Direção: Sam Mendes.
Roteiro: William Broyles Jr.
Elenco: Jake Gyllenhaal, Jamie Foxx, Kristin Richardson, Peter Gail, Jamie Martz, Evan Jones, Chris Cooper, Dennis Haysbert, Scott MacDonald, Peter Sarsgaard.
Tenho uma grande preferência, dentro desse estilo de filmes, aos projetos que buscam mostrar dentro de conflitos, o lado mais humano e pessoal das pessoas que deles participam. Portanto, na minha opinião, as melhores obras do estilo, são os que buscaram mostrar o seu respectivo conflito, a partir das visões pessoais de seus combatentes, deixando de lado a destruição e as impressionantes e inúmeras mortes, que devido a essa abordagem, se transformam em nada mais que um espetáculo visual, perdendo o impacto que deveria possuir. A banalização da vida também está presente na maioria dos filmes de guerra. O homem passa então, por uma espécie de coisificação, tornando-se apenas mais um coadjuvante, onde o protagonista é a própria guerra.
No filme, seguimos o jovem Swoff (Gyllenhaal) desde a sua entrada no campo de treinamentos, até sua ida à primeira guerra do Golfo. Vemos a sua tentativa de fugir ao máximo de qualquer tipo de luta, até o seu desespero e frustração por não atirar em ninguém depois de meses de treinamento.
Então, seguindo a proposta de outros grandes cineastas como Kubrick (Tempo de Matar) e Malick (Além da Linha Vermelha), Sam Mendes direciona seu filme para o olhar dos combatentes em relação a situação em que estão vivendo. Explora de modo preciso os motivos que levam jovens sem nenhuma experiência e perspectiva de vida a se tornarem em pouco tempo pretensos matadores em “defesa” de sua glorificada pátria. Jovens esses que passam por verdadeiras lavagens cerebrais, passando de jovens comuns a verdadeiras máquinas de matar, não importando se a ação se passará na Europa, no Vietnã ou Iraque.
O maior defeito do filme talvez esteja nessa sua falta de originalidade, apesar de muito bom, o tema já foi abordado anteriormente em outros filmes (citados aqui no texto), soando às vezes mais como uma homenagem a obras anteriores, o que diminuiu muito o seu impacto.
Cara, amei esse filme, é como vc falou mesmo, o filme é um estudo sobre a transformação de uma pessoa normal em um neurótico de guerra. Excelente filme!
Fantástico o filme. Jake Gyleenhaal de volta a boa forma de Donnie Darko.
É verdade, o Jake Gyleenhaal é um grande ator mesmo, desde o “Céu de Outubro” que temos contato com boas perfomances dele. O novo do Ang Lee com ele deve ser mesmo excelente. Será que ele tem chances no Oscar?
Uma obra bastante promissora. Espero que Mendes tenha aprendido a usar aquele certo distanciamento, inadequado em ESTRADA PARA PERDIÇÃO, de melhor forma aqui.
Ouvi falar que o filme era apolítico. Por isso não fui assistir. Mas, se você disse que há semelhanças com o inigualável Além da Linha Vermelha, então esses comentários não são verdadeiros.
Pois é Evandro, apesar de ser menos reflexivo do que o filme do Malick, O Soldado Anônimo tem esse lado mais intimista como principal trunfo. Só lembrando que as reflexões são diferentes aqui, já que o principal ponto de vista é de garoto com apenas 21 anos de idade e quase sem experiências de vida.
Gostei demais do “Estrada para Perdição” Gustavo. Há, vi hj o Munique. Excelente!!!
Sua resenha me faz lamentar profundamente por ter ido na onda de certos críticos e, assim, perdido este filme quando ainda estava em cartaz nos cinemas. Um abraço!
Cara, e eu nem vi nenhuma crítica negativa sobre ele.
Fiquei doido pra ver desde o trailer, mas acho que por aqui já saiu de cartaz…
Vladimir, mudei de endereço. Qaundo der passe lá e mude o link. Abraços.
http://os-intocaveis.blogspot.com/
Gostei do “derrisório” meu caro Joãzinho. Mas babaquinha e idiotinha, num dá né? Usar uma palavra tão bonita como derrisória pra terminar com idiotinha e babaquinha. Vc pode melhorar, tenho certeza. hehehe
Beijão pra você.
E podem deixar que assim que tiver tempo vou lá conhece o novo Os Intocáveis e a volta do 100cia.
Realmente, esse é um ótimo filme meu amor!É impressionante a lavagem cerebral q fazem em jovens como os do filme nessas guerras a fora!
Outro filme que estou ansioso para assistir. Jarhead faz tempo que quero assistir. Acho que não estréia aqui também, mas tem nada não. Um dia assisto, hehehehehe.