ALONE IN THE DARK“O DESPERTAR DO MAL”

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Direção: Uwe Boll.
Roteiro: Élan Mastai, Michael Roesh, Peter Scheerer.
Elenco: Christian Slater, Tara Reid, Stephen Dorff, Will Sanderson, Frank C. Turner, Mattew Walker, Françoise Yip.
CONTÉM SPOILLERS,
MAS LEIA PARA EVITAR ALGO PIOR!!!
Mais uma adaptação de um game chega aos cinemas (no caso do Brasil, felizmente, direto às vídeo locadoras). Depois de um bom começo com o primeiro Resident Evil, fomos de certa forma, meio que bombardeados por outras adaptaçõesn de games, na maioria muito mal feitas e com histórias muito bobas, caso da própria continuação do Residente Evil (Nemesis), como também da aparente bomba, House of Dead (acho que é esse o filme). Por vir, ainda teremos mais uma continuação do Resident Evil, Silent Hill e Doom (esses dois últimos não deixam de ser uma esperança, pelos nomes envolvidos e pelos jogos, que são muito bacanas), entre outras mais desconhecidas por mim, que confesso não ser um grande conhecedor de Games.
Mas vamos ao Alone in the Dark.
Essa é com certeza uma das maiores bombas do ano até o momento. Fico até assustado em admitir a possibilidade de ver esse ano, filmes ainda piores, apesar de ter a certeza de que isso ocorrerá. Várias coisas são responsáveis por isso, em um projeto onde não existe um só culpado, pois todos devem ser responsabilizados.
A história do filme é a seguinte: Cientista realiza experiências com crianças órfãs, envolvendo mutações com estranhas criaturas, algo da errado as crianças são massacradas, com exceção de uma. Anos depois, acompanhamos claramente osobrevivente desses órfãos (que apesar da tentativa do diretor em tranformar isso em uma surpresa, ele passa muito, mas muito longe mesmo, de conseguir), que agora é detetive sobrenatural e arqueólogo e está prestes a descobrir algo muito importante sobre uma milenar e extinta civilização. Carnby (o tal detetive), também foi membro de uma agência do governo, chamada de Agência 713 (investigações paranormais). Então, paralelamente, Carnby e o cientista louco realizam a mesma busca, mas por motivos diferentes, aos artefatos dessa tal civilização. Pronto, agora é só somar a essa besterada as criaturas das sombras (diga-se de passagem, nem malfeitas) que foram presas há milhares de anos pela civilização antiga e libertadas pelo cientista doidão para acabar com seus inimigos e dar início a um sem sentido mundo de trevas, onde até o cientista se lascaria. Se você ainda não foi convencido de que o filme é uma porcaria, continue.

Como forma de ilustrar a resenha e só para vocês sentirem o drama da coisa, relato aqui alguns dos clichês vistos no filme:
· Cientista “do mal”, que fica louco depois de ter seus planos inicialmente frustrados;
· Agente substituto e antigo amigo do mocinho, que briga com ele o filme inteiro, para no final, antes de se sacrificar, redescobrir o “verdadeiro valor da amizade”;
· Cena de sexo sem nenhuma necessidade e de uma sensualidade digna de um discurso do Papa Bento XVI;
Se você ainda não saiu do Blog, ou ainda não vomitou, espere que tem mais….
· Sustos e Mortes desnecessárias, Mortes desnecessárias e sustos, mais tentativas de sustos, sustos e sustos. O problema? Não assustam…;
· Essa é de lascar: No final do filme, vários soldados e os três mocinhos tem que ir até uma mina que tb é um laboratório secreto, chegando lá eles tem que atravessar três pisos, onde os figurantes vão morrendo aos poucos, ou aos muitos. Ganha um dãããããããã quem acertar quem chega até o último nível;
· Mas essa é ainda pior: Um dos três se sacrifica (no começo do filme, assim que o personagem aparece, vc já sabe que ele cedo ou tarde comerá capim pela raiz e mais, tudo com uma grande explosão e com um final descaradamente copiado do primeiro filme, onde a cidade se encontra devastada pelas forças do “malauauauauaua” que foram liberadas…
Encerro aqui com uma das frases mais interessantes do filme: “Se você não morreu até aqui, você já está morto”. E eu digo, só se for de rir, ou de raiva.
PS: O amigo HENRIQUE MIURA, acertou em cheio a resenha do filme que seria publicada e ganhou uma minicoleção de cartazes de filmes, com o selo de qualidade do NEM TODOS SÃO ARTE.