Direção: Eli Roth.
Roteiro: Eli Roth.
Elenco: Jay Hernandez, Derek Richardson, Eythor Gudjonsson, Barbara Nadeljakova, Jana Kaderabkova, Jennifer Lim, Lubomir Bukovy, Jana Havlickova, Takashi Miike.
As férias perfeitas se transformando em um terrível pesadelo de sangue e desespero, esse seria um peível pesadelo de sangue e desespero, esse seria um perfeito resumo para o bom filme do diretor Uli Roth. Em “O Albrgue”, Roth conta à história de três amigos que viajam pelo continente europeu em busca de muita diversão, regada a muito álcool, maconha e principalmente sexo com belíssimas garotas. Depois de desfrutar os prazeres holandeses, Paxton (Jay Hernandez), Josh (Derek Richardson) dois jovens mochileiros norte-americanos e o recém conhecido islandês Oli (Eythor Gudjonsson), recebem a informação de que em uma pequena cidade na Eslováquia encontra-se um verdadeiro jardim do Éden sexual. Animados com a noticia, os amigos partem em busca de prazeres e caem em uma terrível e complexa armadilha de dores e sofrimentos inimagináveis.
Uli Roth segue a característica gore de outros filmes de horror, como “Wolf Creek”, “Viagem Maldita” e o mais recente “Abismo do Medo”, onde situações extremas são apresentadas da forma mais crua possível, o que torna tudo absurdamente mais realista e assustador. Provavelmente, “O Albergue” se aproxime mais do australiano “Wolf Creek”, já que todo o terror desencadeado em ambos os filmes é causado por seres humanos aparentemente normais e amigáveis, pessoas comuns que realmente poderiam ser nossos vizinhos ou até mesmo membros de nossas próprias famílias. Além disso, os filmes se aproximam por ter em suas vítimas mochileiros, viajantes que buscam algum tipo de aventura e encontram a morte nas mãos de verdadeiros lobos em peles de cordeiros.
“O Albergue” é um filme imperdível para os fãs do estilo e mais uma prova do grande fôlego que os filmes de horror ganharam através desse gênero assustadoramente real e pavorosamente possível. Não é a toa que o grande Quentin Tarantino tenha envolvido seu nome nesse projeto e que uma continuação começando exatamente de onde o primeiro filme terminou, já esteja em produção.
Quando perguntei aos alunos de uma de minhas turmas que filme gostariam que eu levasse para eles assistirem na festa do Dia das Crianças, um deles pediu este “O Albergue”. Embora eu não tenha assistido, já sabia do que se tratava e descartei imediatamente a possibilidade de exibi-lo para a garotada. Agora, cheguei à conclusão de que foi besteira minha. Afinal, está me parecendo que este filme tem mais do que sangue e tripas. Me corrija, se eu estiver enganado, mas há aí uma lição de moral, do tipo, “jovens, olha o que acontece se vocês não forem responsáveis”? Um abraço!
Ainda não consegui alugar O Albergue. A procura por ela na locadora que sou sócio é muito grande. Mas eu assisto… só um pouco mais de paciência. Viagem Maldita foi a mesma coisa e eu consegui ver. Gostei muito. O diretor conseguiu recriar a história (um dos épicos do horror) de forma bastante interessante. Abraços do crítico da caverna cinematográfica.
Apesar de não curtir esses filmes de horror mais crus e explícitos (quase passei mal ao ver JOGOS MORTAIS 2), não resta dúvida de que eles ao menos levam o gênero próximo à sua essência, sem grandes rédeas. Sob esse ponto de vista, merecem aplusos dos que os apreciam.
Cumps.
Assisti esse filme no cinema e achei bem legal. O diretor Eli Roth é uma promessa para os filmes de terror, assim como o francês Alexandre Aja. Bom também é o primeiro filme dele, o Cabana do Inferno. Bem engraçado (Sim, é um filme de terror com comédia). Abraço.
Não sei se é o ideal pra se passar em salas de aula Paulo e tb não sei se a lição de moral que vc citou se encaixaria bem em o Albergue. Talvez a lição “o lobo é o lobo do homem e esse lobo pode ser completamente sádico e imprevisível” caia bem melhor em uma possível moral da história. Tente vê-lo e e depois me diga o que achou, ok?