Arquivo de junho de 2005

SR. E SRA. SMITH
(MR. AND MRS. SMITH)

terça-feira, 14 de junho de 2005



Direção: Doug Liman.
Roteiro: Simon Kinberg.
Elenco: Brad Pitt, Angelina Jolie, Elijah Alexander, Theresa Barrera, Vince Vaughn, Kerry Washington, Angela Bassett.

Impressionante a evolução que Brad Pitt teve após trabalhar com o Diretor David Fincher. Passando de ator canastrão que tinha como uma das únicas virtudes a beleza e a promessa de futuramente se tornar um bom ator, Pitt se transforma definitivamente em astro, com plenas capacidades de segurar qualquer tipo de filme sozinho. Além de se redimir definitivamente da bomba que foi Tróia.
Então, Doug Liman e Cia. nos presenteiam mais uma vez com um bom filme de ação, com altas pintadas do mais requintado humor negro, misturados com uma deliciosa comédia romântica. Um filme que agradará tanto o lado masculino, com suas excelentes e caprichadas cenas de ação (ponto para Liman), como ao lado feminino pelo lado mais engraçado e romântico do filme (pontos para a química entre Pitt e Jolie).
Os Smith’s são um casal com cinco ou seis anos de casamento, que passam por uma corriqueira crise matrimonial. Suas vidas estão embaladas pelo terrível tédio que persiste em se enfiar nos relacionamentos. A perfeição da vida de ambos, bem sucedidos em suas respectivas carreiras, vivendo o perfeito “American way of Life” sofre com o desgaste da falta de contato e excesso de frieza entre John e Jane. Essa frieza é colocada de lado, após ambos descobrirem que são assassinos profissionais de agências diferentes e que um precisa dar fim a vida do outro, pois caso não aconteça, coisas muito piores podem vir a ocorrer. Então, enquanto a visão da vida capitalista perfeita os afastava, o caos da busca pela sobrevivência e a lavação de roupas sujas devido a vida de mentiras acaba unindo-os novamente. A cena em que John pergunta a Jane quantas pessoas ele já matou e descobre que ela é muito mais perigosa que ele, é uma alusão aquela velha pergunta masculina de quantos homens sua mulher teve antes dele. E a sua raiva depois da resposta é absurdamente real e hilária.
Muitos criticarão a atuação de Angelina, que realmente é fraquíssima, já que durante todo o filme, ela teima em pousar de mulher fatal e sensual, evitando o envolvimento do telespectador (principalmente feminino) com sua personagem. Outro ponto que deve ser bastante criticado é a ausência de perigo sofrido pelos personagens, que mesmo tendo vários super assassinos atrás deles, nunca passam por situações realmente perigosas. Afinal de contas, isso também é um filme de ação, não é? Estamos aqui pra torcer por eles e não contra eles.
Além das ótimas tiradas, o filme possui cenas de ação vertiginosas, como o confronto de John e Jane em casa, a invasão dele a empresa dela e a excelente perseguição de carros (estava enganado quando pensei que não veria mais graça nesse tipo de cena após ver Matrix Reloaded), que para mim é a melhor cena do filme e aparentemente uma especialidade do diretor Doug Liman (Quem não lembra da perseguição da Identidade Bourne?). Um filme que vale a pena ser visto, mesmo que tenha no roteiro o nome de Simon Kinberg (que tem em seu currículo podreiras como Panteras Detonando e XXX2), que até que enfim deu uma dentro. Diversão garantida para quem gosta de dar boas risadas e aumentar os níveis de adrenalina em um bom filme pipoca.

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS
(THE HITCHIKER’S GUIDE TO THE GALAXY)

sábado, 11 de junho de 2005






Direção: Garth Jennings.
Roteiro: Douglas Adams e Karey Kirkpatrick.
Elenco: Martin Freeman, Sam Rockwell, Anna Chancellor, Warwick Davis, Mos Def, John Malkovich, Zooey Deschanel.

