A LUTA PELA ESPERANÇA
(CINDERELLA MAN)






Direção: Ron Howard.
Roteiro: Cliff Hollingsworth e Akiva Goldsman.
Elenco: Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill, David Huband.

Mais um filme de boxe com cara de muitas indicações para o Oscar do próximo ano. A Luta Pela Esperança é mais um filme na linha de “Rocky” e “Menina de Ouro”, onde o personagem principal passa por diversas adversidades, representa sempre as aspirações e sofrimentos do povo, mas no fim dão a volta por cima (ta bom, “Menina de Ouro” escapa disso, mas no restante é assustadoramente parecido). Isso indica, pelo menos para mim, que todas essas histórias de filmes ligadas ao assunto, partem de uma mesma matriz, a história de Jim “Buldogue” Braddock, ou “Cinderella Man”, como passou a ser chamado após o seu retorno triunfal da miséria generalizada pós quebra da bolsa de Nova York em 1929.
Braddock é sempre mostrado como o homem perfeito, que ama sua família mais que tudo, honesto mesmo nos momentos mais difíceis, com um orgulho atingido apenas em momentos extremos, quando é obrigado a se humilhar em busca de dinheiro para sustentar sua família. Mas o mais forte em sua personalidade é com certeza sua motivação, o que o leva a voltar a ter vitórias na profissão que tanto ama. A frase “gosto de lutar, pois no ringue pelo menos sei quem está me batendo” dita por Jim, é de arrepiar, pois explicita o sofrimento de uma geração, que não sabe nem a quem culpar por seus problemas. Nada mais atual que isso.
Mas isso torna o filme ruim? De forma alguma. Trata-se sim, de um bom filme, com uma excelente direção, uma reconstituição de época maravilhosa e com atuações impecáveis. Russel Crowe em sua segunda colaboração com o diretor Ron Roward se porta mais uma vez muito bem, mostrando mais uma vez que é um bom ator. Mas na minha opinião, o destaque mais uma vez se encontra com Paul Giamatti, que interpreta o treinador de Braddock e dessa vez (apostaria todos os 25 centavos que estão no meu bolso agora) vai ser indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante.
No mais, o filme segue a mesma série de clichês (e que eu particularmente adoro, principalmente pelo excelente trabalho do diretor nas muito bem filmadas lutas) dos filmes que citei no início, ou seja, Braddock sai de um lugar positivo, passa por diversas agruras, dá a volta por cima, derrotando muitos favoritos, mesmo desacreditado por todos, torna-se ídolo de milhares e no final enfrenta o seu pior rival, o pugilista Max Baer campeão dos pesos pesados, que não por acaso é mostrado como o oposto do protagonista, a personificação absoluta do mal e da arrogância. Então, quem vencerá a luta final? O azarão em fim de carreira ou o campeão representante de todos os males que o povo americano vinham sofrendo? Mesmo assim, pode ir ao cinema na tranqüilidade de ver um bom filme. Há, e façam as suas apostas.

12 comentários para “A LUTA PELA ESPERANÇA
(CINDERELLA MAN)”

  1. Previsível ou não, cheio de clichês ou não, essa estilo “novelão” bonito e quadradão de se fazer drama é o que mais admiro no cinema americano. Mal posso esperar por esse filmaço, e concordar com todas as tuas palavras. É a promessa de um bom filme para o início de fim de ano.

  2. ed disse:

    Nao sei porque, mas nao estou com a minima vontade de ver este filme, nao se eh a cara de novelao, ou eh o excesso de melodrama que deve está em questao nele. E eu ainda gosto de A Beautiful Mind.

  3. Anna disse:

    Adorei esse filme, mesmo ela sendo repleto de clichês, como vc mesmo disse.Além disso,ele foi a salvação do dia, depois de vc me levar p/ ver aquele filme horrível “penetras bons de bico”!hehehe Beijão, te amo!!!!!!

  4. Vladimir disse:

    Eita minina, vai insistir em esculhambar o filme que eu gostei. hehehehe Pois espere pra ver então. Já estou terminando a resenha do “Penetras”. RARARARARA (Risada diabólica).

  5. Camila Medina disse:

    Oi, Vladimir! Estou aqui ainda sim! Eu ainda não tive a oportunidade de conferir este filme, mas espero vê-lo em breve. Mas concordo com o Ed, este estilo geralmente não me atrai. Mas quem sabe eu acabo gostando? Só vendo! Beijão!

  6. Paulo disse:

    Arrebentou! “A Luta Pela Esperança” é isso mesmo. No mais, dá um pulo no “Cinelândi@” onde também deixei um post sobre este filme. Ainda se lembra do caminho? :-D
    Um abraço!

  7. não quero quero que Paul G. seja indicado. A Academia com essa mania de consolar o ator faz estas asneiras, como fez com a Renee Zelweger, dando o premio auma interpertação ridicula como em Cold Moutain. Giamati não precisa masi da Academia, esnobado por dois nos consecutivos ele tem que virar as costas para estes senhores que só vao reconhecer seu trabalho como ator depois de um filme todo “correto” como esse.Começa aqui minha campnha contra a aindicação de Giamati.
    Desculpa o desabafo!
    ae!

  8. Vladimir disse:

    Felipe, concordo plenamente com vc em relação a Renee Zelweger e sua premiação no fraquíssimo Cold Mountain, mas mesmo o Giamatti tendo sido injustiçado nessas ocasiões que vc citou, ele está muito bem nesse filme. Queria muito que ele ganhasse mesmo como ator principal, como ele vem merecendo nos últimos anos. mas ao contrário de vc, acho justo ele receber uma indicação por esse filme.
    E Paulo, pode deixar que eu passarei por lá sim. :)

  9. Vladimir disse:

    Vi hj o filme QUATRO IRMÃOS. É excelente!!! Um filme que merece muito ser descoberto. :)

  10. Fábio disse:

    Excelente reconstituição do período. Isso é o que de melhor possuem esses filmes. MEsmo com histórias previsiveis e muitas vezes chatas, eles realizam uma interessante reconstituição das épocas em que trabalham. Esse é um ótimo exemplo disso. :)

  11. Vladimir disse:

    Concordo com vc Fábio. :) Temos vários excelentes exemplos disso.

  12. Michelle disse:

    O Russel prova mesmo, mais uma vez, ser um dos melhores atores do momento. O Paul Giamatti é o gordinho com cara de triste mais lindo do mundo, dá até vontade de levar pra casa. rs
    A Renee é pessima, não tem jeito, não consigo gostar do trabalho dela.
    Um beijo!