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Cinéfilos


18/7/2006

SUPERMAN, O RETORNO
(SUPERMAN RETURNS)






Direção: Bryan Singer.
Roteiro: Michael Dougherty e Dan Harris.
Elenco: Brandon Routh, Kevin Spacey, Kate Bosworth, James Marsden, Frank Langella, Sam Huntington, Eva Marie Saint.

É interessante como a carreira do homem de aço nos cinemas é semelhante a do homem morcego (Batman). Ambas começaram com extrema qualidade e foram grandes sucessos de críticas e público, mas já no segundo filme passaram por uma queda que levou ao encerramento de ambas as séries, de forma desastrosa, em seu quarto filme. Vários anos depois desse encerramento da franquia, a Warner decidiu dar um novo rumo às aventuras do (kryptoniano) no cinema, contratando o diretor Tim Burton (responsável pelos 2 primeiros “Batman”) para isso. O problema na escolha do roteiro que seria trabalhado, além da dificuldade em escalar o ator que teria a ingrata missão de substituir Cristopher Reeve, acabaram afastando Burton do filme. Muitos outros assumiram a direção do projeto, mas logo abandonaram o barco. Até Bryan Singer chegar e ocupar o lugar, com a moral de ter ressuscitado os filmes baseados em HQ’s, com os excelentes X-Men 1 e 2.
Então, 28 anos após a realização do clássico filme de Richard Donner sobre o herói mais poderoso dos quadrinhos e depois de filmes muito mal realizados que levaram a um grande hiato na carreira do personagem nos cinemas, temos mais uma vez a alegria de ver uma boa superprodução sobre o filho de Krypton. Mas é uma pena o filme não ter atingido as grandes expectativas que giravam em relação a ele.
Superman, o Retorno, pode, em minha opinião, ser visto de duas maneiras. Primeiramente como uma continuação da saga a partir do segundo filme, onde a história escolhida, não passa de um plágio embelezado por maravilhosos efeitos especiais, da história escrita por Mario Puzo para o primeiro filme. Em segundo lugar, podemos vê-lo como um trabalho semelhante ao feito por Sam Raimi em seu “Uma Noite Alucinante”, ou seja, o filme representaria ao mesmo tempo, um remake do filme original e uma continuação a partir do segundo filme. Tentarei ser ainda mais claro. É estranhíssimo ter nos dois filmes Lex Luthor como vilão, desenvolvendo exatamente o mesmo plano nas duas histórias (pelo amor de Deus, até a comparsa que ajuda o vilão e no final se arrepende está presente). Alterar a geografia do mundo e destruir milhões de vidas para lucrar através da especulação imobiliária. Seria, então, o senhor Luthor realmente um dos mais perigosos vilões que já existiram, ou apenas um especulador megalomaníaco? Infelizmente, até o momento, esse foi um personagem extremamente mal trabalhado no cinema. Apesar do Luthor interpretado por Kevin Spacey se aproximar um pouco mais do desejado pelos fãs dos quadrinhos, do que o pateta interpretado por Gene Hackman em “Superman II”.