Arthur Dent é um cara mais do que comum, com um emprego comum e comumente preocupado unicamente com seu próprio umbigo. Mas que de uma hora para outra tem sua vida completamente transformada. Bem, isso pode acontecer com qualquer pessoa, você pode imaginar. E seria verdade, se essa transformação não envolvesse a destruição do seu planeta para dar lugar a uma via intergaláctica expressa e que você, graças a seu melhor amigo, que até o momento você nem suspeitava ser um alienígena, se tornasse um viajante do espaço, fugitivo dos piores e mais burocratas alienígenas do universo, acusados de seqüestro e em busca da pergunta, ou algo parecido, mais importante do universo.
Achou confuso? Eu também achei. E isso acontece por não termos o mais recente guia do mochileiro das galáxias, fundamental para os viajantes caroneiros interplanetários, principalmente os de primeira viagem, como nós.
Essa é, de forma absurdamente simplificada, a história de um dos filmes mais bacanas do ano. Adaptado do primeiro livro de uma série (4 livros), escritos pelo genial Douglas Adams, que misturou em suas obras o mais refinado humor inglês, repleto de piadas sutis e inteligentes (como o do fantástico Monthy Phyton), com a fascinante teoria de que não estamos sós no Universo. Some-se isso a uma feroz crítica ao ser humano moderno, extremamente individualista e burocrata. Na realidade, sou um grande apreciador desse tipo de humor, que além desses exemplos citados, tem no escritor Terry Pratchett (Discworld), seus maiores e mais famosos expoentes.
A história ainda possui personagens fantásticos, como o Robô ajudante Marvin, que na realidade, devido ao seu eterno mau humor e suas tiradas depressivas, não ajuda ninguém, mas é o responsável por boa parte das cenas mais engraçadas do filme.
Uma excelente estréia para o diretor Garth Jennings, que pegou um projeto que vinha rolando desde a década de 80 e que já envolveu desde uma possível direção do Spike Jonze, até as presenças de Jim Carrey e Bill Murray como atores do filme. Além do diretor, a presença do ótimo elenco, encabeçado por grandes nomes como John Malkovich, Sam Rockwell e o para mim, até então desconhecido, Martin Freeman. Todos foram fundamentais para o sucesso da empreitada.
A cena da baleia existencialista, se situando no mundo enquanto ser pensante, despencando de uma altura gigantesca é sem dúvida uma das mais espetaculares e inteligentes do ano.
Vocês podem até não gostar, mas eu gostei tanto que já estou com o dinheiro separado para comprar os livros que já foram publicados no Brasil ( O “Guia do Mochileiro” e o “Restaurante no Fim do Universo”). E dá-lhe Douglas Adams!!!!

O FILHO DE CHUCKY
(SEED OF CHUCKY)

quinta-feira, 9 de junho de 2005





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Direção: Don Mancini.
Roteiro: Don Mancini.
Elenco: Jennifer Tilly, Brad Dourif, Billy Boyd, Hannah Spearritt, John Waters,
Keith-Lee Castle.

Eita filme R U I M!!!!

Passa longe de ser um terror ou suspense e mais longe ainda de uma comédia. Mas se você quer ficar constrangido, aí sim, pode assistir. E só para isso O Filho de Chucky serve, pois os personagens viraram nada mais do que meras caricaturas do que já foram um dia. Quem ainda tem medo de Chucky? Me lembro muito bem que na época do lançamento do primeiro filme, ainda na década de 80, ele tirou o sono de muitas crianças. Mas hoje, nem graça ele faz mais. E o que falar do personagem que dá título ao filme, o Filho dele? Caramba, ridículo demais!!! Ridículo, patético e absurdo, ainda mais com a voz do Billy Boyd.
O filme é a história da busca de Shitface (posteriormente Glen/Glenda), um boneco feio e triste, escravizado por um titereiro, pelos seus pais ddesconhecidos, Chucky e Tiffany. Após encontrá-los em um estúdio que filmava justamente a história dos dois, que juntamente com seus crimes, tornaram-se lendas urbanas (alguém falou em plágio, digo, pânico?), o Zé bunitim utiliza o seu colar de magia (sabe-se lá como ele conseguiu) e revivi o casal (sabe-se lá como ele sabia fazer isso). Depois disso, temos novamente uma série de ridículos assassinatos (Hoje em dia eu me questiono como um bonequinho daquele pode vencer todas as lutas e conseguir matar a todos, inclusive através do estrangulamento. Hehehehe) e uma série de discussões familiares, já que o filho não deseja seguir o caminho homicida do pai e tem o apoio da mãe, o que causa um grande desgosto ao velho Chucky.
As únicas cenas engraçadas do filme são proporcionadas pela atriz Jennifer Tilly, inconformada com os quilinhos a mais e o esquecimento, além, claro, da cena em que Chucky e Glen matam Britney Spears (interpretada por uma sósia). Se Don Mancini pensa que mostrar Chucky se masturbando é engraçado, pode ter certeza que um sério distúrbio mental ele teve. Sem falar nos bonecos em si, que dessa vez misturaram com efeitos em CGI. São tão mau feitos que até o pessoal do Circo Tupiniquim daqui de Fortaleza (Garras da Patrulha) fazem melhor, sem falar que o Zunim Zoião é muito mais assustador que qualquer um dos bonecos do filme.
O Filho de Chucky já é o quinto filme da série. Será que não vêem que ele já foi longe demais? Ninguém agüenta mais essa história de conseguir um corpo para fazer um ritual e deixar de ser brinquedo, e quando tudo parece favorável para o vilão, algo da errado e tome-lhe pano pra manga para mais um filme.

