Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


27/9/2005

PENETRAS BONS DE BICO
(WEDDING CRASHERS)







Direção: David Dobkin.
Roteiro: Steve Faber e Bob Fisher.
Elenco: Owen Wilson, Vince Vaughn, Will Ferrell, Rachel McAdams, Ellen Albertini Dow, Jennifer Alden, Stephanie Nevin, Christopher Walken.

É impossível ter mais de 25 anos, e sair da sala de cinema sem exibir um grande sorriso de um lado ao outro do rosto depois de ter visto esse filme. Em primeiro lugar por ser uma excelente comédia, com um humor que lembra as já clássicas histórias com personagens sem escrúpulos e com pitadas sexuais dos anos 80, como Os Cafajestes, Última Festa de Solteiro e os filmes da série Porky’s e em segundo lugar pela excelente química entre Owen Wilson e Vince Vaughn, que formam mais uma dupla memorável dentro dos filmes de comédia. Claro que facilita a amizade entre os atores, que formam um interessante grupo comediantes (e amigos), que ainda conta com os excelentes Will Ferrel (que faz uma ponta sensacional nesse filme) e Ben Stiller, além do irmão do Owen, Luke Wilson. Filmes como Starcky and Hurst, Dias Incríveis e Com a Bola Toda, são excelentes exemplos dessa parceria.
Em Penetras Bom de Bico (o título realmente dispensa mais comentários), John (Wilson) e Jeremy (Vaughn) são grandes amigos e companheiros de trabalho que tem como principal interesse, entrar como penetras em festas de casamento, com o intuito de conquistar as convidadas, já que para a dupla, esse é o melhor momento para ter sexo, devido a fragilidade emocional pela qual elas se encontram. Com essa idéia e seguindo uma espécie de código dos “Wedding Crashers”, eles usam a interessante tática de aparecer, para não serem reconhecidos como penetras, já que penetras são aqueles que tentam passar despercebidos. Em um desses casórios, os amigos se envolvem com as filhas do Secretário do Tesouro Americano (Walken), se metendo em uma série de situações hilárias em um fim de semana com a família.
Penetras Bons de Bico possui todos os elementos dos filmes desse gênero, como: o cara que esconde um segredo, mas no final se regenera, mas não antes de quqase perder a mulher que ama, a família problemática da mulher que ele gosta, com direito a avó desbocada, mãe e irmãs ninfo e tudo mais, o noivo FDP e etc etc. E pra que melhor que isso? Quem falou que clichês quando bem utilizados não são bem vindos? Se você quer algumas horas da mais pura e completa diversão, além da sessão retro, não perca esse filme de forma alguma. Mas fica um conselho, não vá ver com a sua namorada (se ela odeia comédias), pois eu fiz isso e me dei mal. Ossos do ofício. hehehehe
Atenção em Vince Vaughn, perfeito!!!

Arquivado em: — Vladimir @ 10:41 am

23/9/2005

CUT – CENAS DE HORROR






(_*_) (_*_ ) (_*_) (_*_) (_*_)


Direção: Kimble Rendall.
Roteiro: Dave Warner.
Elenco: Molly Ringwald, Frank Roberts, Kylie Minogue, Geoff Revell, Jessica Napier, Sarah Kants, Stephen Curry.

Esse filme é com certeza um dos piores, ou melhores exemplos de comprovação, do mal que o filme Pânico e suas seqüências fizeram ao cinema durante o final da década de 90 e o início dessa década. CUT (que não é a Central Única de Trabalhadores), é uma produção de baixíssima qualidade, que tenta seguir os rastros desse seu primo mais famoso, colocando um bando de jovens idiotas, sendo mortos por um assassino em série, em busca eterna de vingança. A grande diferença desse, para os demais, é que o dito cujo do mal, possui também um lado sobrenatural, deixando de ser um simples mortal com um vigor inacreditável e passando a ser um vilão com esses mesmos poderes increditáveis e carregado da já conhecida imbecilidade dos demais assassinos.
No mais, o “história” trata de um filme amaldiçoado e não terminado, que nas mãos de aspirantes a cineastas que apesar dos muitos avisos (como sempre), teimam e resolvem terminar o amaldiçoado, libertando assim o mal que há nele. Depois temos um monte de mortes, a descoberta de como acabar com o monstrão e mais um final rizível. Quer mais? Pois faça como eu e assista Tela Quente.

