A PASSAGEM
(STAY)
(STAY)

Direção: Marc Forster.
Roteiro: David Benioff.
Elenco: Ewan McGregor, Naomi Watts, Ryan Gosling, Elizabeth Reaser, Noah Bean, Isaach De Bankolé, Michael Gaston, Bob Hoskins.
Se tem uma palavra que pode resumir tudo o que ocorre em “A Passagem”, com certeza essa palavra seria: ESTRANHO. O diretor Marc Foster (”Em Busca da Terra do Nunca”) nos apresenta uma trama que no mínimo queimará alguns neurônios do público que tentará entendê-lo. Com certeza muitos odiarão (várias pessoas saíram no meio da sessão no dia que eu vi), mas é certo também que muitos ficarão um bom tempo tentando entender o sentido do filme, se é que ele existe.
Mas mesmo achando o filme confuso e até vendo algumas falhas em relação à continuidade do roteiro, principalmente no final do filme (que logicamente eu não vou falar), o que tira ainda mais um possível sentido para a história, temos como salvação, o excelente trabalho do elenco, encabeçado por Ewan MacGregor (sempre ótimo, interpretando o psiquiatra Sam) e Naomi Watts (sempre linda e talentosa, aqui representando a depressiva e também suicida namorada do psiquiatra) e a boa condução do filme feita por Foster, que usa e abusa da transposição de um quadro para outro, evitando que o filme se torne cansativo.
Sam Foster é o psiquiatra de uma grande universidade norte americana, que recebe de uma colega de trabalho o caso de um estranho e brilhante jovem (Ryan Gosling), que logo em uma de suas primeiras consultas, afirma que cometerá suicídio em três dias, repetindo o gesto de um cultuado artista plástico americano. Assustado com a situação, Sam tenta de todas as formas descobrir os motivos pelo qual o jovem Henry deseja cometer tão extremo ato e se possível, tentar impedi-lo. E é nessa busca, que a história fica interessante e ao mesmo tempo confusa, envolvendo premonições, milagres e uma série de estranhos dejavus. “APassagem” é um filme que deve ser visto acompanhado, pois a série de dúvidas que ele vai gerar combina muito com uma cervejinha bem gelada no final da sessão.
As três estrelas vão com certeza mais para as atuações e direção do que pela história em si.