Direção: Ron Howard.
Roteiro: Akiva Goldsman.
Elenco: Tom Hanks, Audrey Tautou, Ian McKellen, Alfred Molina, Paul Bettany. Jean Reno.
Em 2004, assim que terminei de ler o livro de Dan Brown, uma das primeiras coisas que pensei foi como seria interessante ver uma adaptação cinematográfica sua. Não por “O Código da Vinci” ser uma preciosidade literária que mereceria uma imediata adaptação, mas sim por ele apresentar uma trama perfeita para ser utilizada no cinema, com uma trama cheia de informações, polêmicas e um pouco complicada (que todo mundo já está abusado de ouvir falar), algumas boas cenas de suspense e personagens sem nenhuma profundidade e retirados de uma cartilha de clichês utilizada por Brown na constituição de todos os seus livros. Sinceramente não sou um grande apreciador do livro, mas reconheço a sua qualidade enquanto objeto de entretenimento. Logicamente, não concordo com toda essa celeuma em torno de suas supostas revelações, já que como todos sabem, o “Código Da Vinci” não passa de uma colcha de retalhos, onde Brown é mais um costureiro que um escritor (nenhuma teoria colocada no livro é nova e a trama é mais batida que os filmes do agente 007). Portanto, mesmo com suas comentadas falhas, como o ritmo mais arrastado contrastando com o estilo rápido a base de capítulos curtos do livro; uma escolha de elenco bastante polêmica no que diz respeito principalmente a dupla principal (claramente Hanks e Tautou, apesar de excelentes atores, não tinham nada a ver com Langdon e Noveau) e que se fez visível no filme, onde ambos, apesar de protagonistas, estão completamente apagados em seus papéis; e, principalmente a complicada transposição da trama (repleta de detalhes), que no filme acabou sendo um pouco prejudicada pelo excesso de cortes de pontos importantes e alterações desnecessárias (não entrarei nesse mérito, mas quem já teve a oportunidade de ler o livro compreenderá melhor o que estou dizendo). Mesmo com essas significativas falhas, gostei do que vi.
No filme, Tom Hanks é Robert Langdon, um renomado simbologista norte americano que se envolve em um estranho caso de assassinato envolvendo o curador do Louvre. Mais do que um simples assassinato, o crime envolve um mistério que caso descoberto poderá levar ao fim da maior instituição religiosa do mundo, a Igreja Apostólica Romana. Duas poderosas ordens assumem lados opostos, A católica “Opus Dei” (uma espécie de “tentáculo” ultra conservador da Igreja Romana) e o pagão “Priorado de Sião” (ordem criada para proteger o segredo por trás do Santo Graal). A primeira, luta desesperadamente para esconder o segredo que envolve uma possível linhagem surgida de um casamento entre Maria Madalena e Jesus Cristo. Já o Priorado, busca proteger esse segredo mantido desde o tempo das Cruzadas, para salvá-lo das mãos da Igreja. Langdon, então, com a ajuda da criptógrafa e neta do assassinado, Sophie Noveau, tem que fugir da polícia que o persegue por considerá-lo suspeito por uma série de homicídios e seguir uma série de pistas por diversos museus e igrejas medievais européias para assim, decifrar o Código Da Vinci e descobrir o verdadeiro paradeiro do Santo Graal.
Mas com certeza, a principal falha da adaptação encontra-se na dupla de protagonistas. Hanks e Tautou realmente não ficaram bem em seus papéis. Em nenhum momento parecem ser os protagonistas da história e são completamente ofuscados pelas atuações de Sir Ian McKellen (perfeito) com as melhores cenas e falas e Paul Bettany (assustador). O resto do elenco (Alfred Molina e Jean Reno) só não está melhor pela falta de aprofundamento do roteiro em relação a seus personagens. Aliás, esse é outro ponto de concordância que tenho em relação à crítica especializada. O roteiro de Akiva Goldsmanm não se preocupa com o desenvolvimento dos personagens, o que acaba nos distanciando dos mesmos, o que na minha opinião ajudou nesse ofuscamento de Robert Langdon e sua parceira.
A direção de Ron Howard segue o mesmo padrão de outros filmes realizados por ele. Mantendo um ritmo mais lento, ele acaba dando ao público uma maior oportunidade de digerir o que está sendo mostrado na tela, mas nunca tornando-se monótono. Howard acerta em cheio ao optar em mostrar um filme mais sombrio, criando um maior clima de suspense e mantendo uma certa sensação de urgência e peso na atmosfera, o que se encaixa com perfeição ao tema central do livro.
Mesmo assim, “O Código Da Vinci” é um filme que consegue divertir e nos fazer pensar, mesmo fazendo isso de forma bem superficial e até um pouco covarde (a discussão de Langdon e Teabing Leigh é uma prova clara disso) e não tão corajosa como feito por Dan Brown. E o “fazer pensar”, é com certeza o maior medo da Igreja e dos grupos radicais que protestam contra o filme, já que a história não passa da mais pura e simples ficção, embalada por uma boa pesquisa histórica em um tema que, com certeza, nunca deixará de ser polêmico. Polêmica que só faz bem para os bolsos do autor e provavelmente ao estúdio responsável pelo filme. Vá com a mente aberta, preparado para ver uma história bem legal embalada em um bom trillher.
DICA: Quem se interessar em ler a crítica do livro no Blog LITERATURA FANTÁSTICA, é só clicar AQUI .
Vou assistir Quarta feira, mas nem li o livro. Só li até desvendarem o primeiro mistério.
Cara, já assistiu ao filme? Como conseguiu tal proeza? Ficou acampado na porta do cinema com um mês de antecedência?