Mas vamos à história do novo filme, em si. Após derrotar os três Kryptonianos sob comando do General Zod e levar Lex Luthor a prisão (como visto em “Superman II”), a Terra passa por um certo momento de calmaria. Na esperança de descobrir mais sobre si mesmo e de encontrar vestígios de seu planeta natal, Superman segue informações de alguns cientistas e parte para o espaço em busca de Krytpon. 5 anos se passam e ele retorna, encontrando grandes mudanças no mundo e na vida das pessoas que ama. Resolveram seguir em frente, tentando esquecer o seu inexplicado sumiço. A pessoa mais importante para o Super, sua amada Lois Lane (Kate Bosworth), é a personagem que passa por uma mudança mais significativa, tornou-se mãe e vive ao lado do sobrinho do editor do seu jornal, o jovem piloto Richard White (James Marsden), além disso, Lois realizou seu grande sonho, o de ganhar o prêmio Pultizer. Então, além de enfrentar todos esses problemas dentro de sua vida pessoal e provar a todos que ainda continua sendo necessário a quem ele jurou sempre proteger, Superman tem que impedir que os planos de massacre especulativo global de Luthor se realizem.
Além da falta de imaginação do roteiro (ainda me pergunto pra que cargas d’água foram inventar essa baboseira sem sentido do fillho de Lois), o filme ainda enfrenta problemas em relação ao carisma dos atores, principalmente os que substituíram Cristopher Reeve e Margot Kidder. Nesse caso, Brandon Routh até que se esforçou, mas a sua inexperiência, misturada com sua inexpressividade acabaram prejudicando-o bastante e infelizmente isso não fez com que criássemos uma cumplicidade com o personagem, nem sua semelhança física com seu antecessor o ajudou. É só voltar ao filme de 78 e rever a cena em que Lois Lane morre no terremoto. Quando você vir à expressão de Reeve na cena, vai entender perfeitamente o que estou falando. Isso sem falar no fabuloso trabalho que o ator fez para diferenciar o herói de seu alter ego. O mesmo cabe para a intérprete de Lois Lane (Bosworth), que se mostra completamente apagada, sem nem um traço da vitalidade demonstrada por Kidder nos primeiros filmes. Já Kevin Spacey, como falei antes, dá a carga de sarcasmo e ironia que eu sempre quis ver nesse personagem, o que mostra que provavelmente o filme teria sido melhor sucedido se Brian Singer tivesse escolhido atores já consagrados para todo o elenco principal do seu filme.
Acredito que Singer tinha tudo, principalmente dinheiro, para fazer de “Superman, o Retorno”, um filme memorável, mas infelizmente isso não aconteceu (e para mim a maior culpa se encontra na má escolha do roteiro), e agora, corremos o risco de nunca mais ver um filme do homem de aço nos cinemas.


CURIOSIDADES:

* O Tema original criado por John Willians é utilizidado no filme, assim como a abertura e o encerramento do filme são idênticos aos primeiros.
* O Superman de Singer retoma a abordagem religiosa dada por Richard Donner ao personagem. No filme de 1978, Superman vinha à Terra como seu salvador. Com poderes milagrosos e uma índole celestial, passou por um desconhecido período de reclusão na Fortaleza da Solidão antes de se apresentar ao mundo, exatamente como o Cristo bíblico. Em vários momentos de “O Retorno”, essa visão é retomada.
* Foram gastos aproximadamente 250 milhões de dólares nesse filme. Devido à frieza do público norte americano nos cinemas, uma continuação dependeria de um futuro sucesso de vendas em DVDs.
* Por uma grande ironia, Brett Ratner esteve temporariamente no posto de diretor de “Superman, O Retorno”, depois de um tempo, abandonou o projeto e foi contratado para tomar conta do filme que Brian Singer havia desistido (X-Men 3). Pra azar de Singer, X3 tornou-se espetacular e sucesso absoluto de bilheteria, enquanto seu Superman anda caindo pelas tabelas, como se estivesse sob efeito de um ataque de kryptonitas.

Arquivado em: Vladimir @ 7:43 pm

15/7/2006

SUPERMAN II
A AVENTURA CONTINUA





Direção: Richard Lester.
Roteiro: Mario Puzo, David Newman e Leslie Newman.
Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Ned Beatty, Jackie Cooper, Margot Kidder, Valerie Perrine, Terence Stamp, Sarah Douglas, E.G. Marshall.

