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Direção: Neil LaBute.
Roteiro: Neil LaBute.
Elenco: Nicolas Cage, Ellen Burstyn, Kate Beahan, Frances Conroy, Molly Parker, Leelee Sobieski, Diane Delano, Michael Wiseman, Erika-Shaye Gair.
Li uma crítica em que “O Sacrifício” era elogiado por ser um estudo sobre a diferença entre homens e mulheres em nossa atual sociedade. Mas que nada! Antes de tudo “O Sacrifício” deveria ser um filme de um forte suspense psicológico, uma homenagem a um clássico suspense da década de 70. Infelizmente isso nunca ocorre aqui.
A mudança no roteiro original, onde uma sociedade com fortes características medievais de bases patriarcais lideradas por um homem (Christopher Lee) é substituída aqui por uma comunidade matriarcal, liderada por uma estranha senhora (Ellen Burstyn) que possui o mesmo nome da ilha, Summersisle é a base do filme de Meil LaBute. No caso, a quase ausência de homens e o forte domínio feminino estabelecido por mulheres apicultoras, seria uma forte indicação dessa relação homem-mulher, onde a mulher passa a ser dominante e o homem apenas um mero objeto que disponibiliza sua força bruta em prol da comunidade, na realidade uma alusão a comunidade de abelhas, onde o zangão tem como únicos papeis fecundar a Rainha e morrer.
E é aí que entra o personagem de Nic Cage, tornando-se o ser estranho (homem detentor de todas as características estereotipadas do gênero) nesse meio. Edward Malus, um policial cri-cri que recebe o pedido de socorro de uma antiga noiva que teve sua filha desaparecida em uma ilha incomunicável no meio do nada, no mesmo momento em que enfrenta uma grande crise emocional, por sentir-se culpado por um grave acidente. Ao chegar à ilha, Malus enfrenta com estranheza o modo de vida dos seus habitantes e se enfia no meio de uma aparente conspiração que envolve o tal desaparecimento da criança.
E é dentro disso tudo que o diretor/roteirista aproveita para empurrar um amontoado de clichês usados e abusados em milhares de outros filmes há décadas (sustos bobos a base de movimentos bruscos inesperados ou do aumento do volume em alguns momentos, o personagem principal sendo alvo de toda a trama que tenta desvendar etc). Portanto, fica fácil saber que a antiga noiva e a filha desaparecida é parte de toda a conspiração, que tinha como único objetivo enganar e atrair o policial para a ilha e transformá-lo em uma oferenda (sacrifício) aos deuses celtas que a comunidade venera em troca de uma boa colheita. Isso mesmo, o filme termina com Nicolas Cage sendo enganado e queimado vivo dentro do famoso Homem de Palha (wicker man) que dá título à história. Conto tudo, pois vejo o NTSA também como um órgão de utilidade pública e não desejo que mais ninguém tenha a triste surpresa de ver um filme como esse. Se mesmo assim, depois de ler isso tudo, alguém ainda tiver o interesse de ver o filme, lavo minhas mãos e digo apenas uma coisa: O “Sacrifício” é todo seu.
Cara, hahahahhhahahahahaha bem feito. Bem que eu falei que esse filme deveria ser uma bosta.
Agora tenho que agradecer por este serviço de utilidade pública, Vladimir. Se bem que, eu não ia assistir a esta porcaria mesmo! De qualquer forma, um abraço!
Agora vc tem certeza mais do que absoluta de que não deve nem passar perto dele. hehehe Abração!
Eu queria ver o filme original. Esse aí queria ver, mas depois de críticas tão fortes a ele, perdi a vontade!!! Além disso, já sei que Nicolas Cage morre no final hahaha.
Adorei seu conselho meu amor, realmente, é um crime deixar ainda alguma pessoa ver esse filme!Pense num filme triste, fazia tempo q vc não escolhia filme ruim como esse pra gente ver.Pensei q vc já tonha aprendido comigo a selecionar melhor os filmes!!!!!!rs Beijão!
ô minininha modesta essa minha namorada. hehehehe Mas depois desse vimos outros excelentes, não é?