Por aqui, os ingressos para este final de semana são raríssimos. Como ainda não assisti, não me arrisco a maiores comentários sobre o que escreveu. Exceto para que reconsidere a crítica ao roteiro. Afinal, convenhamos, os personagens já são superficiais no material original, ou seja, na obra (sic) literária de Mr. Brown. Um abraço!
POis é Paulo, tb concordo com vc em relação a superficialidade dos personagens no livro, mas quando vc ver o filme entenderá o que quis dizer. Quando vc ver discutiremos melhor.
Grande abraço!!!
assisti o filme, e como todo comentário normal de livro que virou filme: prefiro o livro! rsrs
Meu amor, não li o livro e acho q foi melhor realmente não ter lido, pois gostei muito do filme e não consigo achar tanto defeito como vc e todos os críticos de cinema acharam, sempre comparando o filme com o livro!Assim ,apenas me diverti!Um beijão!
Pois é meu amor, sem dúvida apreciará mais quem não teve oportunidade de ler o livro, ou pelo menos quem leu mas não é um grande apreciador dele. Me encontro no segundo caso, portanto até consegui me divertir com ele. Mas é inegável que o filme possui muitos defeitos, mesmo esses defeitos não prejudicando o resultado final. Tb acho muito complicado, tendo lido o livro, não comparar o filme com ele.
Mas o que importa é que nos divertimos bastante, não é? Agora vamos para o X3.
Cara, não gostei muito livro, mas me diverti um pouco vendo o filme. A crítica do teu amigo no Literatura está perfeita, exatamente o que eu achei sobre o livro do medíocre, mas sortudo e rico Dan Brown. :/
Fala Vlad.. vou assistir na quinta e ai te comento… mas pelo que eu to vendo esse é o tipo de filme ame ou odeie, sem meio termos, ou melhor leia ou livro antes ou não heheh abraços
Fala Vlad.. vou assistir na quinta e ai te comento… mas pelo que eu to vendo esse é o tipo de filme ame ou odeie, sem meio termos, ou melhor leia ou livro antes ou não heheh abraços
Fala Vlad.. vou assistir na quinta e ai te comento… mas pelo que eu to vendo esse é o tipo de filme ame ou odeie, sem meio termos, ou melhor leia ou livro antes ou não heheh abraços
Fala Vlad.. vou assistir na quinta e ai te comento… mas pelo que eu to vendo esse é o tipo de filme ame ou odeie, sem meio termos, ou melhor leia ou livro antes ou não heheh abraços
Concordamos em relação às falhas, mas achei o resto igualmente desinteressante. Acho que nós vimos o mesmo filme mas com disposições completamente inversas. De qualquer jeito, é um filme que vai dividir opiniões em relação não só ao tema, mas também à qualidade.
Cumps.
Eu realmente gostei do filme. Achei bastante envolvente e com excelente suspense. As atuação são um pouco fracas, mas Ian McKellen se destaca como o melhor do grupo.
Vi hoje e não gostei muito, para falar a verdade. Achei os personagens principais, interpretados no pilot automático por Tom Hanks e Audrey Tautou, sem emoção nenhuma. Realmente os melhores são o Ian Mackeller e o Paul Bettany. Eles fizeram mudanças no começo do livro que me irritou e achei muito rápido a explicação dos fatos no filme. Deveria ser mais detalhado, igual ao livro e como eu pensava que ia ser. Vou fazer a crítica no Blog. Daria nota 6.
Adicionei o teu blog lá. Valeu!!
ainda não conferi o filme…
semana que vem o vejo…
mas já vou totalmente armado depois de tanta crítica negativa…
Realmente um filme que anda dividindo bastante as opiniões. Uma coisa é inquestionável, a bilheteria do filme, pelo menos em seu final de semana de estréia, é a esperada, então, podem ter certeza que “Anjos e Demônios” é a bola da vez. Agora é torcer para que esse projeto seja melhor conduzido que o “Código Da Vinci”, mesmo que o Ron Howard se mantenha no comando e Tom Hanks continue no papel de Robert Langdon.
Confesso que o filme me decepcionou, embora não seja um caso de perda total. O problema é que o material original(o livro) já não é grande coisa!
Agora, desperdiçar Tom Hanks naquele personagem sem graça e sem sal foi brincadeira!
Para quem já leu o bom e velho Edgar Alan Poe, Dan Brown é lixo! Histórias espetculares como Assassinatos na rua Margue são exemplos de histórias de mistérios bem escritas, sofisticadas , criativas e que não são previsíveis!
PS: Se puder confira o meu mais novo projeto, o blog RESTINGA MUSICAL(http://restingamusical.blogspot.com). E continuo no cinelândia, é claro!
Comparar Dan brown com Alan Poe é impossível Evandro. Cuidado com blasfêmias desse tipo, pois um corvo pode aparecer para vc e enlouquecê-lo, ou um gorila louco pode persegui-lo, ou até mesmo um gato preto pode aparecer atrás da parede do seu quartokkkkkkkkkk
É verdade! Mas tenha a certeza de que jamais cometeria um sacrilégio desse. Apenas quis citar alguém que é bilhões de vezes melhor que Dan Brown!
Cara não sou leitor assíduo de gênero de leteratura..mas li o código e nã gostei muito não, prefiro o anjos e demônios, apesar de serem “repetitivos” os dois livros..acho q intencionalmente..mas o filme é interessante mas tbm não gostei muito…a leitura certamente e bem melhor, agora q eu fiquei impressionado com o cenario fiquei…foda de mais aula de Historia =D