A idéia inicial consistia em filmar os dois primeiros filmes da série juntos, como Peter Jackson fez na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Problemas com a produção acabaram afastando Richard Donner da direção e colocando Richard Lester em seu lugar. Apesar de perder um pouco da profundidade nessa segunda parte, os produtores não mudaram quase nada e seguiram o que já estava previsto, inclusive aproveitando a maioria das cenas já realizadas por Donner. E é exatamente por isso, que essa continuação perece muito mais com um segundo ato de uma obra maior, do que um outro filme.
Logo no início do primeiro filme, quando éramos apresentados a Jor El (Marlon Brando), acompanhamos o julgamento de três Kryptonianos, liderados pelo temível General Zod (Terence Stamp sensacional, com sua maravilhosa frase: “Ajoelhe-se perante ZOD!”), condenados pelo Conselho de Anciãos de Krypton, por tentarem realizar uma revolução no planeta, a passar a eternidade em um terrível local chamado “Zona Fantasma”. Jor El, decisivo em suas condenações é então, ameaçado de vingança por Zod. Muitos anos se passam e ao salvar mais uma vez o mundo de uma catástrofe nuclear e atirar o devastador artefato no espaço, Superman, sem querer, acaba libertando os kryptonianos de sua prisão. Chegando à Terra, os três iniciam uma grande destruição e tentativa de dominar o mundo sob ordem do General Zod e a ajuda, bem pequena diga-se de passagem, de Lex Luthor (Hackman), que nessa continuação torna-se definitivamente, e infelizmente, o personagem cômico do filme, distanciando-se ainda mais do arquiinimigo do Homem de Aço, tão perigoso nos quadrinhos.




Em Superman II, vemos ainda um grande aprofundamento da relação entre Clark (Reeve ainda mais confortável no papel) e Lois (Kidder) e seu dilema em continuar como herói ou abdicar de seus poderes e tornar-se uma pessoa “comum”, podendo assim viver tranqüilo ao lado de sua escolhida. Já Zod assume aqui o papel de grande vilão da história, já que possui os mesmos poderes do Super e ainda descobre que o mesmo é Kal El, filho de seu odiado algoz. Poderia então, Zod aproveitar-se das dúvidas do Superman para assim derrotá-lo e humilhá-lo, vingando-se assim, de Jor El.
Apesar de não possuir a carga dramática que o primeiro possui, essa continuação aposta nas cenas de ação para segurar o filme. E acerta em cheio ao mostrar um herói com poderes mais limitados, com combatentes a sua altura e que juntos poderiam até chegar a derrotá-lo, necessitando o herói, utilizar artifícios paralelos à sua força bruta. Cenas impressionantes, como a invasão da Casa Branca (quase idêntica à cena da invasão de Noturno em X-Men 2) e a grandiosa luta no centro de Metrópolis.
Mesmo sendo latente a ausência de Richard Donner, os responsáveis conseguiram segurar as pontas, mantendo todo o ufanismo (o filme termina com Superman colocando de volta a bandeira dos Estados Unidos na cúpula da Casa Branca e prometendo nunca mais abandonar o seu povo) a ingenuidade e inocência de seu antecessor, fazendo mais um filme memorável do herói.


CURIOSIDADES:

* Nunca vou entender aqueles novos poderes mostrados nesse filme, como telecinese e poderes psíquicos. Também não entendo aquela história da transformação das roupas do herói em seu uniforme utilizadas desde o primeiro filme.
*Não foi só Richard Donner que abandonou o barco nessa continuação, Marlon Brando também não dá as caras, o que forçou os produtores a refazer as cenas do julgamento dos Kryptonianos e a mudar o personagem que aparecia ao Super na Fortaleza da Solidão.

Arquivado em: Vladimir @ 9:21 pm

14/7/2006

SUPERMAN - O FILME (SUPERMAN)





Direção: Richard Donner.
Roteiro: Mario Puzo, David Newman, Leslie Newman e Robert Benton.
Elenco: Marlon Brando, Gene Hackman, Cristopher Reeve, Margot Kidder, Ned Beatty, Valerie Perrine, Glenn Ford.

