Nem Todos São Arte

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Cinéfilos


28/3/2006

STEALTH - AMEAÇA INVISÍVEL
(STEALTH)


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Direção: Rob Cohen.
Roteiro: W.D. Richter.
Elenco: Josh Lucas, Jessica Biel, Jamie Foxx, Sam Shepard, Joe Morton, Richard Roxburgh.

Três Pilotos (o líder arrogante e fodão, o negro metido a engraçado e que tem como única serventia no filme, morrer bestamente e servir como motivação para o líder arrogante e fodão ganhar o dia e salvar o mundo, e a mocinha inteligente, secretamente apaixonada pelo líder arrogante e fodão, que secretamente também a ama) formam a principal força norte americana nos ares. Depois de anos de entrosamento, a equipe é obrigada a receber um novo e misterioso membro. Trata-se de um super avião, controlado por uma avançadíssima inteligência artificial e que promete substituir o homem em assuntos aéreos de maior perigo. Situação que causa revolta aos nossos super pilotos.
Mas logo em sua primeira missão, o óbvio acontece e o super avião fodão indestrutível pira e bota pra lascar em todo mundo, inclusive matando o negão.
O diretor Rob Cohen, portador de um currículo invejável, deve ser uma das piores coisas que aconteceram na indústria cinematográfica nos últimos 10 anos. (Ir)responsável pelos descerebrados e ridículos “Velozes e Furiosos e XXX”, ele tem em Stealth mais uma forma de mostrar o quanto é péssimo, através de sua falta de criatividade (o filme é um Velozes e Furiosos com jatos supersônicos), falta de talento e principalmente total ausência de vergonha na cara. E em falar em currículo, Jammie Foxx, depois de duplamente indicado ao Oscar por dois excelente trabalhos, coloca uma tarja preta na sua carreira ao assumir um dos personagens mais inúteis e descartáveis que já vi.
A falta de coerência do roteiro, também é o ponto “forte” do filme, afinal de contas, uma tecnologia tão superior como mostrada no filme, capaz de saber se o cidadão fez ou não operação de fimose (através das calças), por um magnífico satélite no espaço (o satélite no filme, reconhece uma pessoa, do espaço, através das leituras da retina e, pasmem, da digital dos terroristas. Sensacional, não), capaz de destruir qualquer alvo ininimigo, em qualquer situação ou local do mundo, causando o mínimo de trastornos a população civil inocente; se desmantela todo depois de levar um choque.
Repleto de discursos envolvendo a eterna discussão “HomemXMáquina”, pois as máquinas não podem nos substituir, pois não tem a capacidade de discernir entre o certo e o errado, o bom e o mal, enfim, não podem tomar decisões por não possuírem nenhum senso de moral e ética, exatamente como os americanos.
Mas longe de querer se prender a discussões mais profundas que um pires, Cohen se contenta em fazer um filme nos mesmo molde dos seus trabalhos anteriores. Atores diferentes em uma bobagem muito semelhante e 130 milhões de dólares jogados pelo ralo.

Arquivado em: Vladimir @ 12:02 pm

23/3/2006

LOUCURAS NA IDADE MÉDIA
(BLACK KNIGHT)


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Direção: Gil Junger.
Roteiro: Darryl Quarles, Peter Gaulke e Gerry Swallow.
Elenco: Martin Lawrence, Marsha Thomason, Tom Wilkinson, Vincent Regan, Daryl Mitchell, Michael Burgess.

RODA DE FOGO
A roda foi um suplício muito usado a partir do século 12. O prisioneiro era amarrado na parte externa de um grande disco de madeira, colocado sobre um recipiente contendo brasas incandescentes. Ao girar lentamente a roda, o carrasco fazia com que o corpo do torturado ficasse exposto ao calor, até que o réu morresse em conseqüência das queimaduras sofridas.
O ESTRADO
O estrado era uma prancha de madeira com mecanismos para esticar o corpo da vítima. Depois de ter os pulsos e tornozelos amarrados por cordas nas extremidades da prancha, os mecanismos eram acionados lentamente e puxavam o corpo em direções opostas. A vítima tinha as juntas deslocadas e os tendões rompidos e no final podia ser desmembrada.
PÊRA
O desenvolvimento da relojoaria na Idade Média inspirou novos instrumentos a serviço da dor.
A “pêra” era um aparelho com pequenos mecanismos e molas em seu interior. Ela era introduzida no reto ou na vagina da vítima e, com o uso de parafusos, os mecanismos de relojoaria eram acionados para expandir o volume do objeto, causando graves dilacerações.
LOUCURAS NA IDADE MÉDIA
Uma das mais temidas torturas, que insistem em continuar existindo principalmente pela cara de pau do ridículo “comediante” Martin Lawrence (experiência muito mal sucedida de clonagem do Eddie Murph).

