ESPECIAL: SESSÃO HUMOR NEGRO
TODO MUNDO QUASE MORTO
(SHAUN OF THE DEAD)
TODO MUNDO QUASE MORTO
(SHAUN OF THE DEAD)
Direção: Edgar Wright.
Roteiro: Simon Pegg, Edgar Wright.
Elenco: Simon Pegg, Kate Ashfield, Nick Frost, Dylan Moran, Lucy Davis, Penelope Wilton, Bill Nighy, Peter Serafinowicz, Jessica Stevenson, Mark Donovan.
Um dos melhores filmes de Humor Negro que vi até hoje e um dos filmes mais legais que vi esse ano. Todo Mundo Quase Morto (tradução ridícula para Shaun of the Dead), é uma sátira aos excelentes filmes de Zumbi do George Romero.
Shaun é um solitário e fracassado ser humano que acaba de perder a namorada por não conseguir se livrar de seu inconveniente e folgado melhor amigo, Ed. Além disso, Shaun não é levado a sério por ninguém, desde os companheiros de trabalho, até seus próprios pais (mãe e padrasto) e namorada. Então, em um desses dias que tudo de ruim acontece, onde só falta um vírus atacar a população e transformar a todos em mortos vivos comedores de carne humana, incrivelmente, de uma hora para outra, o que era ruim fica ainda pior, e um vírus começa a transformar os londrinos em zumbis comedores de carne humana e Shaun, acaba liderando um grupo de sobreviventes (onde a maioria NÃO confia nele), em busca de um abrigo seguro.
Esse filme deveria ter sido lançado juntamente com Madrugada dos Mortos, mas devido à semelhança com o mesmo, acabou ficando na geladeira por algum tempo. Uma das justificativas também, seria a que esse filme seria uma sátira direta ao filme do Zack Snyder, o que é um engano, já que as piadas aqui são todas relacionadas diretamente em torno da mitologia criada pelo Mestre George Romero. As piadas são feitas em cima dos muitos clichês existentes em filmes do gênero, como a movimentação lenta dos zumbis, o pequeno grupo que vai sendo aos poucos dizimado pelos mortos vivos e em que cada indivíduo possue uma função comum (o gente boa que se torna líder do grupo e seu par romântico, o idiota, o arrogante que odeia o líder, a vadia e os completamente descartáveis) e como aos poucos o desespero do confinamento vai destruindo-os um a um.
Mais um exemplar do refinado e excelente humor inglês, dessa vez com pitadas de terror e aventura.
O filme se tornou um cult desde que foi lançado, com excelente bilheteria mundo a fora, escolhido como um dos melhores filmes do ano na Inglaterra, e até virou revista em quadrinhos nos Estados Unidos.
Um filme para se ver e rever, rir e rir. Indispensável para os fãs do estilo.
PS: O pontapé inicial para uma tentativa de criação de uma homenagem ao mestre George Romero.