Apesar de ainda nem ter nascido quando Richard Donner lançou nos cinemas a sua versão da história do Homem de Aço, tenho em “Superman, O Filme”, um dos maiores clássicos da minha infância, juntamente com a série “Indiana Jones” e “Star Wars”. Donner é responsável pelo primeiro tratamento de vergonha dado a um super-herói no cinema, e fez deste, um grande épico até hoje reverenciado por milhões.
O filme segue a maioria dos filmes do estilo no que diz respeito a sua primeira parte. Busca mostrar as origens do personagem, mandado ainda bebê, por seu pai Jor El, do moribundo planeta Krypton, que está prestes a ser destruído devido a extinção de seu sol. Ao chegar a nossa terra, o menino Kal El, recebe de seus pais adotivos, Jonathan e Martha, o nome de Clark Kent e recebe todo o tratamento e educação de uma criança comum até a morte de seu pai adotivo. Essa tragédia familiar o leva a buscar respostas para as muitas perguntas que seu passado e sua natureza única, sempre trouxeram, e acaba levando-o ao encontro de toda sua história ao ter acesso a uma impressionate reconstituição física de seu planeta natal, local conhecido como Fortaleza da Solidão. Vários anos de reclusão e treinamentos se passam até que Clark encontre-se pronto para retornar ao mundo que o adotou. O local escolhido para esse retorno, é a grande cidade de Metrópolis, onde assume a profissão de repórter em um dos maiores jornais da cidade, o Planeta Diário.
Em sua primeira aventura, além de se apresentar ao mundo e conseguir a sua aceitação, Superman tem que manter a vida de seu alter ego (como disse o personagem Bill no filme do Tarantino, Clark Kent é apenas um alter ego criado por ele, para viver com pessoas que não compreenderiam, nem aceitariam suas diferenças) separada da sua e enfrentar o que há de melhor e pior no ser humano, representado na figura do egocêntrico e megalomaníaco Lex Luthor (Hackman).




Luthor é um excêntrico vilão, que busca na especulação imobiliária, uma lucrativa forma de se tornar milionário e reconhecido pelo mundo. Para isso, ele compra uma grande quantidade de terras em desertos que circundam o Estado da Califórnia. A segunda etapa do plano, consiste em roubar bombas atômicas e explodi-las em um determinado local que levaria ao fim de toda a atual costa americana, transformando suas terras recém adquiridas em um novo litoral para o país. E logicamente, só uma pessoa pode evitar a morte de milhões de inocentes e barrar os sonhos insandecidos desse simpático vilão.
O Superman de Donner também pode ser visto como a representação máxima da idealização do americano perfeito no período de guerra fria, um homem que luta pela “paz, liberdade e pelo jeito americano de viver”, segundo palavras do próprio personagem em sua primeira entrevista para a repórter Lois Lane (Kidder). Inclusive, o excesso de patriotismo sempre foi uma característica da personagem (como o Capitão América da Editora Marvel), e nada melhor para representar uma ufanista nação do que um homem perfeito, que não mente, não fala palavrão e nem namora em pé.
Não é a toa que Cristopher Reeve se tornou um ator reverenciado mesmo fazendo tão poucos filmes importantes. Reeve encarna o último filho do planeta Kripton de forma definitiva. Criando um personagem que nos faz acreditar que o impossível pode se tornar possível. É maravilhosa a diferença que ele cria entre Clark Kent e Superman. Kent é excessivamente tímido e desajeitado, além disso, Reeve busca consegue realizar uma impressionante mudança de postura quando o interpreta, que acaba tornando-o mais baixo, além de esconder mais seu rosto, diferença que é completada por um penteado diferente, um enorme par de óculos e uma significativa alteração na forma de falar. O restante do elenco mantém o alto nível da obra, apesar de não achar Margot Kidder suficientemente bonita (não quero ser mal educado chamando-a de feia) para interpretar Lois Lane e achar que o Luthor de Hackman poderia ser um pouco mais sério, deixando o lado cômico apenas para os coadjuvantes. A presença de Marlon Brando como Jor El, é marcante do início ao fim, e com certeza deu o tom de seriedade necessária a um filme dessa natureza. Seus ensinamentos através de hologramas na Fortaleza da Solidão, são fundamentais para o desenvolvimento de Kal El e para a aceitação de sua missão na terra, a de nos proteger, principalmente de nós mesmos.



