Direção: Stephen Gaghan.
Roteiro: Stephen Gaghan.
Elenco: George Clooney, Matt Damon, Amanda Peet, Willian Hurt, Chris Cooper, Nicholas Art, Alexander Siddig.
Mesmo que não leve nenhuma estatueta no próximo dia 5 de março, George C looney já é com certeza “o cara” do Oscar esse ano. Não é todo dia que vemos uma pessoa receber tantas indicações importantes em uma mesma edição da premiação. Melhor Filme e Direção (em sua segunda vez como diretor) e Ator Coadjuvante. Clooney deixa definitivamente de lado o peso da bata do Plantão Médico e a capa do Batman para tornar-se um dos maiores astros da atualidade em Hollywood.
Então, se vimos seu amadurecimento na direção em “Boa Noite e Boa Sorte”, agora vemos um destacável trabalho seu como ator em Syriana.
Em Siryana, Clooney é Robert Bear, um agente da CIA (Agência Central de Inteligência) que trabalha infiltrado no Oriente Médio investigando células terroristas. Quando a fusão de duas grandes empresas petrolíferas começa a ser investigada e ao mesmo tempo corre o perigo de perder grandes postos de perfuração para a China, Robert começa a perceber que o trabalho da CIA nem sempre envolve a conhecida, batida e hoje completamente desacreditada, “luta pelo bem”. Do outro lado, vemos o personagem de Matt Damon, um jovem analista de energia, que torna-se acessor do filho de um Xeque, candidato a rei do país que ameaça anular o acordo com os EUA e negociar seu petróleo com a China.
Escrito e dirigido pelo mesmo responsável pelo excelente “Traffic”, temos mais uma vez uma complexa história onde somos apresentados a vários seguimentos da trama que envolve a exploração de petróleo no Oriente Médio, sendo os mais chocantes o da influência do governo norte americano e a formação de grupos terroristas anti-americanos.
Imperdível e revelador!
PS: Bom feriado a todos. Aprveitem!!!
Muito bom mesmo! Confesso que em determinado momento, achei que o filme – pelos muitos diálogos e diversos pontos que o diretor queria “tocar” – poderia se tornar arrastado…mas aconteceu justamente o contrário, e nos deparamos com uma trama impressionante. Eis o mundo milionário por trás do petróleo (e digo isso “de carteira”).
De fato, o título de “homem do ano” pertence a Clooney. Apesar de já ter lido também outras opiniões altamente positivas em relação a este filme (como a de Roger Ebert), fico intimidado pela dita intrincação do roteiro – não há nada mais humilhante do que se perder em um filme.
Bom Carnaval.
Esqueceu de mencionar a indicação pelo roteiro de Boa Noite e Boa Sorte.
Achei Syriana extremamente medíocre, e Clooney já fez muito melhor. Se fosse só ganhar peso e deixar crescer barba, seria fácil ser um bom ator.
É, é realmente excelente Syriana, principalmente pelo roteiro. Enfim, vistos Terra Fria e Capote, ambos com críticas no blog, até.
Por incrível que pareça, ainda não vi esse filme em cartaz por aqui… tava afimzão de ver…
Bem que eu achei parecido com Traffic mesmo. Cara, realmente o que esse filme possui de melhor são os diálogos. Aquela frase dita pelo principe sobre os EUA estarem em decadência por ter trocado a diplomacia pela força é de arrepiar. Escelente!
Tb gostei muito desse filme!Mas dá é medo na gente, só em pensar q essas tramas não acontecem só em filmes, mas na vida real tb e a gente não tem nem conhecimento sobre tudo realmente!!!!!!
COm certeza é essa proximidade com a realidade que mais assustam em filmes como esse.