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Direção: Neil Burger.
Roteiro: Neil Burger, baseado em estória de Steven Millhauser.
Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti, Jessica Biel, Rufus Sewell, Eddie Marsan, Jake Wood, Tom Fisher, Vincent Franklin, Philip McGough, Eddie Marsan.
Depois do magnífico “O Grande Truque” , dirigido por Chris Nolan e exibido no Brasil nesse mesmo semestre, fica difícil ver o novo filme do diretor Neil Burger que possui exatamente a mesma temática, e não compará-lo a esse citado antecessor. E infelizmente, a comparação é impiedosamente cruel para Burger.
Ambientado no mesmo continente e no mesmo período – Europa, final do século XIX- mostrados em “O Grande Truque”, “O Ilusionista” conta à trajetória de Eisenheim (Ed. Norton), um ilusionista que adquire grande fama em Viena, com grandes espetáculos repletos de fascinantes e incríveis mágicas que desafiam e assustam constantemente seu crescente e fiel público. O destino de Eisenheim se mistura ao da jovem aristocrata Sophie (Jéssica Biel), um antigo amor de infância do ilusionista que no momento está prometida ao ambicioso herdeiro do Império austro-húngaro, Príncipe Leopold (Rufus Sewell). Para perseguir Eisenheim e acabar com qualquer tipo de perigo que ele possa ocasionar a uma breve sucessão imperial, está o Inspetor-chefe Uhl, um homem de caráter duvidoso que almeja uma considerável ascensão em um futuro governo de Leopold. Mas motivado pelo reencontro de seu grande amor, Eisenheim enfrentará a todos e não medirá esforços, além de utilizar todo seu incrível repertório de ilusões, para enfrentar o príncipe e seus asseclas e frustrar todos os seus sangrentos planos.
A história de “O Ilusionista” é a já batida trama do amor impossível entre membros de classes sociais diferente. Completamente apaixonados, farão tudo e lutarão contra todos para concretizar esse tão sonhado amor. Provavelmente seja esse o maior defeito do filme, já que a história se prende tanto nessa relação que outros pontos verdadeiramente interessantes são apresentados, mas descartados logo em seguida. O maior exemplo disso, encontra-se na discussão da própria natureza das apresentações de Eisenheim. Truques mirabolantes que beiram o sobrenatural são apresentados a todo o momento sem nenhuma explicação, apesar do ilusionista ser mostrado constantemente trabalhando neles. Mas, na minha opinião, o maior erro encontra-se no final do filme, onde a única resposta que não precisava ser dada, de tão óbvia que era, é apresentada em um mini-flashback ridículo, que parece uma mistura mal feita dos finais de “Sexto Sentido” com os dos desenhos do “Scooby Doo”. Um desfecho desnecessário em um filme repleto de clichês e pequenas e incômodas falhas, que só se salva de um verdadeiro desastre devido a, sempre inspirada, participação do genial ator Edward Norton.
