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Cinéfilos


13/8/2005

O CASTELO ANIMADO
(HAURU NO UGOKU SHIRO)






Direção: Hayao Miyazaki.

Roteiro: Hayao Miyazaki, baseado em livro de Diana Wynne Jones.

Elenco (Vozes – versão E.U.A.): Lauren Bacall (Bruxa), Christian Bale (Mago Howl), Billy Crystal (Calcifer), Emily Mortimer (Sofia), Jean Simmons (Sofia - velha).

O mais impressionante acerca do trabalho de Hayao Miyazaki, é que ele constrói as histórias dos seus filmes durante o decorrer dos mesmos, ou seja, ele não prepara o material antes de produzir a animação, dando o rumo que ele acha melhor ao roteiro, a partir da última cena produzida. Isso demonstra o quão criativo é esse excepcional diretor japonês, que vem ganhando cada vez mais notoriedade por essas bandas após o seu premiado filme, “A Viagem de Chihiro”.
E mais uma vez, ele nos brinda com um magnífico filme, novamente protagonizado por um personagem feminino, aqui chamado de Sophie. No “Castelo Animado”, o diretor não utiliza tantos elementos mitológicos nipônicos como em “Chihiro”, o que torna o filme bem mais fácil de entender e acompanhar. Apesar do filme anterior não ser difícil de entender, a série de referências a uma cultura específica, sendo ela ainda desconhecida, não deixa de causar um certo estranhamento aos espectadores que moram do lado esquerdo do globo.
Em “O Castelo Animado”, Sophie é uma jovem garota, moradora de uma cidade pequena, que vive uma aparente e entediante vida. Trabalhando na chapelaria de sua mãe, ela tem sua rotina abalada pelos preparativos do exército de seu país para uma guerra contra um país vizinho e o inusitado encontro com um belo mago. Se metendo, sem querer, em um conflito entre uma bruxa e esse mago, ela acaba sendo amaldiçoada pela bruxa e se transforma em uma senhora de 90 anos. Decidida a se livrar do desmerecido castigo, ela vai embora da sua cidade, e acaba se tornando faxineira de um castelo mágico que vive em movimento. A partir daí, Sophie conhece um excitante mundo, se tornando amiga de magos, aprendizes, demônios, bruxas e outros seres amaldiçoados como ela.
A beleza das cores utilizadas aqui é outro ponto forte da animação de Hayao Miyazaki; suas lindas paisagens são encantadoras e a mistura de animação tradicional com computação gráfica torna tudo isso ainda mais real e belo. Muito melhor que as animações tradicionais da Disney, onde os filmes tem seu ritmo quebrado por aqueles chatíssimos números musicais. “O Castelo Animado” possui emoção e diversão nas doses certas, sem exageros e sem ser forçado.
Para quem viu e gostou de “A Viagem de Chihiro”, esse filme é, com certeza, imperdível. E para quem ainda não conhece o trabalho desse diretor, “O Castelo Animado” é a forma perfeita de reparar esse deslize.

Arquivado em: Vladimir @ 9:55 pm

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