MISSÃO IMPOSSÍVEL III
(M : I : III)







Direção: J.J. Abrams.
Roteiro: Alex Kurtzman, Roberto Orci e J.J. Abrams.
Elenco: Tom Cruise, Ving Rhames, Keri Russell, Philip Seymour Hoffman, Bahar Soomekh, Laurence Fishburne, Billy Crudup, Simon Pegg, Michelle Monaghan, Jonathan Rhys Meyers.

Se há algo que deve ser realmente destacado nessa terceira aventura do agente para missões impossíveis, Ethan Hunt (Tom Cruise), com certeza é a presença do diretor/roteirista J.J. Abrams, que além de cultuado pela ajuda na criação de uma das melhores séries dos últimos anos, se mostra um bom diretor e roteirista em seu longa metragem de estréia.
M: I: III também é, sem dúvida alguma, o melhor filme da franquia. Possui as melhores cenas de ação, o melhor elenco e com certeza, o melhor vilão. Até a história, que apesar de tão inverossímil quanto as anteriores, é a melhor protagonizada por Cruise.
Dessa vez, a história começa de forma estonteante, com Ethan Hunt aprisionado e com sua esposa ameaçada pelo assustador contrabandista Owen Davian (Philip Hofman Seymour perfeito, mostrando porque é um dos melhores atores da atualidade), que promete matá-la (em uma cena que desde já se torna memorável e provavelmente fará você chegar muito perto de arrancar os braços da poltrona do cinema), caso o agente não dê o paradeiro de um determinado artefato chamado “pé de coelho”. Após esse breve interlúdio, que já nos deixa cheios de dúvidas e obviamente será retomado lá pelo final do filme, somos apresentados ao cotidiano de Ethan em sua tentativa de ter uma vida “normal”, assumindo o cargo de instrutor na agência e tentando manter-se distante dos muitos perigos de suas “missões impossíveis”. O agente é obrigado a voltar à ativa e novamente reunir seu grupo, dessa vez com novos integrantes, mas com seu amigo Luther (Ving Rhames) ainda no time, para resgatar uma de suas mais importantes pupilas.
Começa então um impressionante jogo de gato e rato, onde Ethan além de ter que encontrar e manter a salvo o tal artefato, ainda persegue e é perseguido em diversos países do mundo, tanto por seu terrível inimigo (Hoffman encarna um vilão realmente assustador), como pelos seus próprios “aliados” da agência.
Se a presença de Keri Russel como a agente que deve ser resgatada no início do filme é quase descartável, isso não pode ser dito a respeito da participação de diversos outros grandes atores como Lawrence Fishburn, Billy Crudup, Simon Pegg, entre outros, que brilham em seus respectivos papéis e trazem nova vida à franquia.
Já o roteiro, apesar de não ser nada mais que a junção de elementos dos dois primeiros filmes com um ou outro elemento novo introduzido por Abrams, Kurtzman e Orci (e com certeza é esse o seu maior defeito), se sobressai quando se trata das excelentes cenas de ação e do impressionante clima de suspense que as acompanham. É inegável o mérito do diretor nesses quesitos. A trilha sonora é outro achado, composta por Michael Giacchino, também responsável pela trilha da série “Lost”, ela é fundamental para aumentar esse clima necessário à história. Além do mais, Giacchino acerta ao economizar no tema principal da série, tornando-o realmente empolgante como deve ser, nos momentos em que é tocado.
Resumindo, M: I: III é com certeza o melhor filme da série, o que nos deixa com vontade de ver mais aventuras do agente Ethan Hunt e sua equipe sob a direção de J. J. Abrams, com todo o seu fôlego, disposição e criatividade.

14 comentários para “MISSÃO IMPOSSÍVEL III
(M : I : III)”

  1. Kahlil disse:

    Bom, eu gostei um pouco mais do primeiro filme. Missão Impossível 1 era primeiramente um suspense, depois uma aventura/ação, e foi isso que realmente me chamou a atenção no filme, o fato de ele ser um suspense sobre agentes secretos. ADORO!!! Já no segundo, praticamente tudo deu errado. A estória era grotesca, as cenas de ação extremamente exageradas e Tom Cruise se sentindo o gostosão do pedaço. Sem falar no vilão que tenta meter medo fazendo cara de brabo e da mocinha patética que só atrapalha as missões de Ethan. Missão Impossível 3 possui uma estória bastante fraca mas bastante superior ao segundo filme. Philip se destaca por realmente ser o melhor vilão da série e um dos melhores vilões que já vi. Michael Giacchino realmente fez um trabalho memorável com a trilha deste filme. E o que posso falar de J.J. Abrams? Graças a DEUS que Hollywood trouxe ele para o cinema. Ele já cometeu alguns deslizes como o roteiro de Armagedon, mas isso é esquecível… ahusiasuaahsia. Acho que ele tem tudo para ser um grande diretor e roteirista. Mas por favor… o que é o maldito Pé-de-Coelho… esse é o grande erro do roteiro!!! Flw… abrasso!