PS: Esse filme foi mais uma cortesia da REDE GLOBO DE TELEVISÃO.

Arquivado em: — Vladimir @ 12:13 am

18/9/2005

TEAM AMERICA
DETONANDO O MUNDO
(TEAM AMERICA WORLD POLICE)







Direção: Trey Parker.
Roteiro: Trey Parker, Matt Stone e Pam Brady.
Elenco (Vozes): Trey Parker (Gary Johnston / Joe / Hans Blix / Kim Jong II / Carson / Bêbado / Tim Robbins / Sean Penn / Michael Moore / Helen Hunt / Matt Damon / Susan Sarandon), Matt Stone (Chris / George Clooney / Danny Glover / Ethan Hawke / Matt Damon), Kristen Miller (Lisa), Masasa (Sarah), Daran Norris (Spottswoode), Phil Hendrie (Intelligence), Maurice LaMarche (Alec Baldwin), Chelsea Magritte (Mãe francesa) e Fred Tatasciore (Samuel L. Jackson).


“América
É isso, porra
É hora de salvar a porra do dia, sim!
América
É isso, porra
A liberdade é o único caminho
Terroristas seu jogo acabou
Porque agora têm de prestar contas à…
América(…)



Team America é mais um excelente trabalho dos, com certeza pirados, Matt Stone e Trey Parker. Depois de criar o melhor desenho animado desde “Os Simpsons” (apesar de preferir o South Park, reconheço que sem os Simpsons, provavelmente eles nem existiriam) e a exemplo desses, fazer mais uma violenta, mas muito bem humorada, crítica ao governo estadunidense (com destaque aqui à política anti-terrorista absurda de G. W. Bush), esses dois norte americanos nos brindam com um filme que utiliza um recurso até então esquecido por Hollywood, o da utilização de marionetes em vez de atores de carne e osso, ou de animações. Os diálogos são de uma acidez única. Quem teria coragem de comparar as relações humanas atuais, com “p, xox e c” (com certeza os diálogos mais engraçados do filme)? Eu, pelo menos, não conheço ninguém.
Team America trata-se de uma homenagem ao clássico “Thunderbirds”, que também tinha marionetes como protagonistas do seriado e uma sátira aos filmes descerebrados de ação produzidos por Jerry Bruckheimer. E eles tem êxito nos dois quesitos.
Outro ponto muito positivo são os musicais que Matt e Trey desenvolvem em seus filmes, com em “South Park: maior, melhor e sem cortes”. As canções criadas por Marc Shaiman para esse filme, mantém a qualidade e são tão engraçadas quanto as criadas para o longa da turma do South Park. Impossível não se vibrar com o tema da equipe (que abre e encerra essa resenha), não bolar de rir com a música detonando Michael Bay e a bomba Pearl Harbor “ (…)só consigo pensar no seu sorriso e naquele filme de merda, Pearl Harbor é uma merda (…)” e não se empolgar com a hilária Aids!Aids!Aids! Os musicais com certeza são pontos altos do filme e nenhum momento quebram o seu ritmo.
A atuação dos bonecos também é sensacional. Vê-los representando as mais famosas posições do Kama Sutra, nas cenas de sexo mais bizarras desde a masturbação de Chucky, em Brinquedo Assassino, e lutar como se estivessem sendo coreografados pelo “Yun Ping Pong” de Matrix, é de sentir aquela conhecida dor no estômago de tanto rir.
A produção não poupa nas cenas de ação, contendo o filme uma série de explosões e cenários dos mais diversos (a equipe vai dos EUA a Coréia, passando por Paris e Egito, representados de forma bastante inteligente e engraçada).


