Direção: Jared Hess.
Roteiro: Jared Hess, Jerusha Hess e Mike White.
Elenco: Jack Black, Héctor Jiménez, Ana de la Reguera, Darius Rose, Moises Arias, Eduardo Gómez, Carlos Maycotte, Cesar Gonzalez, Enrique Muñoz.
No novo e divertidíssimo filme do camaleão Jack Black, ele interpreta Ignácio, um simpático e ingênuo monge, que serve seu monastério em uma pequena e atemporal cidade mexicana, cozinhando para um grupo de crianças carentes que também moram no local. Apesar de servir humildemente a Deus, o jovem e inquieto monge sofre por não poder ajudar mais as crianças do convento, que vivem se alimentando de migalhas doadas à instituição, e por ter sido castrado de seu grande sonho de infância, tornar-se um importante “luchador” do esporte mais adorado em todo o México, a luta livre. Decidido a ajudar as crianças e a seguir seu sonho de tornar-se realmente um “luchador”, Ignácio confecciona uma máscara para esconder seu rosto e se une ao esquisito e hilário Esqueleto (Héctor Jiménez sensacional), formando a dupla mais atrapalhada e engraçada já vista dentro dos ringues.
Os méritos para o sucesso do filme, devem ser divididos entre muitos. Começando pelo bom roteiro; passando pela ótima direção do quase estreante e grande revelação do ano passado, Jared Hess (Hess é o responsável por “Napoleão Dinamite”, filme cult nos EUA), que deu ao filme seu característico tom, apresentando um humor fortemente anárquico através de cenários e figurinos multicoloridos que deu uma cara cartunesca ao filme, lembrando bastante a série animada “Mucha Lucha” do Carton Network, além de personagens e lutas hiper bizarras que permeiam os melhores momentos da obra. Finalmente temos as atuações de Jack Black e Héctor Jiménez que de inimigos passam a companheiros de luta, formando uma “imbatível” dupla. Black com sua protuberante barriga e Jiménez com seus muitos…ossos.
“Nacho Libre” é uma espécie de homenagem e sátira a um esporte que já é engraçado e performático por natureza, a Luta Livre. O esporte também teve grande popularidade e relevância no Brasil até a década de 80, quando o popular programa Telecatch ainda era exibido semanalmente em canais de televisão como Rede Manchete e SBT, mesmo assim, o filme de Jared Hess foi ignorado pelas burras distribuidoras brasileiras que alegaram ser o esporte pouco conhecido por aqui, por isso lançando-o diretamente em DVD. É, mas irônicamente, são os mesmos executivos “inteligentes” que nos privam de filmes como esse nos cinemas, que reclamam dos filmes baixados na Internet. O público, sempre desrespeitado tem que entender, enquanto eles não. Absurdamente ridículo, não acham?
Concordo com vc, os mesmos executivos que pensam saber o gosto do público em geral são os primeiros a reclamarem da pirataria, quem sabe não chegou a hora de repensarem a maneira de exibir filmes aqui no Brasil.
Cheguei a ver um trailer deste filme no cinema e achei que ia passar nos cinemas. Vejo que minha avaliação do trailer estava errada. Pareceu-me uma das maiores bobeiras da história do cinema. Mas, trailers costumam enganar mesmo.
Desculpe a longa ausência. Os conselhos de classe me prenderam!
Não sei nada sobre esse filme, pode até ser divertido. Eu gostava muito de WWF na finada Manchete, assistia todos os dias que passava. Não vi ainda nas locadoras esse filme.
Mas acho que o maior absurdo de todos em relação a lançamento de filmes no BRasil continua sendo o da trilogia do Sr. dos Anéis (versões extendidas) em DVD. Absurdo completamente injustificado!!!
Putz, esse eu faço questão de alugar e quem sabe até comprar o DVD. Tb fui fã de lutas livres!!! Uma pena não ser mais exibido nenhum programa do estilo na tv aberta.
tosco