A trilha composta por John Willians dispensa comentários. O tema de Superman é um dos mais marcantes da história do cinema. Emoção e empolgação nas medidas certas. E é no roteiro, escrito a partir de uma história criada pelo escritor Mario Puzo (o mesmo do Poderoso Chefão), que se encontra a maior força do filme. Uma ótima trama, uma envolvente história de amor, com grandes atores e personagens muito bem desenvolvidos. Tudo devido a mais uma excelente condução do senhor Richard Donner.
Apesar da ingenuidade da história em alguns momentos (nada de mortos em um filme que envolve armas nucleares e poderes inimagináveis e ilimitados como os do herói) e do exagero na abordagem dos poderes do Kryptoniano, que até poderia prejudicar futuros filmes do herói (não tem como não achar estranho a limitação dos poderes do Super nos outros filmes, já que no final do primeiro ele chegou a alterar a realidade através da absurda mudança do sentido de rotação do nosso planeta – isso é que é amor), e a forma rápida de como as informação são jogadas no filme (como Luthor ter descoberto que os resíduos do planeta natal do Super seria altamente tóxico para ele, tornando-se sua única fraqueza, e inclusive chamando esses resíduos de Kryptonita como algo comum de se ver), “Superman – O filme”, é, sem dúvida, um marco do cinema de aventura e uma revolução em efeitos especiais, além de uma das melhores abordagens de um personagem de histórias em quadrinhos no cinema até os dias de hoje.


CURIOSIDADES:

* No filme, o “S” visto no uniforme do Superman é uma espécie de representação de sua familia em Krypton.
* O sol de Krypton era vermelho, enquanto o nosso sol é amarelo. É exatamente a cor do nosso astro maior que dá espantosos poderes ao nosso Herói.
* As Kryptonitas são pedaços do planeta Krypton que chegaram à Terra em forma de meteoritos. Ela é altamente tóxica para os Kryptonianos, por conter forte radiação do extinto sol vermelho do sistema solar daquele planeta.
* Antes de ter Richard Donner como diretor, os produtores do filme tentaram contratar Steven Spilberg para esse posto. Só não deu certo porque o sucesso do filme de um certo Tubarão inflacionou demais o preço do seu trabalho.

Arquivado em: Vladimir @ 8:46 pm

11/7/2006

POSSEIDON






(_*_)


Direção: Wolfgang Petersen.
Roteiro: Paul Attanasio, Akiva Goldsman e Mark Protosevich.
Elenco: Josh Lucas, Kurt Russell, Jacinda Barrett, Richard Dreyfuss, Jimmy Bennett, Emmy Rossum, Kevin Dillon.

