Direção: Spike Lee.
Roteiro: Russell Gewirtz.
Elenco: Denzel Washington, Jodie Foster, Clive Owen, Cherise Boothe, David Brown, Jonnie Brown, Jay Charan, Willem Dafoe, Chiwetel Ejiofor.
Spike Lee está de volta!
Essa com certeza é uma excelente notícia para os seus muitos fãs, que desde “A Última Noite”, excelente filme estrelado por Eward Norton, estavam órfãos dos trabalhos do diretor (não lembro de outro longa do diretor depois desse).
Em “O Plano Perfeito”, Lee retoma a parceria com um de seus mais talentosos colaboradores, Denzel Washington (parceiro em outros 3 filmes). Além disso, conta com a forte e sempre grande presença de Jodie Foster e o, cada vez melhor, Clive Owen.
Apesar de “O Plano Perfeito” não se encaixar perfeitamente na contundente filmografia do diretor, caracterizada por fortes, mas dessa vez menos diretas, críticas sociais, o filme, mesmo não sendo tão forte quanto os anteriores, vem acompanhado principalmente de bastante referências à atual política internacional norte americana e principalmente o fortalecimento do racismo dentro do país, que depois do atentado de 11 de Setembro envolve outros grupos étnicos que vivem nos E.U.A..
Dalton Russell, personagem de Clive Owen, abre o filme informando diretamente ao espectador que conseguiu realizar o assalto à banco perfeito. Após sua pequena fala, somos levados diretamente até o banco em questão, já no momento da chegada da quadrilha comandada pelo ator. Passamos a acompanhar, então, três frentes. Uma guiada pelos assaltantes, onde não sabemos quais os passos que eles tomarão para atingir o dito por Owen no início do filme. Outra comandada por Keith Frazier (Denzel Washington), aparentemente honesto e muito competente, detetive de polícia que vê o assalto como uma forma mais rápida de ascensão em sua carreira. E por fim, Madeline White (Jodie Foster), uma misteriosa executiva (possuidora de uma influência assombrosa, inclusive no meio político) que tem como trabalho proteger um precioso objeto que se encontra dentro do banco.
Apesar de já no primeiro momento, ficar claro que o que os assaltantes procuram, é justamente o que Madeline White tem que proteger, o filme não perde nada com isso, concentrando suas surpresas na forma em que o roubo é conduzido (achei genial) e principalmente nas relações entre as três frentes. O misterioso assaltante, o obstinado policial e a arrogante executiva.
As críticas do diretor, como falei antes, apesar de mais sutis, estão sempre presentes, seja em momentos mais claros, como no caso do tratamento dado pela polícia a um funcionário do banco com características árabes, ou em momentos mais discretos, mas não menos fortes, como quando um cartaz com a frase “Nunca Esqueceremos”, com uma imagem das duas torres, como plano de fundo em um certo diálogo do filme. A arrogância e prepotência da personagem de Foster também pode ser vista como uma alusão à truculenta e desrespeitosa política internacional do Sr. George W. Bush (ou seria White o sobrenome da personagem por acaso?).
Um diferente sentimento de tensão está presente durante todo o filme, já que assalto envolve reféns (algo mais ou menos novo nos muitos filmes de assalto feitos ultimamente). A atuação do elenco é algo a se destacar, como esperado em um elenco tão bom.
Preparem-se então, para mais uma ótima viagem com o mestre Spike Lee.
putz
Pô esse filme é maneiro demais. Aquele lance de encapuzar todo mundo pros reféns se confundirem com os ladrões é show demais. E o final é daqueles de deixar todo mundo super empolgado! Adorei o teu texto mano!
Esse eu vou ver. Spike Lee é o cara!
Tá todo mundo falando super bem do filme… acho que vou ver hoje…
Mal posso esperar para ver esse filme, Vladimir.
O filme é mesmo excelente. Pena que aqui em Fortaleza já saiu de cartaz, mas quem puder, não pode perder a oportunidade de vê-lo e presenciar um grande cineasta com um ótimo elenco novamente em ação.