Em “Loucuras na Idade Média”, Lawrence é Jamal, um funcionário folgado e metido de uma empresa temática de diversão. Um certo dia, tem sua vida colocada de pernas para os ares quando encontra um belo medalhão e é transportado no espaço e no tempo até o século XVI, na Europa medieval. Se metendo então em diversas confusões. Agora, caro leitor, marque as alternativas corretas em relação ao resto da história do filme:

a) Jamal passa de egoísta a “herói salvador da pátria”, depois de levar um esporro da mulher amada. Passando então de bobo esquisito a salvador da pátria, exatamente como o Renato Aragão nos filmes dos Trapalhões. Resumindo: Ele se apaixona, briga com ela, muda por causa dela, luta para salvá-la e logicamente, a ganha.
b) Ele é confundido com alguém muito esperado para salvar o reino da tirania e maldade do seu atual governante.
c) Tudo não pasava de um simples delírio, onde tudo foi aparentemente imaginado, até o encontro com uma mulher idêntica a que o “nosso herói” se apaixonou na Idade Média.
d) Todos confiam em Jamal, menos uma pessoa, que é o grande “caba do mal” do filme e que logicamente recebe o que merece antes do fim.
e) Todas as alternativas estão absolutamente corretas (para a infelicidade de quem viu o filme).

Nada mais precisa ser dito, não é verdade?

MAIS MARTIN LAWRENCE NO NTSA:

VOVÓ…ZONA

Arquivado em: Vladimir @ 11:39 am

19/3/2006

FLORES PARTIDAS
(BROKEN FLOWERS)



Direção: Jim Jarmusch.

Roteiro: Jim Jarmusch.
Elenco: Bill Murray, Jeffrey Wright, Sharon Stone, Frances Conroy, Jessica Lange, Tilda Swinton, Julie Delpy.

Bill Murray é, com certeza, o ator perfeito para interpretar papéis como o do protagonista desse ótimo filme do diretor Jim Jarmusch. Poucos atores na atualidade conseguem transmitir apenas através de olhares, sentimentos tão profundos e diversos como os necessários em “Flores Partidas”.
Aqui, Murray assume o papel de Don Johnston, um homem muito bem sucedido economicamente, que parece nunca ter sucesso em suas relações amorosas devido a sua incapacidade de envolvimento e de mostrar quaisquer sentimentos.
Aparentemente impassível a tudo o que ocorre em sua vida (sempre mostrado no filme como um homem de poucas palavras, em um estado muito parecido com o de depressão), Don parece viver em um eterno estado de tédio, onde nada parece tirá-lo de sua letargia, nem o abandono de mais uma namorada (interpretada pela belíssima Julie Delpy).
Quando recebe uma estranha carta anônima de uma suposta namorada sua, informando sobre a existência de um filho de 18 anos que estaria procurando-o para conhecê-lo, Don é quase obrigado por seu amigo e vizinho Winston (Jeffrey Wright) a procurar todas as suas namoradas do período e descobrir mais sobre esse suposto filho.
Com um roteiro muito bem escrito por Jarmusch que cria um personagem sólido e tridimensional, que a cada momento vai se tornando mais simpático para o espectador, que torce para que ele seja bem sucedido em sua busca e ao mesmo tempo se enerva com a forma com que as ações se desenvolvem. “Flores Partidas” é mais um filme onde podemos ver um show de interpretação do ótimo Bill Murray, que vem se mostrando cada vez mais perfeito para papéis semelhantes a esse.

Arquivado em: Vladimir @ 6:41 pm

16/3/2006

SANGUE ETERNO
(SANGRE ETERNA)


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Direção: Jorge Olguín.
Roteiro: Jorge Olguín e Carolina Garcia.
Elenco: Patrícia López, Cláudio Espinoza, Carlos Borquez, Yerko Farias, Jorge Denegri, Ximena Ituilipan, Javiera Contador.

