Arquivo de agosto de 2005

NTSA NEWS

quarta-feira, 10 de agosto de 2005


CHAMADO 3


Realmente, o que o dinheiro não faz? A Dreamworks já está trabalhando em mais uma continuação para o filme “O Chamado” (agora, com despesas reduzidas). Não contente com a barbaridade da primeira seqüência, o estúdio se prepara para fazer pior. E apesar de parecer impossível, o filme pode ainda ficar pior, já que Naomi Watts não deve participar dele. Se no segundo filme tivemos um “terRIRvel e assustador” ataque de viadinhos psicopatas, imaginem o que teremos no próximo….


HOMENS DE PRETO 3


Pode até ser interessante, se mantiver o elenco principal, tiver um bom roteiro e uma boa direção, com certeza pode vir a ser um divertidíssimo filme. E com o Guia do Mochileiro das Galáxias por aí, nada melhor do que aproveitar o momento.


SAÍDA DE MESTRE 2


Depois de um primeiro filme um pouquinho (nada demais, quase nada) divertido, Hollywood pensa em dar-lhe uma segunda parte. Então como será uma “continuação” (entre aspas pois deve ser baseada em um roteiro já pronto e que não tinha nada a ver com esses personagens, então, “brilhantemente”, o estúdio decidiu apenas pegar umas caras já conhecidas de outro filme e misturar com esse roteiro. Já pensaram, se isso pega? Quem sabe o 3 conta com Danny Ocean e sua turma?)? Ainda mais que provavelmente a continuação não terá Ed Norton (que foi obrigado a fazer o primeiro por ter contrato com o estúdio), sendo sustentada apenas pelo fraco “Mark Mark and the Funky Bunch” (Mark Whalberg) e a “filme sim, filme não” apagada Charlize Teron? Talvez o que nos faça ir ao cinema, seja o lugar onde a trama se passa, o Brasil (o nome do projeto deve ser “The Brazilian Job”). Poderiam até aproveitar o assalto daqui de Fortaleza (maior do Brasil em todos os tempos) e adaptar, ou pelo menos incluir na campanha de marketing.


LUCIANO SZAFIR EM HOLLYWOOD


Cacetada, o reprodutor da Xuxa fazendo um filme de terror adolescente nos E.U.A.? Caramba, essa notícia é tão bombástica quanto seria, se o Sean Connery aceitasse interpretar o pai da Xuxa na continuação do filme dela do ano passado (Xuxa e a lenda do tesouro perdido).


HIGHLANDER, A SÉRIE IMORTAL


Igualmente aos personagens, parece que a franquia dos imortais, já estragada a muito tempo, não tem fim. Quando ficamos sossegados e tranqüilos pensando que tudo havia chegado ao fim (já arrancaram até a cabeça do Connor Macleod), eis que a produtora que possui os direitos da série decide começar tudo de novo. Então, chamam o ator Adrian Paul (Duncan, primo de Connor na série), chamam um diretor que tem no currículo um único filme, O HOMEM-COISA (Brett Leonard) e tchã nã nã nã!!! Quando alguém vai cortar a cabeça dessa franquia e acabar definitivamente com tudo? Será que a paciência também dura para sempre?


VIN DIESEL SALVANDO O MUNDO DE NOVO?
É BRINCADEIRA!!!



Por enquanto ele está apenas cotado a fazer o filme “The Retriever”, onde ele deverá salvar o mundo mais uma vez, no último minuto, devendo desarmar uma bomba atômica na antiga União Soviética, transar com uma mulher gostosa, fazer cara de mal, pose de herói, soltar piadas idiotas e coisas do tipo. Só nos resta torcer mesmo para que isso seja apenas mais um boato de Internet. :/

HELLRAISER: HERANÇA MALDITA
(HELLRAISER: BLOODLINE)

domingo, 7 de agosto de 2005





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Direção: Alan Smithe.
Roteiro: Peter Atkins.
Elenco: Doug Bradley, Bruce Ramsay, Valetina Vargas, Adam Scott, Kim Myers, Mickey Cottrell.