Mas com certeza, o que temos de melhor em Team America, é o seu lado crítico. Temos uma equipe anti-terrorista, que é muito pior do que qualquer tipo de terrorista. Eles são burros, ignorantes, etnocêntricos e não dão uma dentro, parecendo com o “John Mirolha, piloto do ONU”, do Casseta e Planeta, destruindo e matando muito mais do que cuidando e protegendo. O inimigo deixa de ser Saddan Hussein e passa a ser o norte-coreano Kim Jong II, para mim, uma interessante alfinetada a política do caipirão, que sempre terá um grande e perverso inimigo a enfrentar. Parker e Stone não ecomizam nas alfinetadas, avacalhando com o documentarista Michael Moore, Matt Damon (retratado como um imbecil que só sabe repetir o próprio nome) e Ben Afleck e Alec Baldwin, que parecem ser seus preferidos.
Esse é um filme que com certeza merece uma continuação, pois com certeza muito se tem a detonar por aí. Vida longa ao Team América.

(…)America
É isso, porra
Lamba meu … e chupe meu …
América
É isso, porra
O que vão fazer
Quando formos atrás de vocês?
É o sonho que partilhamos
A esperança de amanhã
É isso, porra”

Arquivado em: — Vladimir @ 10:58 pm

14/9/2005

A LUTA PELA ESPERANÇA
(CINDERELLA MAN)






Direção: Ron Howard.
Roteiro: Cliff Hollingsworth e Akiva Goldsman.
Elenco: Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill, David Huband.

Mais um filme de boxe com cara de muitas indicações para o Oscar do próximo ano. A Luta Pela Esperança é mais um filme na linha de “Rocky” e “Menina de Ouro”, onde o personagem principal passa por diversas adversidades, representa sempre as aspirações e sofrimentos do povo, mas no fim dão a volta por cima (ta bom, “Menina de Ouro” escapa disso, mas no restante é assustadoramente parecido). Isso indica, pelo menos para mim, que todas essas histórias de filmes ligadas ao assunto, partem de uma mesma matriz, a história de Jim “Buldogue” Braddock, ou “Cinderella Man”, como passou a ser chamado após o seu retorno triunfal da miséria generalizada pós quebra da bolsa de Nova York em 1929.
Braddock é sempre mostrado como o homem perfeito, que ama sua família mais que tudo, honesto mesmo nos momentos mais difíceis, com um orgulho atingido apenas em momentos extremos, quando é obrigado a se humilhar em busca de dinheiro para sustentar sua família. Mas o mais forte em sua personalidade é com certeza sua motivação, o que o leva a voltar a ter vitórias na profissão que tanto ama. A frase “gosto de lutar, pois no ringue pelo menos sei quem está me batendo” dita por Jim, é de arrepiar, pois explicita o sofrimento de uma geração, que não sabe nem a quem culpar por seus problemas. Nada mais atual que isso.
Mas isso torna o filme ruim? De forma alguma. Trata-se sim, de um bom filme, com uma excelente direção, uma reconstituição de época maravilhosa e com atuações impecáveis. Russel Crowe em sua segunda colaboração com o diretor Ron Roward se porta mais uma vez muito bem, mostrando mais uma vez que é um bom ator. Mas na minha opinião, o destaque mais uma vez se encontra com Paul Giamatti, que interpreta o treinador de Braddock e dessa vez (apostaria todos os 25 centavos que estão no meu bolso agora) vai ser indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante.
No mais, o filme segue a mesma série de clichês (e que eu particularmente adoro, principalmente pelo excelente trabalho do diretor nas muito bem filmadas lutas) dos filmes que citei no início, ou seja, Braddock sai de um lugar positivo, passa por diversas agruras, dá a volta por cima, derrotando muitos favoritos, mesmo desacreditado por todos, torna-se ídolo de milhares e no final enfrenta o seu pior rival, o pugilista Max Baer campeão dos pesos pesados, que não por acaso é mostrado como o oposto do protagonista, a personificação absoluta do mal e da arrogância. Então, quem vencerá a luta final? O azarão em fim de carreira ou o campeão representante de todos os males que o povo americano vinham sofrendo? Mesmo assim, pode ir ao cinema na tranqüilidade de ver um bom filme. Há, e façam as suas apostas.

