CARROS







Direção: John Lasseter.
Roteiro: Dan Fogelman e Dan Gerson.
Elenco: Owen Wilson (Relâmpago McQueen), George Carlin (Filmore), Paul Dooley (Sargento), Katherine Helmond (Lizzie), Bonnie Hunt (Sally Carrera), Michael Keaton (Chick Hicks).

Fico imaginando o quanto a Disney perderia, não só financeiramente, caso não conseguisse unir-se novamente a Pixar. Sem ela, o estúdio do Mickey Mouse estaria desvinculado dos melhores filmes de animação lançados nos Estados Unidos desde o magnífico “Toy Story”, obra dirigida pelo mesmo cidadão responsável por “Carros”, John Lasseter.
Esse novo filme da Pixar, nem de longe, alcança a genialidade de outras obras do estúdio como “Monstros S.A.”, “Os Incríveis” e o próprio “Toy Story”. Ficaria melhor encaixado em obras mais simples como “Vida de Inseto” e “Procurando Nemo”, onde apesar de manterem o alto nível técnico das outras produções, se prendem em histórias mais diretas e sentimentais, mais ao estilo dos desenhos clássicos da Disney, ou seja, maniqueístas, emocionantes e com uma grande lição (ou lições) de moral no final do filme. Não que o filme não agrade nesses pontos, muito pelo contrário, já que a Pixar é craque em não exagerar e em utilizar bem esses tipos de clichês.
Em “Carros”, Relâmpago McQueen é um arrogante e vaidoso jovem carro de corrida, que já em seu primeiro ano nas pistas, sonha em ganhar a importante Copa Pistão e tornar-se o principal piloto de um grande patrocinador. Individualista ao extremo e preocupado apenas com si próprio, Relâmpago conhece à força o verdadeiro sentido da amizade e do trabalho em equipe. Ao se perder em um pequeno vilarejo, na lendária estrada 66 (ou Rota 66, como é mais conhecida), arruma uma tremenda confusão e é obrigado a ficar na localidade e conviver com seus habitantes até reparar seus erros, isso tudo a menos de uma semana da almejada corrida final do campeonato.
Com as tiradas e referências divertidíssimas já características, uma produção de cair o queixo de tão perfeita e uma história divertidíssima, esse é mais um filme do estúdio do abajur que agradará a crianças e adultos de todas as idades, fazendo mais uma vez a alegria dos fãs de animações digitais e elevando ainda mais o nível desse estilo de produção.
Agora é só esperar (anciosamente, é claro) pelo próximo…

8 comentários para “CARROS”

  1. PH disse:

    Esse eu quero ir ver, com certeza. Amo os filmes da Pixar e sou louco por automobilismo. Soube que tem uns carrinhos hilários fãs da Ferrari. hehehe

  2. Ibertson disse:

    Sei não, mas vou esperar esse filme chegar em DVD. Apesar da dublagem ser boa, quero assistir com as vozes originais. Filmes da Pixar são ótimos.

  3. Vladimir disse:

    Aqui em Fortal temos a possibilidade de ver o filme com seu som original (apesar de ser só em uma sala). Mas pra quem não tem essa sorte, pode ver o filme dublado que geralmente o trabalho é bem feito quando se trata dos filmes da Pixar. Todos os outros ficaram ótimos em suas versões dubladas. :)

  4. Andei um tempo sem assistir animações, pois me preocupa essa banalização no mercado de desenhos animados. Não que eu queira criticar a Pixar e eventos como o Anima Mundi entre outros exibidores deste segmento. Só acho que antigamente havia uma melhor elaboração na hora de se criar as histórias a serem desenvolvidas. Veja o caso de Os sem-floresta: em alguns momentos parece que a equipe da Fox clonou a idéia de Madagascar (da Dreamworks). Quanto a esse lado, faço sérias restrições. No mais, adoro desenhos. Já assisti Carros. É ótimo do início ao fim. Abraços do crítico da caverna.

  5. Evandro disse:

    Já estou doido para ver. Sou fã incondicional deste tipo de cinema, que consegue manter um absurdo padrão de qualidade!

  6. Vladimir disse:

    Sou fã, mas dos filmes da Pixar. ;)

  7. Michel disse:

    impressionante o inconsciente coletivo… vc leu a critica do Villaça? As palavras chaves são idênticas. OU vai ver o filme é tão óbvio assim.

    []´s

  8. Vladimir disse:

    Ainda não li a critica do Vilaça, mas li outras que compartilham essa minha opinião, se o Vilaça toca nos mesmos pontos, então fica claro que o que não torna “carros” um filme melhor são exatamente alguns desses pontos aqui discutidos, afinal de contas os defeitos não estão escondidos, são óbvios.