E tome-lhe mais continuações… kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

BRIDGET JONES NO LIMITE DA RAZÃO
(BRIDGET JONES: THE EDGE OF REASON)

segunda-feira, 6 de junho de 2005





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Direção: Beeban Kidron.
Roteiro: Andrew Davies, Richard Curtis, Helen Fielding e Adam Books.
Elenco: Renée Zellweger, Hugh Grant, Colin Firth, Gemma Jones, Jim Broadbent, Jacinda Barrett.

Temos que admitir que é de se desconfiar, quando Hollywood, ou qualquer industria cinematográfica que seja realiza algum tipo de continuação dos seus filmes. Duplique essa desconfiança se o projeto em si (focalizando em O Diário de Bridget Jones), é uma seqüência de um sucesso de bilheteria. Apesar da primeira parte ser um ótimo filme, vocês até devem concordar comigo, era óbvio que ele não mereceria , ou melhor, não necessitaria de uma continuação. A não ser, que essa continuação existisse para repetir tudo o que aconteceu no primeiro filme (exatamente o que ocorreu), portanto, direcionada apenas para as mulheres que conseguiram ficar fãs da personagem de Renée Zellweger.
Quando falo “conseguiram ficar fãs”, não estou tentando levantar nenhuma polêmica. Digo isso, porque vejo a personagem de Renée, como uma cópia feminina de 99% dos personagens interpretados pelo Ben Stiller (Entrando Numa Fria, Quem Vai Ficar com Mary?). E quantos fãs do Gay Focker você conhece? Podem até existir, afinal de contas, existem fãs até do Ben Afleck. Mas deixemos isso de lado e vamos ao filme.
Algumas semanas se passaram desde que a atrapalhada e azarada (Putz, poderiam até colocar o Stiller de peruca loura aqui) Bridget Jones finalmente estabilizou sua vida amorosa ao lado do “perfeito” Mark Darcy (Firth), que disputou seu amor com Daniel Cleaver (Grant) no primeiro filme.
Só pelo começo já da para imaginar a série de clichês que viriam para que o filme tivesse mais do que 5 minutos. Então vamos lá.
Bridget e Mark acabam o namoro por causa da enorme insegurança dela e principalmente após ela conhecer Rebeca (Barret), linda secretária de Mark; Daniel Cleaver, seu ex-chefe retorna e volta a assediá-la; Mark e Daniel brigam mais uma vez (enquanto a briga dos dois no primeiro filme foi sensacional, pela comicidade do seu realismo, essa, apesar da tentativa, foi fraquíssima, sem nenhuma graça) e por fim, tem aquela cena final, onde todas as diferenças devem ser deixadas de lado e todos os deslizes e erros do passado devem ser perdoados em nome do amor (concordo que não poderia ser diferente, mas será então que era necessário fazer o filme? Meu voto é que não).
Fora isso, o filme tenta fazer rir, colocando Bridget nas mais estranhas e ridículas situações, como pular de pára-quedas e cair dentro de um chiqueiro de porcos, ser presa na Tailândia por contrabando de cocaína e em nenhum momento se desesperar, e por aí vai.
Mesmo assim, a química entre os personagens, e suas atuações continuam excelentes. Hugh Grant interpreta Hugh Grant como ninguém. E vejam nos extras do DVD a entrevista do ator Colin Firth por Bridget Jones. Essa é uma cena que existe no livro (ótima, diga-se de passagem), mas que decidiram tirar por não ter como encaixá-la no filme.

NTSA NEWS

sexta-feira, 3 de junho de 2005

O que vem de ruim por aí…



“Kd minha havaiana de pau?????”

É, ao que tudo indica Rambo IV será realmente filmado. As filmagens deverão iniciar no começo do próximo ano e segundo o produtor do filme, se der bilheteria, um quinto filme também será feito. Na quarta parte da saga de John Rambo, ele morará no interior do EUA com sua esposa e filho (imaginem aí as brigas familiares) e se vê confrontado por alguns extremistas. Aí tome cacete, bala, flecha, faca neles. Mas nada é certeza em relação a esse roteiro, já que de vez em quando surgem novos rumores de alteração nele.