  2. paulo jr. disse:

    Somente gostaria que o filme não ficasse tão focado em volta do agente Ethan, mas aí já é pedir demais sendo este o produtor do filme.

  3. Ibertson disse:

    Tomara que entre em cartaz esse fim de semana aqui no Cinema, ele e Código da Vinci!! Gostei dos dosi primeiros MI.

  4. Ibertson disse:

    Tomara que entre em cartaz esse fim de semana aqui no Cinema, ele e Código da Vinci!! Gostei dos dois primeiros MI.

  5. Verde disse:

    Fala seu Vladimir como vai, concordo com tudo o que vc disse, mas mesmo pensando em Kerri Russel como a menininha de Felicity (J.J. Abrams na mesma época que escreveu Armagedon, quando só fazia besteira hehehe) eu acho que ela sai muito bem no papel, assim como todo o resto do elenco, mas vamos falar que o filme se sustenta nas cenas, por que em questão de enredo ele não traz inovações é até se torna um pouco manjado, ja consegui matar o segredo do filme na cena do interrogatorio, pelo menos a justificativa foi melhor.
    Mas concordo com o primeiro comentario, MI era um filme de suspense, e apesar do produtor ser Tom cruise a série deveria ser voltada para o trabalho da equipe.. com foi no primeiro filme.

    abraços

  6. Sempre fui contra o cinema de franquia (acho insuportável aquele tipo de cineasta de trabalhos encomendados ou que cria uma idéia e quer vendê-la em um milhão de continuações), porém Missão Impossível 3 me surpreendeu. Acreditava piamente que a série já tinha dado tudo o que podia (e quebrei a cara). Porém o grande mérito desta vez não cabe a Tom Cruise - mais interessado naquela baboseira de Cientologia e suas extravagâncias nada agradáves de se ver - mas do diretor J. J. Abrahams (das séries Lost e Alias). Ele salvou uma franquia acabada. Acertou onde Brian de Palma e John Woo erraram. Mas, mesmo com todo esse talento revelado, ainda torço para que Tom Cruise e Paula Wagner parem e invistam em novos projetos. Por favor, diversidade já. Abraços do crítico da caverna.

  7. Vladimir disse:

    Caras, taí que eu não sabia que J. J. Abrams tinha escrito o roteiro do Armagedom. uhauhauhauha Essa foi demais para mim. hehehehe. Ei Khalil, não sei porque, mas me pareceu que a não divulgação do que era o maldito pé de coelho foi proposital por dois motivos: O primeiro é que é muito interessante imaginar que toda a ação de um filme se desenvolve por causa de um objeto que ninguém sabe o que é, e segundo, esse seria, talvez, o motivo para mais uma continuação, não acha?
    Vai ser muito mais divertido ver M: I: III se não nos preocuparmos com as inúmeras falhas no roteiro e darmos atenção principalmente à ótima direção e ao excelente elenco do filme. Diversão pura e da mais alta qualidade, com certeza.

  8. Fabio disse:

    Cara, muito legal esse filme. não vi o primeiro, mas com certeza esse é nelhor que o segundo filme. Gostei do Cruise, nem exagerou nuito aqui. J. J. Abrams mandou realmente bem né? Abração!

  9. Anônimo disse:

    Só Philipp Seymour Hoffman é a melhor coisa do filme,dando vida a Owen Davian,um vilão ao mesmo tempo assustador e diabólico!

  10. Evandro disse:

    Também me empolguei bastante com este filme e o considero o melhor da série. Pouco importa se é cópia ou não do esquema 24 horas. O que importa é que é bom!

  11. Vladimir disse:

    É verdade, em termos de ação, é indiscutível a qualidade do filme. A segunda temporada de Lost está chegando ao fim. E está matando a pau!!!

  12. Anna disse:

    Eita q eu gostei muito desse filme!Acho q foi p q as mentiras dele são tão emocionantes q parecem verdadeiras, batante empolgantes!Um beijão!Deculpe pelo comentário atrasado, mas pensei até q já tinha comentado esse filme!

  13. gustavo disse:

    boa diversão e só…
    o roteiro não me agradou
    e a conclusão foi o pior detalhe…

  14. Vladimir disse:

    POis é Anna,meu amor, vc resumiu muito bem a sensação de ver o filme “mentiras emocionantes” é perfeito. Mas eu sabia que gostaríamos do filme. :)