A ILHA
(THE ISLAND)
(THE ISLAND)
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Direção: Michael Bay.
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e Caspian Tredwell-Owen.
Elenco: Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Djimon Hounson, Sean Bean, Steve Buscemi, Michael Clarke Duncan.
Armageddon e Pearl Harbor. O que tem de ruim nesses filmes além da presença do Ben Afleck como protagonista e salvador do mundo ou da pátria? O diretor Michael Bay, claro!!! Bay, é na realidade, o grande responsável por alguns dos filmes mais promissores (antes de vistos) e decepcionantes (depois de vistos) dos últimos anos (tudo bem que mesmo assim, ainda tem gente que gosta). Filmes catástrofes com efeitos visuais primorosos, cenas de ação vertiginosas e histórias completamente imbecis e incoerentes, tudo isso misturado por um liquidificador, provavelmente manuseado por algum bêbado. Acho que essa é a melhor definição para os filmes de Bay.
Mesmo com todo esse pensamento, resolvi apostar (e arriscar, principalmente) e ir ao cinema ver o seu novo filme, “A Ilha”. Confesso que o que mais pesou foi a substituição do Sr. Afleck (preferido do Sr. Bay) por um dos meus atores preferidos, Ewan MacGregor. Além disso, A Ilha foi um filme pouco explorado pela mídia e com um tema muito interessante, a clonagem de seres humanos. Não que eu achasse que esse fosse um filme sério, que traria grandes reflexões como outros filmes futuristas trouxeram, no caso, “Gattaca”, “Blade Runner”, “Minority Report”, entre outros. Então, a falta de badalação, e a própria presença do MacGregor, me fizeram crer que esse não seria apenas mais um filme do Michael Bay, ou seja, 100% de ação descerebrada e nada mais. Mas meu Deus, não tem jeito, ainda é um filme do famigerado!!!
Lincoln Six Echo (MacGregor) e Jordan Two Delta (Johanson), são duas, das milhares de pessoas que moram em um futurista prédio, nos anos 20 do século XXI, onde os últimos remanescentes da terra, que se tornara inabitável, esperam através de uma espécie de sorteio, ir até a paradisíaca “ilha” (único local descontaminado da terra e o ponto de partida para o repovoamento da mesma) que dá nome ao filme. Todo o complexo é coordenado de forma aparentemente patriarcal, por Merrick (Bean, novamente fazendo um personagem “do mal”). Mas tudo começa a mudar, quando Lincoln Six Echo, do nada, passa a estranhar o mundo a sua volta e começar a buscar respostas a seus questionamentos. E é quando Jordan Two Delta é sorteada, que Lincoln descobre vários dos nefastos segredos por trás da empresa (mexa com a cabeça de um homem, mas nunca com o seu pênis), inclusive o de que a Ilha não existe e que na realidade todos eles são apenas clones que em determinados momentos são retirados do prédio (o sorteio para ilha), para servir aos nefastos motivos de suas criações. Chocante, não? Poderia ser, se o filme fosse dirigido por outro diretor, ou se acabasse no exato momento dessa revelação, com a trilha sonora do programa “Além da Imaginação”, ou do “Arquivo X”. Mas não acaba, claro.
Sobre os atores e suas atuações não há muito o que se falar, já que o único que parece confortável no papel é Steve Buscemi, o que não é nenhuma surpresa, já que ele interpreta Steve Buscemi. Mesmo assim, nada que fique muito gravado na memória até o final do filme, já que o ápice de seu personagem se encontra em duas ou três frases de efeito (até bem legais).
Então, somos enganados até quase a metade do filme, pensando que teremos um novo “Gattaca em mãos” (cheguei até a esquecer várias cenas do trailler que me diziam o contrário), mas chegando nela (na realidade, um pouco antes da metade), a casa desmorona e Bay volta a ser Bay. Iniciam as explosões, a correria alucinante e as perseguições absurdas, que esvaziam completamente qualquer tipo de discussão interessante e inteligente que o filme poderia nos trazer, em detrimento das inúmeras cenas vertiginosas, dignas do mais simples e esquecível (mas divertido) filme pipoca.
É fraco, mas se você for um apreciador de filmes como o da descrição das últimas 15 palavras do parágrafo anterior, pode ir, que com certeza você vai se divertir. Além disso, é muito melhor que Pearl Harbor e Armageddon juntos, o que já é um alívio.
PS: Estou em dúvida sobre qual a próxima resenha que devo colocar, então vou deixar isso na mão de vocês, que devem responder até no máximo sexta-feira. As opções são: Terra dos Mortos, Casshern, O Casamento de Romeu e Julieta e Visões (Imagining Argentina). Se não quiserem opinar, não tem problema, democracia aqui nunca foi o meu forte mesmo. Hehehehe