Direção: Martin Scorcese.
Roteiro: William Monahan, baseado em roteiro de Siu Fai Mak e Felix Chong.
Elenco: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Alec Baldwin, Martin Sheen, Vera Farmiga, Ray Winstone.
Martin Scorcese está de volta!
Dois anos após a realização do excelente “Aviador”, o homem está de volta ao estilo que realmente o consagrou (violência urbana, máfia) e que a cada filme feito o finca mais como um dos maiores mestres do cinema atual. Seu novo filme, “Os Infiltrados”, é um remake do filme chinês “Conflitos Internos”, mas como não ainda não tive o prazer de também ver o original, manterei meu foco apenas no primeiro, sem comparações.
Em “Os Infiltrados”, Scorcese emplaca a sua terceira parceria consecutiva com o ator Leonardo Dicaprio (que desde “O Aviador” já mostrou ser realmente um grande ator e que a única coisa que realmente afundou em “Titanic” foi o barco) e trabalha pela primeira vez com o genial Jack Nicholson que representa o louco gangster Frank Costello, em um papel feito para Robert DeNiro – que teve que abandonar o filme por problemas com sua agenda -, mas o molda ao seu estilo e acaba trazendo uma excelente novidade ao costumeiro trabalho do diretor.
Na história do filme, acompanhamos a inversa trajetória de dois desconhecidos jovens de origens semelhantes. De um lado, Bily Costigan (DiCaprio), recém formado na academia de polícia, que é obrigado a infiltrar-se na quadrilha do insano Costello para delatá-lo e finalmente levá-lo a prisão. Já Colin Sullivan (Matt Damon) é o arquétipo da submissão, entrando na polícia sob a tutela de Costello e com a má intenção de atrapalhar a polícia em sua perseguição. Mas enquanto Costigan sofre e se desgasta com a situação, sempre desesperado pelo medo de ser descoberto; Sullivan parece maravilhar-se com o poder, sempre almejando melhorar sua posição independentemente das conseqüências. A aparente tranqüilidade dos dois encerra quando ambos os lados descobrem que em seus meios existem agentes infiltrados, gerando uma alucinante correria que poderá decidir definitivamente o sangrento conflito.
As viscerais e seguras atuações de Damon, DiCaprio e Nicholson (em um vilão completamente impiedoso e aparentemente sem nenhum senso moral, onde vomitar palavrões, enfrentar a polícia e esquartejar uma pessoa não parecem afetá-lo de forma alguma) dão a realidade necessária que a história necessita e cria uma espécie de empatia entre o público e seus personagens que dificilmente é quebrada, com isso, eles dão ainda mais força a uma soberba história de gato e rato, onde não sabemos quem realmente são os gatos e de onde sairão os ratos.
O mérito em relação à excelente história pode ser dividido, principalmente, entre o ótimo roteiro escrito por William Monahan (com forte cheiro de indicação ao Oscar de roteiro adaptado) e logicamente mais uma vez ao Mestre Scorcese, com suas câmeras ágeis ou lentas nos momentos certos, trilhas sonoras empolgantes, personagens muito bem construídos, grande conhecimento do meio urbano e de suas violentas relações, ou seja, o domínio total do seu metier.
Com “Os Infiltrados”, Martin Scorcese nos dá mais uma vez a grande oportunidade de torcer com todas as nossas forças por sua indicação e premiação na noite do Oscar. Agora é só esperar e ver qual a injustiça da vez ou se agonia dos milhões de fãs do diretor finalmente terminará.
Estou louco para assistir esse filme, tanto por ser fã do Scorsese, quanto por já ter visto o original Conflitos Internos e ter gostado muito. Quero ver se Leonardo di Caprio e Matt Damon substituiram direitinho os personagens de Andy Lau e Tony Leung no original. Preferia Robert de Niro como o mafioso, mas Jack Nicholson também é um excelente ator. Gosto muito dos filmes do Scorsese que retratam o caos urbano ou a máfia, como Caminhos perigosos, Cassino, Os Bons Companheiros e Taxi Driver e espero gostar desse também hehehe. Abraço!!!
Muito boa sua crítica meu amor, sem dúvida este filme é massa demais!Beijão bem grandão!
Vc já viu esse meu irmão? Tá recuperando mesmo o velho ritmo do blog, hein? Vou tentar vê-lo ainda essa semana, aí volto pra comentar de verdade. Abraços!!!
Cara, nem me fale. Emocionante demais ver um filme desses no cinema. hehehe
nao tem como nao dar um 5*
Vi essa pequena aula de cinema ontem. Assino embaixo sobre exatamente tudo que vc falou e só acrescento o que o Michel tb citou. A edição do filme é algo a se destacar dentro de todo esse maravilhoso trabalho. Que Scorcese continue assim, melhorando a cada filme que faz.