
Roteiro: Alexandre Aja e Grégory Lavasseur.
Elenco: Michael Bailey Smith, Ted Levine, Kathleen Quinlan, Dan Byrd, Emilie de Ravin, Aaron Stanford, Vinessa Shaw, Robert Joy, Laura Ortiz, Ezra Buzzington.
Em uma viagem de comemoração, uma família acaba caindo nas mãos de um grupo de sádicos canibais deformados por radiação nuclear. “Viagem Maldita” segue bem a linha de filmes como “O Massacre da Serra Elétrica”, “Wolf Creek – Viagem ao Inferno” e “O Albergue”, onde um determinado grupo de pessoas após serem enganados por um desconhecido, segue uma estrada que os leva a um local ermo e inóspito, caindo em uma terrível e mortal cilada.
Apesar dos muitos clichês do gênero também fazerem parte dessa obra (o cemitério de carros abandonados, os sustos causados pela elevação do som em determinados momentos, a eterna burrice de alguns personagens, o famoso atalho dado por um esquisito estranho etc), o jovem diretor Alexandre Aja segura bem esse remake do filme “Quadrilha de Sádicos” (Was Craven – 1977) e cria mais um bom suspense do estilo, bastante visceral e com personagens muito bem construídos, acompanhado dos necessários sustos, sangue, suor e lágrimas. No bom elenco encontram-se o irreconhecível Aaron Stanford como Doug (Completamente diferente do Pyro de “X-Men” e mostrando ser um bom ator) e Emilie de Ravin como a adolescente Brenda (A Claire de “Lost”, mais um ator da série sendo bem aproveitado nos cinemas).
Filmes como esse, quando bem feitos, sempre serão assustadores, pois o “mal” que os personagens tem que enfrentar não possui nenhuma origem sobrenatural. Geralmente são pessoas normais com sérios distúrbios psicológicos e familiares. Pessoas que vemos diariamente nos jornais sendo presas ou mortas depois de terem cometidos crimes tão ou mais perversos e absurdos como os mostrados nesses filmes.
Ótimo para os apreciadores do estilo e divertido para quem tem o estômago forte e gosta de um bom suspense.
Assisti o original, dirigido pelo Wes Craven, quando era adolescente e achei um dos melhores filmes de terror que assisti na minha vida (junto com “pague para entrar e reze para sair”). Ainda não assisti essa refilmagem, mas pretendo vê-la. Minha agenda anda cheia e assim como aconteceu com O Albergue e Cry Wolf, acabo às vezes por assistir os fimes quase quando estão saindo de cartaz. Mas irei vê-lo, com certeza (meu primo viu e achou fantástico!). Abraços do crítico da caverna cinematográfica.
Confesso que não sou um grande admirador deste tipo de filme, mas, quando bater uma vontade de assistir a algo do gênero, apostarei em seus comentários e darei uma conferida neste remake. Bom retorno ao seu antigo lar virtual! Um abraço!
Meu estômago não é tão forte. Este eu passo, com convicção! Gosto de suspenses com mais conteúdo dramático e fílmico, como faz o nosso bom Shyamalan.
Grande Roberto, um dos filmes preferidos da minha pré-adolescência com certeza era o “Pague para entrar, reze para sair”. Infelizmente só conseguia ver esse filme nos corujões da vida e nunca o vi para locação. Valeu pela lembrança!
Esse filme perdeu um pouco a graça por que já tinha assistido o original pouco tempo atrás e algumas cenas, como a do trailer, perderam o impacto, por exemplo. Mas foi um exemplo de remake bem construído e vamso esperar pelo próximo do Alexandre Aja. Não achei o filme nada chocante, deve ser por que sou “vacinado” com esse tipo de filme, mas reconheço que é bem pesado para quem não é hehehehehehe.
Sua resenha tá massa meu amor, mas esse tipo de filme não faz nem + ou – meu estilo, vc sabe, né?!Beijão, te amo!
Eu sei. Quando estréia esses filmes tenho que cumprir o maravilhoso ritual de ir ao cinema desacompanhado.