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Cinéfilos


7/9/2005

OLDBOY

Direção: Park Chan-wook.
Roteiro: Park Chan-wook, Hwang Jo-yun e Lim Joon-hoon , baseado em mangá de Tsuchiya Garon e Minegishi Nobuaki.
Elenco: Choi Min-sik, Yoo Ji-tae, Gang Hye-jung, Chi Dae-han, Oh Dal-su Park, Kim Byoung-ok, Lee Seung-shin, Oh Gwang-rok.

Muito antes de ir ver esse filme, quando eu o conhecia apenas por comentários e por sua vitoriosa participação no festival de Cannes. Quando apenas li algo a respeito de sua história, já acreditava, que com certeza Oldboy seria para mim um dos melhores filmes, senão o melhor, desse ano. E duas pessoas são as responsáveis pela maravilha que é esse filme: O excelente diretor Park Chan-Wook e o grande ator, Choi Min-sik (Oh Dae-Su) que cria um herói (ou anti-herói) diferente, com pitadas completamente insanas, onde a comicidade e dramaticidade estão muito bem balanceadas. Além disso, o filme é a adaptação de uma manga (quadrinhos orientais), e claramente vemos as influências dos quadrinhos durante o filme, desde a forma dos diálogos até as cenas de lutas. Também é bastante presente a influência aos Hentais (desenhos eróticos), onde dor e prazer se misturam nas cenas mais eróticas.

O que você faria, se do nada, depois de uma bebedeira, você acordasse em um quarto estranho em que os dias fossem passando e você em nenhum momento fosse avisado do motivo pelo qual está confinado ou de quando deixará essa prisão? E se esses dias virassem meses, ou anos? Impossível imaginar, não?

Oh Dae-Su tem como únicas companhias, uma tv, que fica permanentemente ligada, dando ao personagem engraçados e importantes conhecimentos (que ao longo do filme são justificados e vistos como extremamente necessários), além do seu forte desejo de vingança, que sempre vai ganhando mais força, conforme o tempo vai passando. Mas o que seria mais importante para Oh Dae-Su, a vingança contra o seu algoz, ou o próprio conhecimento da causa do seu castigo? Essa dúvida é com certeza a força motriz do filme.
Misturando uma violência bastante nervosa, ao melhor estilo do mestre tarantino (a cena do confronto de Oh Dae-Su no corredor sem nenhuma firula ou efeito especial, mas de um realismo impressionante, contra vários capangas é magnífica), com um inquietante e extraordinário suspense (duvido você não ficar angustiado como o personagem principal durante o filme e meio louco quando chegar ao final), Park Chan-wook cria mais um grande clássico moderno. Um filme que empolgará, assustará e principalmente agradará bastante a maioria dos cinéfilos.

Vá ver, e se prepare para dizer um monte de “PUTA QUE O PARIU”, principalmente quando o desfecho do filme se aproximar e você ver o quão fudida e magnífica é essa história e como a natureza humana pode ser ao mesmo tempo tão frágil e tão forte. Os palavrões são mesmo inevitáveis, podem confiar.
Um dos melhores do ano, sem sombra de dúvida.

PS : Para o meu pesar, li em algum lugar que Hollywood pretende realizar um remake desse filme.

Arquivado em: — Vladimir @ 6:41 am

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