
Direção: Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom.
Roteiro: Banjong Pisanthanakun, Sopon Sukdapisit e Parkpoom Wongpoom.
Elenco: Ananda Everingham, Natthaweeranuch Thongmee, Achita Sikamana, Unnop Chanpaibool,
Chachchaya Chalemphol, Panitan Mavichak, Sivagorn Muttamara.
Depois de assistir diversas bombas de terror oriental (que vocês poderão voltar a conferir clicando nos links no final dessa resenha), e não é que contra todas as minhas expectativas finalmente assisti um realmente bom? Como ia ver outro filme e acabei vendo esse, “atirei no que vi e acertei no que não vi”, e dessa vez (até que enfim) me dei bem.
Mas sinceramente, por dois motivos, só me tranqüilizei ao final da sessão. Em primeiro lugar, a primeira cena assustadora do filme segue o velho padrão oriental do insuportável fantasma rastejante de cabelos compridos. Em segundo lugar, mesmo que o filme seja bom, o final scooby doo comum nesse gênero geralmente o estraga, então, só após o final eu poderia realmente comemorar ou esculhambar. Já deu pra notar o resultado, não é?
No filme de Banjong e Parkpoom (que nome são esses pelo amor de Deus), o fotógrafo Thun (Ananda Everingham) e sua atual namorada Jane (Natthaweeranuch Thongmee), ao voltar para casa de um encontro entre amigos, acabam atropelando uma pedestre e resolvem fugir, não prestando socorro à vítima.
Apesar de ser óbvio que o espírito da atropelada começará a artomentar o casal (até porque o filme é de terror), os roteiristas/dirertores tem a preocupação de não deixar o filme cair no comum, não resumindo o filme a cenas com sustos fáceis e batidos. Existe uma interessante trama, que torna a história ainda mais envolvente e assustadora. Seria o atropelamento obra do acaso? Um simples acidente? Aos poucos o quebra-cabeça vai sendo montado e o pesadelo vai tomando forma.
Temos em “Espíritos…”, um filme realmente arrepiante, com um final puxando para o estilo de filmes como “Sexto Sentido” e “Os Outros”, só que apelando mais para o terror do que para o suspense, com cenas realmente apavorantes que podem até dar prejuízos aos cinemas que o exibirem (tipo poltronas sujas ou com os braços arrancados). Tudo isso, obra da ótima direção, do roteiro muito bem escrito e amarrado e da boa atuação do elenco.
Se você gosta de um bom filme de terror, e não tem preconceito com filmes orientais (e fantasmas cabeludos, rastejantes e que nunca perdoam), aproveite, até porque filmes de terror orientais bons não são tão comuns.
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