
Direção: Scott Derrickson.
Roteiro: Paul Harris Boardman e Scott Derrickson.
Elenco:Laura Linney, Tom Wilkinson, Campbell Scott, Jennifer Carpenter, Colm Feore, Shohreh Aghdashloo.
“Esse não é um julgamento baseado em fatos, e sim em possibilidades”
Essa frase dita pela defesa, nas considerações finais do julgamento da morte da jovem Emily Rose, mostra perfeitamente o tom do filme e qual sua principal intenção.
Em primeiro lugar, “O exorcismo de Emily Rose”, não pode ser definido como um filme de terror. Apesar das características do gênero, além dos muitos clichês que sempre fazem parte do pacote, estarem sempre presentes durante toda a história, o Diretor e também roteirista Scott Derrickson, foi bastante feliz em manter o foco da história no julgamento do Padre Moore, pároco da família Rose e possível responsável pela dramática e estranha morte da jovem depois de sessões de exorcismo.
Um grande mérito do filme e com certeza o seu maior diferencial, com certeza se dá em relação à abordagem do caso. O filme, como falado anteriormente, gira em torno do julgamento, portanto, somos a todo instante, apresentados às duas versões do caso, sempre através de flash backs, ora de testemunhas oculares, ora de cientistas e médicos.
Dois pontos de vista extremamente diversos se opõem no tribunal. De um lado a promotoria, acusando o Pároco Moore de assassinato culposo por negligência, devido ao impedimento do tratamento médico de Emily, que segundo os médicos ligados a acusação, sofria de epilepsia e de uma grave psicose, o que ocasionava crises que responderiam cientificamente seus sérios problemas. Já de outro lado, temos a família e o Pároco, defendidos por uma ambiciosa e até o momento cética advogada, que em sua defesa, afirma que Emily realmente foi possuída por demônios, e por isso, a única chance de salvação se daria através do exorcismo.
Apesar de pender claramente para o lado mais sobrenatural da história, e de um final no mínimo compromissado, “O Exorcismo de Emily Rose” é uma interessante forma de presenciar mais umas das grandes divergências entre fé e razão. Com uma excelente fotografia, uma boa direção, além de atuações bem regulares, esse é, com certeza, um filme que deve ser visto no cinema.
FELIZ NATAL ATRASADO E UM FELIZ ANO NOVO PARA TODOS!!!
Já passou no cinema daqui este. Eu ia assistir, mas no dia tive que dilatar a pupila aí nem pudei ir heheheheheh. Quando chegar em DVD alugo. Aluguei um filme que gostei chamado Querido Frankie. Já assistiu Wladimir?
Vladimir, corrigindo hehehehe
Gostei do filme da mesma maneira que vc, uma pena aquele final preguiçoso.
É muito interessante que o filme traga discussões mais profundas(como a oposição fé x razão) e não fique só nos clichês de filmes de terror. Estava pensando em ignorar completamente este filme. Mas, pelo seu artigo, vejo que vale a pena uma conferida quando sair o DVD.
Vale sim, Evandro, e eu até estou pensando em trabalhá-lo em sala de aula quando ele sair em DVD. Dá pra trabalhar muito bem a transição da Idade Média para a Moderna, justamente através desse embate RazãoXFé. Além disso, trata-se de um filme com fortes cenas de suspense, o que com certeza agradará os alunos.
Ibertson, eu até já ouvi falar desse filme, mas ainda não o vi.
Pois é Paulo, concordo plenamente com vc a respeito do final.
Confesso meu amor q estava me pelando de medo de ir ver esse filme, mas até q gostei por ele ter justamente explorado mais essa questão entre fé e razão.Mas claro, como não sou de ferro, confesso tb q passei 3 noites sem dormir direito, acordando de madrugada com medo de olhar as horas e ser 3h da manhã!!!!rs
E é porque vc mal assistiu o filme né meu amor? Só lia as legendas e tapava os olhos de 2 em 2 minutos. rsrsrsrsrsrsrs
Quatro estrelas e um texto bastante favorável de um metre em detectar porcarias é um sopro de ânimo, confesso que estava com receio de me deparar com algo bisonho. Não vou perder a chance de ver se o filme passar.
Feliz ano novo, Valdimir.
E o filme tem muitos sustos assim? Disseram que as partes de horror do filme aparecem todas no trailer. O resto é um filme de tribunal.
Ainda não assisti esse filme. Adorei seu blog e tomei a liberdade de colocá-lo nos favoritos do meu blog http://diariodeumcinefilo.zip.net/
Um grande abraço.
O filme peca por seu ritmo arrastado e pela falsa neutralidade. Se não tivesse tomado partido por um dos lados, poderia ter sido bem melhor. De todo modo, muito interessante a sua idéia de utilizá-lo em sala de aula. Também gosto muito de trabalhar filmes com meus alunos. Qualquer dia desses, vamos trocar idéias a respeito, que tal? Aproveito ainda a visita para avisar que o Cinelândi@ retornou, em http://cinelandiabr.blogspot.com. Te espero por lá e já nem tenho mais cara de pau para pedir que atualize o link para o meu blog. Feliz Ano Novo para você também!
kkkkk O CiNeLândia é o blog mais nômade que eu conheço. hehehe
O filme até tem alguns bons sustos sim Ibertson, alternando com as cenas de tribunal.
Se eu pelo menos imaginasse que não seria apenas mais um filme imbecil de terror, teria com certeza ido ver. Ainda está passando?
Ei Fabão, olha aqui: http://www.oba.com.br/2005/
Eu gostei bastante desse filme, em que pese a postura “partidária” da direção. Embora haja algumas cenas excessivamente clichês (aquela do atropelamento do médico-testemunha, do nada…foi apelativo demais) o filme possui um bom enredo, e para quem o assiste com isenção, fica em aberto a possibilidade de ter ocorrido algo no âmbito da medicina ou da paranormalidade com a personagem de Jennifer Carpenter. Um bom filme de tribunal, com cenas de suspense! Mas longe de ser um filme terror.
Obs: Segundo li, o filme fugiu bastante à história real da menina alemã.
Flavinha, como falamos em uma de nossas conversas, concordo plenamente com vc. Tb não vejo esse filme como mais um terror, apesar de ter cenas bem assustadoras, é sim um filme de tribunal colocando em discussão um assunto deveras polêmico.