“Quer ajuda Indyyyyy???”

Até que enfim parece que o roteiro do Indiana Jones IV foi aprovado pelo George Lucas. Agora é só torcer para que a influência na sua aceitação esteja mais ligada ao Episódio III do Star Wars do que com a de seus antecessores. Queremos um filme no estilo dos anteriores, nada de surpresas desagradáveis. E nada de personagens como esse aí em cima.


* * * * *


Está iniciando no Brasil, a produção do filme “Turistas”, a história se passará na Amazônia e contará a desventura de alguns universitários que a passeio em nossa rica selva, acabam se deparando com grupos de guerrilheiros selvagens. John Stockwell será o diretor desse projeto, que desde já, tem tudo para figurar aqui no Nem Todos São Arte, no especial de piores do ano. “Anaconda” misturado com “Prova de Vida”, com certeza não existe quem agüente.



Aliens X Predador realmente terá uma continuação e infelizmente a direção e o roteiro continuam nas mãos do descerebrado Paul W. S. Anderson. Segundo um produtor da Fox Filme, o filme deverá ser ambientado na atualidade no meio da civilização e não no espaço ou em lugares remotos como ocorreu no primeiro filme. Isso não é tão importante, já que sabemos que o filme será ruim.



Costner em O Mensageiro

Criei uma teoria a respeito do ator Kevin Costner. Através do estudo empírico de sua carreira, cheguei a conclusão que desde Waterworld que Costner faz um filme bom a cada 5 (que pode ser de 5 a 10) filmes ruins ou péssimos. Então, como esse ano tivemos o ótimo “A Outra Face da Raiva”, o ator já pensa em estrelar mais uma bomba em potencial. Costner pensa em participar da refilmagem do musical Um dia em Nova York, estrelado em 1949 por Frank Sinatra e Gene Kelly. Agora imaginem só, Kevin Costner cantando. Hehehehe Esse eu até pago pra ver, mas em DVD, também não vamos exagerar.



“I’m Not Dog No…”

Não entendo a polêmica em torno do novo uniforme do Superman, já que independente do trato que fosse dado, com certeza ele não deixaria de ser feio. Azul, vermelho e amarelo ficam bem no Falcão e não em um personagem de cinema, mesmo sendo ele oriundo dos quadrinhos. Palmas ao Singer pela coragem que teve em mudar os uniformes dos X-men e ao Sam Raimi, que teve a grande sorte do uniforme do seu aracnídeo ter funcionado.



Entrando pelo cano

Também não entendo como a New Line está disponibilizando tanta grana para realizar mais uma continuação para A Hora do Rush. Só para vocês terem uma pequena idéia dessa enorme vontade, a produtora ofereceu nada mais nada menos que 40 milhões de doletas ao Chris Tucker por apenas dois filmes (um deles essa continuação). Até agora não entendo como ele pode ganhar tanto por um filme, já que até hoje ele não fez quase nada além das duas primeiras partes com o Jackie Chan (lembro que ele faz uma ponta em Jackie Brown do tarantino, além de uma comédia com o Charlie Cheen, que eu nem lembro o nome agora).



Autobots Vs Decepticons… : (

Estava super empolgado com a adaptação dos Transformes, que será produzida pelo Steven Spilberg. Mas a tristeza começou logo com o anúncio do diretor do longa: Michael Bay. E para meu total e completo desespero, ele recentemente afirmou que esse seria um filme para toda a família. Mais ou menos a história de um garoto que compra o seu tão sonhado carro e descobre que ele é um transformer. To até imginando o adolescente que é uma piada na escola, que depois de encontrar um transformer vira fodão e ganha a gata da escola que sempre o esnobou… PUTA QUE O PARIU!!!



Nunca gostei desse desenho


Se a adaptação dos Flinstones e do Scooby Doo já geraram terríveis filmes, imaginem então no que dará uma adaptação para um dos piores desenhos da Hanna Barbera, os JETSONS (Valeu pela correção, ED). Esse eu não quero nem ver o cartaz.



Ô peruca feia dos infernos

Uma das grandes expectativas para o próximo ano é com certeza a adaptação do personagem Motoqueiro Fantasma da Marvel para os cinemas. Estrelado por Nic Cage, que além de grande ator é fã confesso de quadrinhos, o filme tem tudo para arrebentar!!! Agora, é impossível não bolar de rir com as imagens que mostram o ator cabeludo. Hehehehe