A CASA MONSTRO
(MONSTER HOUSE)
(MONSTER HOUSE)

Direção: Gil Kenan.
Elenco: Mitchel Musso, Sam Lerner, Spencer Locke, Steve Buscemi, Nick Cannon, Matthew Fahey, Maggie Gyllenhaal, Kathleen Turner, Jason Lee.
D.J. é um garoto comum, membro de uma família comum, residindo em uma rua comum, de um bairro comum em uma cidade comum. Entrando na puberdade e fascinado em observar os atos de um vizinho recluso, D.J tem toda essa normalidade de sua vida quebrada, quando ele e seu atrapalhado amigo, Bocão, tem que pegar uma bola de basquete no gramado da casa do tal vizinho recluso, que odeia crianças e quem quer que chegue próximo de sua casa, que por sinal, é digna dos melhores filmes de terror já feitos. O confronto entre as crianças e o velho acaba em um terrível acidente, que leva ao despertar de algo muito mais assustador e perigoso que as costumeiras rabugices do dono da casa. Então, quando uma menina é atacada pela casa e os amigos decidem salvá-la, eles passam a lutar de todas as formas contra os perigos criados pela demoníaca Mansão.
Steven Spilberg e Robert Zemecks se unem ao diretor Gil Kenan para realizar “A Casa Monstro”. Uma animação nos mesmos moldes do, para mim, razoável “Expresso Polar”, com a utilização da tecnologia que capta os movimentos diretamente de atores de carne e osso e digitaliza-os na tentativa de torná-los mais reais. Mas nesse caso, a animação não é utilizada na tentativa de recriar com perfeição as formas humanas dos atores por trás das vozes, e a preferência aqui está na criação de formas mais cartunescas para os personagens, o que torna o filme muito mais divertido e verdadeiramente com cara de desenho animado. Mas mesmo se tratando de uma animação protagonizada por crianças e criada direcionada a esse público, “A Casa Monstro” possui uma história que pode até ser considerada um pouco pesada (uma casa sedenta de vingança e engolidora de pessoas não é algo muito leve ou infantil), cheia de momentos realmente assustadores. Por outro lado, o filme é repleto de cenas alucinantes, misturadas com um ótimo senso de humor que com certeza agradará bastante os pimpolhos e seus acompanhantes.
Como defeito, a história apresenta alguns absurdos primários e impressionantes como: a ausência de pessoas nas ruas, mesmo com todo o barulho e destruição causados pela casa enlouquecida em determinado momento do filme; D. J. apresenta sinais de sua puberdade logo no início do filme, o que não é mais abordado em nenhum momento, o que torna a cena, engraçada por sinal, completamente desnecessária; em determinado momento do clímax do filme, um paciente chega à casa em uma ambulância, e parece que os animadores simplesmente esqueceram de incluir os para-médicos que deveriam acompanhar o paciente; e por aí vai. Felizmente, nada que estrague o filme, que vale muito a pena ser visto.