
Direção: Richard Donner.
Roteiro: David Seltzer.
Elenco: Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Billie Whitelaw, Harvey Stephens, Patrick Troughton.
Há vinte anos, o diretor Richard Donner, mostrando o seu característico ecletismo cinematográfico, filmou um dos maiores clássicos do gênero suspense já feitos até hoje. A história escrita por David Seltzer, parte de um dos maiores medos da cristandade, a vinda à terra do filho de satanás, o portador do número da Besta (666) e antagonista direto do filho de Deus, o próprio anticristo, descrito no apocalipse de João como o precursor do temido final dos tempos.
Em “A Profecia”, acompanhamos o drama da poderosa família Thorn. Ao perder seu tão sonhado filho após um complicado parto, Robert Thorn decide esconder a tragédia da mulher e adotar uma desconhecida criança que teve a mãe morta durante seu parto. A vida da família segue tranqüilamente durante alguns anos, até estranhos e assustadores acontecimentos terem início. Sinais começam a surgir e uma série de desgraças atingem as pessoas que de alguma forma possam prejudicar Damien. Para evitar que esse mal cresça, Robert Thorn tem que aceitar que seu pequeno filho é alguma espécie de manifestação maligna e descobrir todos os segredos por trás de seu nascimento.
Sem dúvida alguma, “A Profecia” é um dos melhores exemplares do gênero, se mantendo lado a lado a filmes como “O Exorcista” e “Poltergeist, o Fenômeno”. Com personagens fortes e muito bem escritos (ainda hoje a Babá de Damien me causa calafrios, sem falar naqueles malditos rotweilers, cachorros de satã!), cenas de tirar o fôlego embaladas por um clima realmente assustador de fim do mundo.
A atuação do elenco é com certeza, juntamente com a perfeita direção de Donner e o intenso roteiro de Seltzer (que por incrível que pareça, também é o (i)responsável pelo maldito Segredo da Libélula) um dos maiores destaques do filme. Gregory Peck dá um verdadeiro show como o atormentado Robert Thorn, rico e respeitado embaixador amerinano na Inglaterra que tem sua vida virada do avesso ao se envolver em uma inacreditável trama envolvendo forças incompreensíveis. E o mais interessante, á a dúvida deixada por Donner. Seria tudo, realmente, a manifestação de forças incompreensíveis, ou graves sinais de psicose, de um homem manobrado psicologicamente por uma série de fanáticos que comprovam suas teorias em fatos realmente ocasionados por tristes e perversas coincidências? Seria Damien a real encarnação do mal, ou apenas uma criança manipulada por um triste destino?

Tire suas conclusões vendo (ou revendo) essa pequena obra prima, ou arriscando nesse pouco comentado remake que tem estréia mundial no sugestivo dia 06/06/06 (e que, com certeza, terá a crítica publicada aqui).
OBS: É uma grande tristeza ver Richard Donner, que já dirigiu filmes como “A Profecia”, “Feitiço de Áquila”, “Goonies”, “Máquina Mortífera” e “Superman, o filme”, se perdendo em projetos ridículos como o não tão recente “Linha do Tempo”.
OBS2: Essa crítica é uma homenagem ao meu grande amigo e fã de filmes de terror, Danilo Almeida.
ai dentro…. huahuahauhauhauah
O primeiro filme amaldiççou minha vida, logo depois que o vi aconteceram coisas desastrosas. Não sou supersticioso, mas também não duvido. (…)
E que gloriosa descensão da carreira do roteirista Seltzer, putz.
Tem nem perigo de eu assistir a esse filme!Só se for pra eu não conseguir mais dormir!!!!!!hehehehe
A Profecia é magistral. Assisti os três de um só vez (em DVD) num domingo chuvoso, faz por volta de uns dois meses. Lógico que o primeiro com o genial Grefory Peck é o melhor, sem sombra de dúvidas (com o tempo, esses filmes que se tornam franquia acabam se desgastando). Concordo com você quando diz que Richard Donner está desperdiçado na academia. Porém parte da culpa é dele próprio que não soube se reciclar (como Ridley Scott, por exemplo). O mesmo vem acontecendo nos últimos anos com Oliver Stone. Espero que com World Trade Center ele retome os rumos de sua carreira. Abraços do crítico da caverna.
Confesso que terror não é um dos meus gêneros preferidos, mas se tem o selo de qualidade Richard Donner, de repente vale a conferida!
Ps: Comentei o X-men 3 também!
Pois é Anna, mas eu ainda te convenço de ir comigo ao cinema ver filmes como esse. E num tem “desculpa meu Deus” que dê jeito. rsrsrsrs
Pois é Roberto, o primeiro é de longe o melhor dos 3. Os outros são bons, mas nenhum se compara a ele. Li que o Donner chegou a ver e aprovou esse remake que estreará na terça-feira. Mas realmente fica até difícil levar a sério essa sua opinião.
Evandro, terror é um dos meus gêneros preferidos de filme, por isso coloco tantos filmes desse estilo no NTSA (a maioria grandes lixos hehehe).
Realmente Gustavo, o nível do Seltzer baixou até o inferno. Deve ter sido mais alguma maldição do filme. hehehe
Finalmente é dado algum valor a uma série de filmes muito bons como A Profecia. Sempre fui muito fã daquele anticristozinho, o melhor filme é o primeiro sem dúvida, mas os outros são divertidos também…
Ia alugar ele hoje, mas acabei alugando O Aprendiz e Soldado Anônimo. Assisti só A Profecia 2 e é legal.
O Aprendiz é um filmaço Ibertson, e eu recomendo que vc veja a versão de Donner da Profecia se vc estiver afim de ver esse remake.