Um filme com um super orçamento (140 milhões de dólares) sobre um enorme navio que afunda no meio do oceano matando centenas de pessoas, utilizando efeitos visuais de última geração, com cenas fortes e cheias de adrenalina e personagens retiradas diretamente da “enciclopédia cinematográfica de clichês para filmes descerebrados norte-americanos”, como tentativa de esconder a mediocridade do roteiro (e passando muito, mas muito longe de conseguir), não é novidade desde que um certo James Cameron encheu os bolsos de dinheiro e a estante de prêmios no início da década de 90.
Posseidon é um grandioso e luxuosíssimo navio, que na noite de reveillon, é vítima da força destruidora de uma grande tsunami, que o vira de cabeça para baixo e força os sobreviventes do desastre a uma desesperadora e perigosa luta pela sobrevivência.
Wolfgang Peterson (Tróia e Mar em Fúria), realiza o remake do filme o “Destino do Posseidon”, mudando a característica do filme, que passa de “filme catástrofe de suspense” para “filme de ação com super herói sabe tudo, que apesar de todas as absurdas dificuldades enfrentadas salvará um punhado de pessoas, inclusive a “surpreendente” única criança da história, no final”. Mas se Peterson erra em alterar o clima da obra original, acerta na dose de realismo colocada no acidente. É inimaginável em um acidente dessa magnitude, a presença de corpos em toda a extensão do navio. E nesse quesito, o diretor não poupa o espectador em nenhum momento, mostrando sempre a gravidade da situação através do número de vítimas encontradas pelos personagens principais.
No mais, é só ficar aguardando a morte dos personagens menos importantes e rir do plano mirabolante de fuga dos sobreviventes (alguém duvida que dá certo?). Posseidon é mais um daqueles “pipocões” que até chegam a divertir (os efeitos especiais são ótimos) durante a exibição, mas infelizmente, nunca passa disso.

PS: O sistema de comentários do NTSA teve que ser alterado devido à invasão de spams, portanto, quem quiser deixar sua mensagem, tem agora que colocar o endereço do Blog no espaço destinado. Forma correta de colocar o endereço: http://ntsa.interativo.org.

Arquivado em: Vladimir @ 5:55 pm

5/7/2006

CARROS







Direção: John Lasseter.
Roteiro: Dan Fogelman e Dan Gerson.
Elenco: Owen Wilson (Relâmpago McQueen), George Carlin (Filmore), Paul Dooley (Sargento), Katherine Helmond (Lizzie), Bonnie Hunt (Sally Carrera), Michael Keaton (Chick Hicks).

Fico imaginando o quanto a Disney perderia, não só financeiramente, caso não conseguisse unir-se novamente a Pixar. Sem ela, o estúdio do Mickey Mouse estaria desvinculado dos melhores filmes de animação lançados nos Estados Unidos desde o magnífico “Toy Story”, obra dirigida pelo mesmo cidadão responsável por “Carros”, John Lasseter.
Esse novo filme da Pixar, nem de longe, alcança a genialidade de outras obras do estúdio como “Monstros S.A.”, “Os Incríveis” e o próprio “Toy Story”. Ficaria melhor encaixado em obras mais simples como “Vida de Inseto” e “Procurando Nemo”, onde apesar de manterem o alto nível técnico das outras produções, se prendem em histórias mais diretas e sentimentais, mais ao estilo dos desenhos clássicos da Disney, ou seja, maniqueístas, emocionantes e com uma grande lição (ou lições) de moral no final do filme. Não que o filme não agrade nesses pontos, muito pelo contrário, já que a Pixar é craque em não exagerar e em utilizar bem esses tipos de clichês.
Em “Carros”, Relâmpago McQueen é um arrogante e vaidoso jovem carro de corrida, que já em seu primeiro ano nas pistas, sonha em ganhar a importante Copa Pistão e tornar-se o principal piloto de um grande patrocinador. Individualista ao extremo e preocupado apenas com si próprio, Relâmpago conhece à força o verdadeiro sentido da amizade e do trabalho em equipe. Ao se perder em um pequeno vilarejo, na lendária estrada 66 (ou Rota 66, como é mais conhecida), arruma uma tremenda confusão e é obrigado a ficar na localidade e conviver com seus habitantes até reparar seus erros, isso tudo a menos de uma semana da almejada corrida final do campeonato.
Com as tiradas e referências divertidíssimas já características, uma produção de cair o queixo de tão perfeita e uma história divertidíssima, esse é mais um filme do estúdio do abajur que agradará a crianças e adultos de todas as idades, fazendo mais uma vez a alegria dos fãs de animações digitais e elevando ainda mais o nível desse estilo de produção.
Agora é só esperar (anciosamente, é claro) pelo próximo…

Arquivado em: Vladimir @ 7:16 pm

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