Arquivado em: — Vladimir @ 2:07 pm

10/9/2005

CROSSROADS – AMIGAS PARA SEMPRE






(_*_) (_*_ ) (_*_) (_*_) (_*_) . . .


Direção: Tamra Davis.
Roteiro: Shonda Rhimes.
Elenco: Britney Spears, Zoe Saldana, Anson Mount, Taryn Manning, Justin Long, Dan Aykroyd.

Antes de falar sobre o filme em si, tenho que fazer uma revelação. Confesso que sempre tive curiosidade mórbida de assistir esse filme (”mas Telma eu não sou gay!!!”). Desde que criei o NTSA, a longínquos ano e meio atrás, adquiri esse defeito de ficar fascinado perante alguns lançamentos esquisitos do cinema. Filmes que com certeza eu nunca veria, como esse e Showgirls , entre outros, despertaram em mim uma curiosidade assustadora (e obrigado ao SBT e Rede Globo por não me fazerem cometer a loucura de gastar, para apaziguar esse lado obscuro da força presente em mim).
Deixando o drama de lado, vamos a porcaria em si. Como todos sabem, os que não viram devem imaginar e os que viram já tem a certeza, Crossroads é uma porcaria. Uma tentativa dessas indústrias (cenográfica e fonográfica) sebosas, em empurrar goela abaixo mais um produto pré-fabricado sem nenhum tipo de qualidade (a não ser o corpo da criatura). Pegam uma história mais do que manjada (quase idêntica a do já citado Showgirls), com personagens chatíssimos, uma lição ridícula no final, muita música e pronto, temos mais um filme da Xu…ops, mais uma porcaria estrelada por uma pseudo-cantora (lembrem-se de 99% de tudo que a Madonna fez até hoje no cinema).
No filme (só para vcs verem como as histórias são sempre as mesmas), Britney Spears é Lucy, uma garotinha perfeita que decide viajar com duas afastadas amigas e um desconhecido metido a “bad boy”, em busca de descobrir o sentido da vida e reencontrar a mãe que a abandonou. No caminho ela descobre que a mãe é mais puta que as amigas, retorna às amizades perdidas com direito a muitas lágrimas, e ainda se apaixona pelo desconhecido, que a ajuda a correr atrás do seu sonho (onde estão os sacos para vômito???). No final se dá bem cantando e faz as pazes com o pai (Dan Akroyd) , de quem havia fugido no início, por causa da sua super proteção que sempre a sufocou.
Sinceramente espero que essa tenha sido a primeira e ÚLTIMA incursão de Spears nesse meio.
BOSTA!!!BOSTA!!!BOSTA!!!

PS: O filme, além de merecidamente premiado no Framboesa de Ouro, nas categorias de “Pior Atriz e Canção Original”, ainda concorreu honrosamente nas seguintes: Pior Filme, Pior Diretor, Outra Pior Canção Original (”Overprotected”), Pior Dupla (Britney Spears e não-importa-o-nome), Pior Roteiro e de Filme Mais Flatulento Voltado aos Adolescentes. Mas por grande ironia do destino e pra provar mais uma vez que a MTV é uma merda, Spears concorreu na categoria de Melhor Revelação Feminina no MTV Movie Awards.

PS2: Agora só falta o da Mariah Carey. : - (

Arquivado em: — Vladimir @ 11:29 pm

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