Esse é o quarto filme estrelado pelos sangrentos Cenobitas, demônios sado masoquistas e perversos criados por Clive Baker.
Nesse filme somos enviados dezenas de anos ao futuro, onde encontramos um homem tentando abrir a famosa caixa, que todos sabemos, é responsável por liberar do quinto dos infernos, Pinhead e sua turminha. O que não sabíamos, é que a intenção do homem que os libera, é justamente a de destruí-los, encerrando assim uma maldição iniciada por um tatatatatatatatatatatatatatatatataravô seu, o criador da tal caixa.
O principal problema dos filmes dessa série é o mesmo de todas as séries de terror dos anos 80. As histórias são todas parecidas e os finais ridiculamente idênticos, onde apesar de várias pessoas serem mortas e do vilão quase sair vencedor, o bem acaba vencendo o mal e espantando o temporal. E o pior, desde o começo do filme somos levados a crer nisso, sem nenhuma surpresa.
De diferente mesmo só o retorno ao passado e o salto para o futuro que o filme dá e lógico, alguns cenobitas diferentes dos que a série já havia mostrado (ainda prefiro os dos dois primeiros filmes). Mas isso não tem nada demais, porque em todos os filmes mudam os cenobitas capangas do Pinhead.
Essa história, se passando no futuro, ainda me lembrou outro filme muito ruim , a bomba, Jason X. Ainda bem que não virou moda.
Mas no final das contas, o Pinhead até que é simpático e os cenobitas, com seus visuais bizarros e suas correntes com anzóis até que divertem.

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES
(CHARLIE AND THE CHOCO. FACTORY)

quarta-feira, 3 de agosto de 2005






Direção: Tim Burton.
Roteiro: John August, baseado em livro de Roald Dahl.
Elenco: Johnny Depp, Freddie Highmore, David Kelly, Helena Bonham Carter, Noah Taylor, Missi Pyle, James Fox, Deep Roy,Christopher Lee.

Tim Burton é um contador de histórias por excelência, e vem sempre provando isso a cada filme que faz. Quando venho com essa afirmação, não estou falando do Tim Burton responsável pelo remake de Planeta dos Macacos, ou por sua visão do Homem Morcego, que apesar de bons filmes, não se enquadram no estilo ao qual o diretor é especialista e ao dos filmes que mais me agradam dele.
O remake da Fantástica Fábrica de Chocolate, para mim, se enquadra entre os melhores filmes de Burton, como Edward Mãos de Tesoura, Peixe Grande, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e o Estranho Mundo de Jack. Mundos diferentes, estranhos e sombrios, onde a pureza sempre é encontrada nos personagens mais estranhos e bizarros.
Na visão de Tim Burton, Willy Wonka é um recluso mestre confeiteiro, que possui uma grande fábrica de chocolates em uma pequena cidade e tem aversão a crianças. Depois de vários anos de portas fechadas, mas mantendo a produção de doces, Wonka resolve fazer uma promoção onde os vencedores terão o direito de conhecer a sua fábrica, em um passeio de um dia por ela. 5 crianças (cada uma, com a exceção de Charlie, representando o que há de pior nessas pequenas criaturinhas quando mal criadas, como a gula, comportamento agressivo, excesso de mimo, curiosidade extrema, mania de grandeza e por aí vai) e seus acompanhantes embarcam nessa aventura cheia de surpresas em um local extraído da mente delirante de Tim Burton. Se o primeiro filme possuía cores vivas, o que tornava o filme bem cafona (a roupa do Wonka de Wilder e os Oompa Loompas em si são de um mal gosto impressionante), esse possui cores mais sóbrias, é colorido sem ser berrante.
Além da excelente direção e do ótimo roteiro (bem melhor do que o do filme da década de 70), prefereri todas as caracterizações dos personagens do remake a do original, como os Oompa Loompa interpretados pelo ator indiano Deep Roy, onde aqui cada um possui sua própria personalidade, inclusive com funções na fábrica e vozes diferenciadas. Freddie Highmore mostra mais uma vez o ótimo ator que é, com seu sorriso que amolece corações (impossível não ficar com os olhos cheios de água a cada sorriso ou cara de tristeza do muleke). E logicamente, temos mais um show de interpretação de Johnny Depp, que a cada filme que faz, a cada parceria com Tim Burton, surpreende-nos. Depp cria aqui, mais um personagem memorável, colocando o seu Willy Wonka em sua galeria, juntamente com Edward, Jack Sparrow e Ed Wood. Wonka é um personagem excêntrico, andrógeno e que tem aversão pelo maior público consumidor de seus produtos, as crianças. A inclusão no roteiro da infância de Wonka também é outro ponto alto do filme, pois nos aproxima ainda mais dos personagem (além de nos presentear com mais uma excelente e curta participação do Mago Christopher Lee, em um grande filme).
Se faltou uma coisa no filme, foi isso:


”Oompa Loompa Doompa De Dôo
Tenho Outro Enigma Para Você
Oompa Loompa Doompa Da Dee
Se For Sábio Você Vai Me Ouvir