
Direção: Greg McLean.
Roteiro: Greg McLean.
Elenco: John Jarratt, Cassandra Magrath, Andy McPhee, Kestie Morassi, Nathan Phillips, Peter Alchin, Guy Petersen.
O diretor/roteirista Greg Mclean, cria um dos filmes mais viscerais que vi na vida, onde os personagens são realmente importantes e não apenas vítimas de mortes descartáveis, mas bem elaboradas, tão comuns nos filmes do gênero atualmente. Agora, quem não viu nos cinemas, poderá conferir essa pequena pérola em DVD.
Na primeira hora de filme somos apresentados (quase intimamente) aos protagonistas da história (atuações bastante convincentes e naturais), em sua preparação para a viagem à cratera Wolf Creek. Mostrando as brincadeiras, as farras e até o tédio em alguns momentos, o diretor humaniza seus personagens, aproximando-os dos espectadores, o que torna os inevitáveis acontecimentos posteriores ainda mais dolorosos e assustadores. Outro ponto alto do filme é com certeza sua parte técnica, dando destaques a belíssima fotografia e principalmente a assustadora trilha sonora, que como no excelente e magnífico “Madrugada dos Mortos”, aumenta ainda mais o clima de tensão e pavor necessários a história. Mas é na criação do psicopata, uma mistura de Crocodilo Dundee com “Leather Face”, que “Wolf Creek” tem o seu maior destaque. A completa frieza e insanidade, misturada com um estranho e doentio humor do caipira Mick Taylor, dão o tom final a esse, assustadoramente real, filme de terror.
Com certeza, quem viu “Wolf Creek” vai pensar duas vezes antes de se arriscar em uma viagem por estradas desconhecidas. A desconfiança para com todo e qualquer estranho será uma das muitas fobias (parecido com o efeito “tubarão” do filme de Spilberg) que você ganhará ao ver esse filme. Sei que é clichê, mas não recomendo esse filme para crianças, pessoas com mais de 60 anos com problemas cardíacos e pessoas de estômago fraco.
Bom, seguindo suas orientações, acho melhor não assistir de jeito nenhum a esse filme, pois vc sabe como passo mal qdo vejo alguém sofrendo, sentindo dor…,mesmo sendo em filmes, fico doidinha!Um beijão!
Esse filme é foda. Ótimo suspense, com fortes cenas de tensão e violência. A cena que me agoniei mais foi o cara tentando sair do arame.
Vladimir, olha eu aí de novo bisbilhotando o seu espaço. Achei Wolf Creek interessante, mas admito que gostei mais de The Hills Have Eyes (refilmagem do clássico Quadrilha de Sádicos). Para mim, o diretor do filme não conseguiu imprimir o mesmo ritmo que Hostel, de Eli Roth e o novo O Massacre da Serra Elétrica, de Alexandre Aja, recentes produções que voltaram a alavancar o gênero terror, em baixa nos últimos anos. Mas com tempo (se trata ainda de um diretor em começo de carreira) ele toma o caminho certo. Quanto ao seu post anterior, achei Paradise Now muito melhor do que Syriana (apesar do filme de Stephen Gaghanser excelente), ele peca por ser uma visão americana do problema, enquanto que Paradise Now é realista ao extremo, pelo fato de ter sido feito por quem vive a tragédia na carne. Abraços do crítico da caverna.
Sou doido para assistir o Viagem Maldita (Nome brasileiro para The Hills Have Eyes), remake de Quadrilha de Sádicos. Assisti o original de 77 e achei um filme bem tenso, apesar da idade. Disseram que o remake está bem cruel e violento. O primeiro filme do Alexandre Aja, Haute Tension, que foi muito bem falado e parece ser bastante tenso e violento, também chega em DVD este mês.
Ainda bem que você fez a recomendação final, Vladimir, pois assim evito me incomodar assistindo a este filme!
Então, finalmente, temos algo de relevante no cinema de terror. Gênero que há muito não nos oferece nada de original ou que realmente valha o ingresso/locação. Sendo assim, este filme me parece ser mais do que bem-vindo. Um abraço!
Tb estou bem curioso quanto a este filme, pretendo assistí-lo em breve.
Quero muito ver esse remake do “Quadrilha de Sádicos” (que conta com a participação da intérprete da Claire do seriado Lost). Tb ainda não vi o “Albergue”, mas pretendo ver logo que ele saia em DVD (já estão preparando uma continuação desse). Parece que esse estilo de terror, que passa por um grande revival (além dos citados, temos os filmes do Rob Zombie e o remake do Massacre, além do Jogos Mortais), é a salvação do estilo nesses ultimos anos. Espero que a qualidade da maioria seja mantida. Ibertson, sem dúvida, para mim a cena mais cruel foi a da faca na coluna de uma das massas. De fazer desmaiar pessoas mais fracas.
O Albergue é bem violento também. Outro filme excelente do Rob Zombie é o Rejeitados pelo Diabo, continuação do House of 1000 Corpses. Realmente, a cena da faca na coluna é bem agoniante também.
Ainda não vi o rejeitados do inferno, mas pretendo vê-lo em breve. Gostei bastante do clima setentista do filme de Zombie. Inclusive, o Zombie foi escalado (sob aval do J. Carpenter) para dirigir um novo filme da série Helloween. E o mais legal, não será um simples remake, mas uma nova origem para o personagem. Esse promete.
Eu não recomendo esse filme a ninguém, é demasiadamente ruim. O pior do ano disparado.
Pois eu recomendo demais. Um fimaço de terror como a muito não era visto. Impressionante o trabalho do diretor e do elenco desse filme. É impossível não nos envolvermos com os personagens e não sofrermos juntamente com eles a cada terrível momento de angústia, desespero e principalmemte dor, que eles sofrem. Vi “O Albergue” e achei esse bem melhor Vlad. Abraço!!!
Pois é Gabriel, esqueci de colocar no final da crítica a recomendação negativa a quem não gosta de filmes do estilo.