua mulher e filhas como nos quadrinhos), o que por si só já exigia um filme muito mais violento e insano (apesar dessa cena do massacre de sua familia, que não existe nos quadrinhos, ter sido realmente animal), além de mais algumas bem ao estilo do personagem, como a luta destruidora com o mercenário grandão em seu Ap e a cena da tortura com o picolé que são também impagáveis. Mas foi exatamente à ausência de mais cenas como essas, os maiores pontos fracos do filme. O Justiceiro não é nem de perto o insano dos quadrinhos.
O filme não foi muito lá muito bem nos cinemas, mas exatamente como a adaptação do Gigante Esmeralda, teve um grande sucesso no mercado de DVDs, o que provavelmente e felizmente garante uma seqüência e dá a possibilidade de um tratamento ainda melhor ao personagem. Vamos torcer para que isso realmente aconteça e que na sua próxima empreitada Frank Castle volte realmente e literalmente MATADOR!!!

O MISTÉRIO DA LIBÉLULA
(DRAGONFLY)

quinta-feira, 5 de maio de 2005





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Direção: Tom Shadyac.
Roteiro: David Seltzer, Brandon Camp e Mike Thompson.
Elenco: Kevin Costner, Joe Morton, Ron Rifkin, Linda Hunt, Susana Thompson.

O que há de pior nos filmes estrelados por Kevin Costner? Com certeza é ele próprio e a sua canastrice aparentemente ilimitada. O Mistério da Libélula talvez seja o seu pior filme (logicamente com exceção do Mensageiro, sua “obra prima”). Em Dragonfly, Costner é o Dr. Joe Darrow, nesse filme o ator e interpreta mais uma vez um viúvo inconformado com a morte da esposa (Alguém lembrou do filme Uma Carta de Amor?) e que por não aceitar a trágico acidente que mudou sua vida, se enfia cada vez mais em seu trabalho no hospital, preocupando assim seus amigos, seus familiares e seu superior (Ohhhhhhhhhh!!!).
Mas um mistério começa a surgir e tirar a sanidade do nosso bom doutor. Uma série de sinais envolvendo os animais preferidos de sua esposa, libélulas, começa a atormentá-lo sistematicamente. Culminando com a experiência de duas crianças do setor de Oncologia do hospital, setor onde sua falecida esposa trabalhava antes de partir para Venezuela e abotoar o paletó de madeira. Essas crianças que passaram por momentos críticos de quase morte, em vez de ver a luz no fim do túnel viram a mulher do doutor e as libélulas dela pedindo para que eles transmitissem um recado ao seu marido.
Pulando toda a chatice da história, sustos bobos (só para ter uma idéia, a cena mais assustadora do filme é com uma arara gritanto “querido, cheguei”, “querido, cheguei”), melodrama barato, personagens caricatos e o Kevin Costner incrivelmente pior do que de costume, chegamos a um final apoteótico em uma tribo indígena da Venezuela onde finalmente o doutor Darrow descobre o porque de todas as tentativas de contato de sua esposa para com ele, e que “o seu corpo morreu, mas não seu espírito”. Bahhhhhhhhhhhhhhh!!!!