Direção: Richard Lester.
Roteiro: Mario Puzo, David Newman e Leslie Newman.
Elenco: Christopher Reeve, Gene Hackman, Ned Beatty, Jackie Cooper, Margot Kidder, Valerie Perrine, Terence Stamp, Sarah Douglas, E.G. Marshall.
A idéia inicial consistia em filmar os dois primeiros filmes da série juntos, como Peter Jackson fez na trilogia “O Senhor dos Anéis”. Problemas com a produção acabaram afastando Richard Donner da direção e colocando Richard Lester em seu lugar. Apesar de perder um pouco da profundidade nessa segunda parte, os produtores não mudaram quase nada e seguiram o que já estava previsto, inclusive aproveitando a maioria das cenas já realizadas por Donner. E é exatamente por isso, que essa continuação perece muito mais com um segundo ato de uma obra maior, do que um outro filme.
Logo no início do primeiro filme, quando éramos apresentados a Jor El (Marlon Brando), acompanhamos o julgamento de três Kryptonianos, liderados pelo temível General Zod (Terence Stamp sensacional, com sua maravilhosa frase: “Ajoelhe-se perante ZOD!”), condenados pelo Conselho de Anciãos de Krypton, por tentarem realizar uma revolução no planeta, a passar a eternidade em um terrível local chamado “Zona Fantasma”. Jor El, decisivo em suas condenações é então, ameaçado de vingança por Zod. Muitos anos se passam e ao salvar mais uma vez o mundo de uma catástrofe nuclear e atirar o devastador artefato no espaço, Superman, sem querer, acaba libertando os kryptonianos de sua prisão. Chegando à Terra, os três iniciam uma grande destruição e tentativa de dominar o mundo sob ordem do General Zod e a ajuda, bem pequena diga-se de passagem, de Lex Luthor (Hackman), que nessa continuação torna-se definitivamente, e infelizmente, o personagem cômico do filme, distanciando-se ainda mais do arquiinimigo do Homem de Aço, tão perigoso nos quadrinhos.

Em Superman II, vemos ainda um grande aprofundamento da relação entre Clark (Reeve ainda mais confortável no papel) e Lois (Kidder) e seu dilema em continuar como herói ou abdicar de seus poderes e tornar-se uma pessoa “comum”, podendo assim viver tranqüilo ao lado de sua escolhida. Já Zod assume aqui o papel de grande vilão da história, já que possui os mesmos poderes do Super e ainda descobre que o mesmo é Kal El, filho de seu odiado algoz. Poderia então, Zod aproveitar-se das dúvidas do Superman para assim derrotá-lo e humilhá-lo, vingando-se assim, de Jor El.
Apesar de não possuir a carga dramática que o primeiro possui, essa continuação aposta nas cenas de ação para segurar o filme. E acerta em cheio ao mostrar um herói com poderes mais limitados, com combatentes a sua altura e que juntos poderiam até chegar a derrotá-lo, necessitando o herói, utilizar artifícios paralelos à sua força bruta. Cenas impressionantes, como a invasão da Casa Branca (quase idêntica à cena da invasão de Noturno em X-Men 2) e a grandiosa luta no centro de Metrópolis.
Mesmo sendo latente a ausência de Richard Donner, os responsáveis conseguiram segurar as pontas, mantendo todo o ufanismo (o filme termina com Superman colocando de volta a bandeira dos Estados Unidos na cúpula da Casa Branca e prometendo nunca mais abandonar o seu povo) a ingenuidade e inocência de seu antecessor, fazendo mais um filme memorável do herói.

CURIOSIDADES:
* Nunca vou entender aqueles novos poderes mostrados nesse filme, como telecinese e poderes psíquicos. Também não entendo aquela história da transformação das roupas do herói em seu uniforme utilizadas desde o primeiro filme.
*Não foi só Richard Donner que abandonou o barco nessa continuação, Marlon Brando também não dá as caras, o que forçou os produtores a refazer as cenas do julgamento dos Kryptonianos e a mudar o personagem que aparecia ao Super na Fortaleza da Solidão.
Eita meu amor q sua resenha ficou ótima!Dessa vez vc conseguiu ser mais objetivo e fez como eu gosto, enfocando as informações mais no filme em si e nos “bastidores”!Beijos, beijos, beijos…
Corrigindo, queria dizer,mais nos filmes em si e NÃO só nos “bastidores”!
infinitamente é exagero mas é bem pior que o primeiro que eu gosto muito. A palavra tosco é impossivel de ser pronunciada inumeras vezes durante o filme. Nao tem o cuidado do filme anterior, e é muitas vezes sem noção do ridículo e cheio de falhas que uma criança de 6 anos não cometeria. Clark usa o raio laser de óculos e nada acontece com as lentes? É só um exemplo das barbaridades cometidas no filme, além de todas que vc citou. Fico decepecionado, mas Superman Returns deu uma continuação respeitável, e quem sabe um novo rumo pra enconbrir as baboseiras feitas no passado, seja no cinema seja nos ridículos quadrinhos.
Eita Michas, vc num gostou mesmo desse filme não né? hehehehe Cara, mesmo com todos os vacilos (aqueles diálogos na lua são de matar de rir), amo esse filme. E gostei muito mais dele do que do Superman de Brian Singer.
é pau a pau mas eu prefiro O Retorno.
E aí amizade? Cara, esse deve ser um dos filmes mais queridos de toda a década de 80, pois mesmo com o monte de falhas e absurdos que possui, faz parte da nossa memória como um dos maiores daquela década. Parece um episódio extendido do Superamigos. hehehehe
Esse filme é divertidíssimo. E acho que foi ele que definiu mesmo o C. Reeve como o Super definitivo em todos os tempos. Ele está muito mais a vontade no papel. Perfeito!
Adoro esse filme, mesmo ele sendo uma colcha de retalhos montado apenas por questões financeiras e sob o látego dos produtores do filme que demitiram, mesmo com o sucesso do seu filme, o diretor Richard Donner, substituindo-o por esse fraquíssimo Richard Lester. Outra curiosidade: MUitas cenas conduzidas por Donner foram refilmadas por Lester, mas nenhuma das feitas por Gene Hackman foi refilmada, já que o ator se recusou a voltar aos sets de filmagens.