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Cinéfilos


15/12/2006

SUPER NACHO
(NACHO LIBRE)






Direção: Jared Hess.
Roteiro: Jared Hess, Jerusha Hess e Mike White.
Elenco: Jack Black, Héctor Jiménez, Ana de la Reguera, Darius Rose, Moises Arias, Eduardo Gómez, Carlos Maycotte, Cesar Gonzalez, Enrique Muñoz.

No novo e divertidíssimo filme do camaleão Jack Black, ele interpreta Ignácio, um simpático e ingênuo monge, que serve seu monastério em uma pequena e atemporal cidade mexicana, cozinhando para um grupo de crianças carentes que também moram no local. Apesar de servir humildemente a Deus, o jovem e inquieto monge sofre por não poder ajudar mais as crianças do convento, que vivem se alimentando de migalhas doadas à instituição, e por ter sido castrado de seu grande sonho de infância, tornar-se um importante “luchador” do esporte mais adorado em todo o México, a luta livre. Decidido a ajudar as crianças e a seguir seu sonho de tornar-se realmente um “luchador”, Ignácio confecciona uma máscara para esconder seu rosto e se une ao esquisito e hilário Esqueleto (Héctor Jiménez sensacional), formando a dupla mais atrapalhada e engraçada já vista dentro dos ringues.
Os méritos para o sucesso do filme, devem ser divididos entre muitos. Começando pelo bom roteiro; passando pela ótima direção do quase estreante e grande revelação do ano passado, Jared Hess (Hess é o responsável por “Napoleão Dinamite”, filme cult nos EUA), que deu ao filme seu característico tom, apresentando um humor fortemente anárquico através de cenários e figurinos multicoloridos que deu uma cara cartunesca ao filme, lembrando bastante a série animada “Mucha Lucha” do Carton Network, além de personagens e lutas hiper bizarras que permeiam os melhores momentos da obra. Finalmente temos as atuações de Jack Black e Héctor Jiménez que de inimigos passam a companheiros de luta, formando uma “imbatível” dupla. Black com sua protuberante barriga e Jiménez com seus muitos…ossos.
“Nacho Libre” é uma espécie de homenagem e sátira a um esporte que já é engraçado e performático por natureza, a Luta Livre. O esporte também teve grande popularidade e relevância no Brasil até a década de 80, quando o popular programa Telecatch ainda era exibido semanalmente em canais de televisão como Rede Manchete e SBT, mesmo assim, o filme de Jared Hess foi ignorado pelas burras distribuidoras brasileiras que alegaram ser o esporte pouco conhecido por aqui, por isso lançando-o diretamente em DVD. É, mas irônicamente, são os mesmos executivos “inteligentes” que nos privam de filmes como esse nos cinemas, que reclamam dos filmes baixados na Internet. O público, sempre desrespeitado tem que entender, enquanto eles não. Absurdamente ridículo, não acham?

Arquivado em: Vladimir @ 6:29 pm

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