Arquivo de janeiro de 2006

VOZES DO ALÉM
(WHITE NOISE)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006





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Direção: Geoffrey Sax.
Roteiro: Niall Johnson.
Elenco: Michael Keaton, Chandra West, Deborah Kara Unger, Ian McNeice, Nicholas Elia, Mike Dopud.

EVP – Fenômeno pelo qual através da estática produzida por aparelhos eletrônicos, pode-se manter contatos com o mundo do além.

Confesso que a temática é até interessante. Qualquer tipo de estudo que envolva o contato com pessoas já falecidas, gera uma certa curiosidade até na mais cética das pessoas. Com o caso do EVP (Eletronic Voice Phenomena), não poderia ser diferente. Principalmente, devido a esse fenômeno ter uma ligação com o mundo moderno, envolvendo a utilização de aparelhos eletrônicos, como televisões, rádios etc.
Em Vozes do Além, filme protagonizado pelo bom, mas atualmente muito mal aproveitado, Michael Keaton, temos mais uma vez o exemplo de como Hollywood tem tudo pra fazer um bom e interessante filme e transforma tudo numa grande porcaria. Temos então, um interessante tema, em mais uma péssima, sentimentalóide e melodramática história (lembrando, de certa forma, o ainda pior “O MISTÉRIO DA LIBÉLULA”). Filmes em que o personagem principal perde alguém muito querido e só recebe consolo no sobrenatural já saturaram a muito tempo.
O arquiteto Jonathan Rivers (Keaton), possui uma tranqüila e feliz vida (até amigo da ex-mulher ele é) ao lado de sua nova mulher, uma famosa e linda escritora, e seu filho. Um terrível e estranho acidente, tira precocemente a vida de sua amada e coloca sua vida de pernas para o ar. Inconformado com essa morte, ele passa a buscar contato com sua falecida esposa através da utilização de EVP. Mas, ao mesmo tempo em que mantém o contato que queria, estranhas e perigosas forças iniciam um perigoso e mortal jogo.
É a partir daí que a utilização do fenômeno vai pra cucuia. Além de manter contato com os mortos, Jonathan também consegue receber avisos da sua mulher que podem evitar outras estranhas mortes. Então, além do absurdo da comunicação, o fenômeno ainda serve como bola de cristal.
O filme segue ruim até o seu clímax, no final, quando tudo fica ainda pior. Os espíritos do mal aparecem, atacam, Jonathan morre e fim. Tchau. Agora é só esperar a continuação (que já foi feita e já deve estar chegando direto nas locadoras) pra esculhambarmos novamente.

MARCAS DA VIOLÊNCIA
(A HISTORY OF VIOLENCE)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006







Direção: David Cronenberg.
Roteiro: Josh Olson.
Elenco: Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris, William Hurt, Ashton Holmes, Peter MacNeill.

O que um apaixonado e atencioso marido, pacato pai de família, e dono e uma pequena lanchonete pode ter de especial? Que justificativa pode ser dada quando em uma situação adversa, esse mesmo homem age de forma tão violenta, mortal e precisa durante um assalto em seu estabelecimento? E se depois disso, um estranho (Ed Harris) e mal encarado homem aparecesse e insistisse já conhecê-lo e que toda essa sua vida não passa de uma farsa?
Viggo Mortensen é Tom Stall, o simplório e inexpressivo homem de família descrito no parágrafo anterior, que tem sua vida completamente transformada após a reação a um assalto, que levou a morte dois perigosos assassinos. Transformado em herói nacional e recebendo atenção de toda a mídia, fantasmas do passado despertam e começam a assombrar Tom e sua família.
Cronemberg trabalha perfeitamente a angústia do personagem de Mortensen em relação à dúvida do que deve ser feito. Tentar apaziguar a situação e se esconder, esperando que a tempestade passe, independente da destruição que ela possa causar; ou ir de encontro ao seu possível passado e retribuir tudo que está acontecendo em sua vida de uma forma ainda mais violenta.
David Cronemberg, que na verdade nunca foi um dos meus diretores preferidos, cria aqui, uma angustiante trama , onde vemos o esfacelamento da relação aparentemente perfeita da família de Tom. Onde a dúvida de seu passado põe em risco tudo o que foi construído em quase 20 anos de convivência. Sua esposa Edie (Maria Bello) e seu filho mais velho, Jack (Ashton Holmes), com certeza são as pessoas que mais sofrem com isso.
Mortensen acerta bonito na maneira que decide interpretar Tom, sua forma introspectiva e seus modos moderados, além da voz sempre mantida em baixo tom, dão ainda mais vida ao seu personagem e tornam toda a história ainda mais visceral. Não foi uma das melhores atuações do ano, mas serve para mostrar o quanto esse ator melhorou depois de ter sido rei.
Marcas da Violência não é de forma alguma um filme de ação, é sim um instigante estudo sobre as conseqüências de algo inesperado, e principalmente, violento na vida de pessoas aparentemente comuns.

O QUINTO ELEMENTO
(THE FIFTH ELEMENT)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006





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Direção: Luc Besson.

Roteiro: Luc Besson.
Elenco: Bruce Willis, Milla Jovovich, Gary Oldman, Ian Holm, Chris Tucker, Luke Perry.

Esse é um daqueles filmes de ficção científica, que se preocupam muito mais com os efeitos especiais e o visual espalhafatoso (tipo George Lucas) do que com a própria Estória em si. E já que a preocupação do Luc Besson era tão grande com isso, bem que ele deveria ter caprichado mais, pelo menos se a intenção dele fosse a de fazer um filme bom. Mas se a intenção dele era fazer um filme ruim, bem, nisso ele foi muito bem sucedido.
O “Quinto elemento” é um péssimo filme, desde a História e os seus personagens, até as atuações, imagens…. Bruce Willis faz aquele velho papel do ex-combatente fodão (ex-policial, ex-bombeiro, ex-stripper, ou ex-o que for) que se encontra fazendo outra coisa, mas acaba se envolvendo em uma imensa “aventura” pra salvar alguém (que claro, é gatíssima e gostosíssima). E esse alguém é nada mais, nada menos que a linda Milla “Jovovovovovich”, que é tão irritante que… deixa pra lá, já que no filme o que não faltam são personagens irritantes, imagens irritantes, história irritante, direção irritante….
O personagem de Chris Tucker é talvez, o pior de todos eles, não só desse, como de todos os que já vi em todos os filmes que já vi e que ainda não vi e que nem irei ver (caberia muito bem em um dos filmes da Xuxa). Na galeria de personagens ruins ainda temos o do Gary Oldman (que é um dos atores que mais alternam papéis bons e péssimos que eu já vi) e aquele que representa o presidente dos EUA (o negão cego de um olho que só faz papel de capanga em filme norte-americano). Isso sem falar naquela alienígena bizarra azul que era cantora de ópera, cantando umas mistura lá de Ópera com Tecno. Assustador!!!!
Personagens e atuações que por si só já fazem por merecer os 5 cuzinhos da resenha.
A História é outra bobagem. O mal volta (e nada é explicado) e alguém tem que salvar o mundo e o Universo, mesmo sem saber como. O bem vence o mal, espanta o temporal e fim, acabou!!!