Depois de um filme russo sobre vampiros que frustou minhas expectativas, nada melhor que encontrar no fundo da prateleira da locadora um trabalho chileno sobre o mesmo tema não é verdade? Não, definitivamente não é verdade.
Tendo como ponto de partida os jogos de horror de RPG e a crescente “população” gótica amante da noite e do tema “vampirismo”, o filme de Jorge Olguín mostra um grupo de amigos jogadores de um RPG de vampiros, que em determinados momentos não conseguem discernir a fantasia da realidade.




Sem nenhum efeito computadorizado a disposição, Olguín se utiliza de muita borracha, fumaças por gelo seco, vôos ridículos em cabos (com direito a sonoplastia do antigo desenho dos Super Amigos) e muita tinta vermelha para deixar tudo sujo e confuso o bastante para esconder os infindáveis defeitos, as fraquíssimas atuações do elenco , os figurinos incrivelmente ridículos (principalmente dos padres e freiras – sem comentários - caçadores). Para resumir, de positivo no filme temos a bela abertura do filme, que até pode chegar a enganar um ou outro espectador menos experiente e esperançoso de não ter jogado fora seu dinheiro. Além do início, a trilha sonora conta com algumas boas músicas de bandas de Metal Gótico. O filme também conta com algumas boas maquiagens.
O filme de Olguín deve ser apreciado por fãs de filmes de terror “B”, e provavelmente seria ainda mais reconhecido se tivesse sido realizado há 20 anos atrás.
Recomendo apenas para esses fãs saudosistas do Cine Trash.

Arquivado em: Vladimir @ 5:14 pm

13/3/2006

A PANTERA COR DE ROSA
(THE PINK PANTHER)


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Direção: Shawn Levy.
Roteiro: Len Blum e Steve Martin.
Elenco: Steve Martin, Kevin Kline, Beyoncé Knowles, Jean Reno, Emily Mortimer, Jason Statham.

Não tenho a menor dúvida que depois que esse remake da “Pantera Cor de Rosa” foi lançado, Petter Sellers deu um Triplo Twist Carpado dentro de seu caixão que faria uma inveja mortal (ops!) a nossa Dayane dos Santos.
É fácil fazer uma lista de culpados para o fracasso dessa empreitada. Em primeiro lugar os estúdios que liberaram o sacrilégio, em segundo a direção e o roteiro (pelo menos para quem não ri mais apenas com piadas de peidos e escatologias do tipo), mas o pior, se encontra principalmente no intérprete do personagem principal da obra original de Blake Edwards, o exageradamente chato Steve Martin (que também assina o roteiro). Martin aposta erradamente nesse seu estilo chato e insuportável de fazer comédias para compor o Inspetor Closeau, com uma caracterização esdrúxula (para não usar um palavrão) e caricata, o inverso da feita pelo gênio Peter Sellers.
Piadas envolvendo flatulências e quedas já saíram do prazo de validade desde a série “Corra que a Polícia Vem Aí” e também servem para tentar esconder o roteiro muito mal escrito e a péssima direção, digna dos atuais filmes do Renato Aragão. Impressionante os filmes ainda se utilizarem desses tipos de recursos, como se essas fossem a forma mais garantida de fazer rir (teoria infelizmente comprovada através da observação da reação de algumas pessoas nos cinemas).
O elenco, além do insuportável Steve Martin, conta com o inadequado Jean Reno (pelo menos o Jackie Chan seria mais parecido com o Sato) e a insossa Beyoncé Knowles (que como atriz, não presta nem como cantora). Por último Kelvin Kline, que nem fede nem cheira.
A história do filme se dá quando o diamante que dá nome ao filme é roubado e o responsável pelas investigações, o Inspetor-Chefe Dreyfus, chama o mais incompetente policial da França (Clouseau) para tomar conta do caso e tirar as atenções da verdadeira investigação liderada pelo Inspetor-Chefe. O resto da história todos já conhecem (ou pelo menos imaginam), já que final surpresa é algo que passa bem longe desse remake feito para espectadores com idade mental inferior a 5 anos.

Arquivado em: Vladimir @ 4:49 pm

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